Carlinhos é novo reforço do Vasco, veja entrevista

O meia Carlinhos chegou ao Rio de Janeiro no último domingo para dar início aos exames médicos para assinar contrato com o Vasco válido até dezembro de 2022. Desde então, o jogador está hospedado em um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, enquanto finaliza a parte burocrática.

Na última terça-feira, o jornal O Dia recebeu a informação de que André Mazzuco, dirigente do Vasco, estava reunido com os representantes de Carlinhos e com o jogador para que o contrato fosse assinado. Ao chegar ao local, a reportagem encontrou “apenas” o atleta, que topou dar uma rápida entrevista e falar sobre o acerto com o Cruzmaltino.

No bate-papo, o meia se apresentou à torcida vascaína, garantiu estar com “sangue nos olhos”, contou os seus pontos fortes, explicou o porquê de ter aceitado atuar no Guarani e não ter ido bem em Campinas, garantiu que chega para somar e diz que quer fazer história no clube.

Veja abaixo a entrevista completa com Carlinhos, novo reforço do Vasco:

Você pode se apresentar à torcida do Vasco? Quem é Carlinhos?

Carlinhos é um jogador que saiu novo do Brasil e ficou oito anos fora do país. O que o torcedor pode esperar de mim é que sou um cara que quer sempre vencer, sempre dar o melhor em cada jogo. É isso que Carlinhos tentará fazer no Vasco, sempre com muita vontade.

O que a torcida do Vasco pode esperar do Carlinhos?

Um cara guerreiro dentro de campo, que se arrisca muito. Que vai fazer de tudo para sair vitorioso em cada partida.

Quais são os seus pontos fortes?

É difícil falar de mim, mas acredito que minha visão de jogo, chute forte, chegada na área e o porte físico são os pontos que mais se destacam em mim.

Por que retornar ao Guarani e disputar competições inferiores no cenário nacional, mesmo tendo boa temporada na Europa?

O Guarani, na verdade, foi uma opção pessoal. Eu estava passando por um momento familiar muito difícil, e a família da minha esposa é de Nova Odessa, interior de São Paulo, cidade vizinha à Campinas. Eu tinha, na ocasião, muitas ofertas de outros clubes, do Brasil e também lá de fora (exterior), mas esse problema familiar me fez fazer escolher o Guarani. Foi uma escolha pessoal e este é um assunto que não gosto nem de comentar.

E por que não conseguiu atuar pela equipe de Campinas?

Não foi tão bom assim porque eu cheguei ao Guarani depois de uma longa temporada na Europa, cheguei treinando, fui elogiado nos treinamentos e, logo nos primeiros jogos, sofri uma lesão muscular de grau 2, fiquei fiquei quase dois meses em recuperação. Então, os torcedores não têm essa memória porque quando cheguei ao Guarani me machuquei e não deu para demonstrar o meu melhor futebol.

Você é versátil e já atuou em várias posições ao longo da carreira. Mas em qual espaço do campo se sente melhor?

Já fiz várias posições dentro do campo a pedido dos treinadores com que trabalhei. Eu posso fazer primeiro volante, segundo volante, meia… Estou à disposição para atuar em qualquer posição. Eu quero ajudar. Chego com sangue nos olhos.

Podemos dizer que você pode ser o “coringa” do Vasco?

O importante é jogar. Eu quero ajudar. Eu chego com muita vontade de mostrar o meu potencial.

Você saiu com 18 anos do Brasil e retorna com 26. Nesses oito anos de Europa, você acredita que o que mais evoluiu foi a parte tática?

Sim. Na Europa, o futebol é mais tático. No Brasil, esse fator está evoluindo bastante. Eu acho que chego com essa bagagem tática para ajudar ao Vasco.

Você acredita que é o candidato ideal para entrar na vaga de Raul no time titular?

Eu quero ajudar o Vasco da melhor maneira possível. O que o treinador escolher, eu vou acatar. Eu quero deixar claro que eu chego para somar, não importa a posição. Como falei anteriormente, eu quero mostrar o meu valor.

Você teve ofertas de outros clubes. Por que o Vasco?

Porque acredito que esse seja o momento certo para retornar ao Brasil e ser reconhecido no meu país. O Vasco é um clube gigante, tem uma história linda.

Você está há alguns dias no Rio de Janeiro. O que tem achado da cidade?

Até agora, eu não conheci muita coisa. É a minha primeira vez no Rio. Acho que eu e a minha família seremos muito felizes aqui.

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