Opinião: Quanto vale Marrony?

Infelizmente para a maioria e felizmente para alguns, Marrony, uma das maiores joias do Vasco, será vendido e tudo indica que será em breve e para o Atlético Mineiro. O atleta é um sonho de Sampaoli antigo e a MRV entrou firme junto com o clube, para dar o aporte financeiro necessário para que a negociação aconteça. Agora, quanto vale Marrony?

Multa de R$ 160 milhões

Muitos de vocês sabem que preço é diferente de valor. Preço é o que se coloca na etiqueta, valor, é aquilo que é percebido por quem compra e até, por quem vende. Assim sendo, falando-se apenas em preço, a multa do atleta é de 30 milhões de Euros (algumas fontes colocam como 35 milhões de Euros), mas sabe-se que este valor não deve acontecer. Entretanto, qual o preço que ele está sendo negociado?

Segundo o Diário Carioca, o valor da negociação com o Galo gira em torno de R$17,5 milhões, o que equivale a 3 milhões de Euros. O Vasco possui 70% do valor do passe. Decerto é que um preço baixo para um dos maiores talentos do futebol nacional e uma das joias do Vasco. A diretoria deve fazer uma contraproposta, mas o negócio não deve aumentar muito de valor. Mas, qual o valor do jogador?

Marrony é a tábua de salvação

Apesar do torcedor, em sua maioria, gostar do jogador, a verdade é que o Vasco sofre uma crise financeira quase que sem precedentes. Em termos de arrecadação x dívida, o clube tem o terceiro pior resultado do país. Engraçado é que o Galo tem, inclusive, uma condição tão ruim ou pior e ainda assim consegue bancar R$ 20 milhões a vista em um atleta. Claro, com ajuda de fornecedor, mas por que o Vasco não faz o mesmo? Isso é um outro assunto, para outro texto.

Sobre Marrony, neste momento, o valor do atleta para o clube é inestimável. Com salários atrasados, com ameaça de perder o elenco por ter mais de 3 meses de vencimentos atrasados e ainda a possibilidade da promoção do caos, o atleta acaba sendo a esperança de salvação do clube.

Sua venda, por mais que os valores sejam baixos, vai permitir um alívio na folha do clube, colocar parte dos salários em dia e ainda dar tempo para a diretoria negociar melhor outras joias do clube como Tales Magno, Ricardo Graça e outros. Quem sabe até, adiar a negociação e aproveitar os jogadores mais tempo. Sendo assim, desde Evander, o Vasco não consegue colocar a mão em grana de venda de jogadores, receita mais que fundamental para reerguer o clube financeiramente. Por mais que o programa de sócio-torcedor do clube, um sucesso mundial, esteja de vento em popa, não é suficiente ainda, para arcar com o passado sofrível das finanças do Vasco.

Sendo assim, mesmo que o preço seja baixo pelo jogador, o valor percebido na negociação é muito alto. Garante a satisfação do elenco com salários em dia, pode dar tempo para o Vasco negociar melhor outras joias e ainda, dar o oxigênio necessário para uma boa campanha no Brasileirão e nas duas competições que o Vasco disputa em nível nacional e internacional. Em outros tempos, o negócio seria pobre. Hoje, o negócio é a salvação.

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