VASCO CONSEGUE LIBERAÇÃO DE PENHORA MILIONÁRIA E DEVE ACERTAR SALÁRIOS

O Vasco da Gama obteve uma importante vitória na Justiça. O Clube conseguiu, mediante uma liminar, um efeito suspensivo contra uma penhora no valor de R$ 5.181.806,22, referente a um processo movido pelo Americano há 12 anos a respeito do ex-volante Roberto Lopes, que passou pelo Cruzmaltino entre 2006 e 2008. A informação é do site Esporte News Mundo.

Deferida pelo desembargador-relator Antônio Iloízio Barros Bastos, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a liminar derruba uma decisão judicial do final de julho que não deixava o Vasco ter acesso ao referido valor.

De acordo com o parecer do desembargador, o valor ”demonstra-se alto para ser arrestado em um só momento e de todas as fontes de receita”. Ainda segundo o veredito, devido ao risco de dano irreversível, fica deferido o efeto suspensivo enquanto a questão não for julgada pelo Colegiado.

Em sua argumentação de defesa, o Vasco justificou que, se o bloqueio fosse mantido pela Justiça, a situação acabaria invibilalizando o pagamento de salários e acordos trabalhistas.

Vale ressaltar que a penhora englobava, no total, o dinheiro que o Cruzmaltino fosse receber em relação às participações no Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, além dos direitos de transmissão das respectivas competições (Grupo Globo), mecanismo de solidariedade e o patrocínio da nova fornecedora de material esportivo, a Kappa.

A ação movida pelo Americano se deve ao fato que, na chegada de Roberto Lopes ao Vasco, em 2006, os clubes firmaram acordo pela contratação em definitivo do atleta.

Acontece que o contrato dispunha de uma cláusula que repassava ao time de Campos dos Goytacazes 40% dos direitos em caso de uma futura transferência do jogador, que só poderia ser concretizada com consentimento do Cano e pelo valor mínimo da época (R$ 2 milhões para equipes do futebol brasileiro). E o jogador acabou indo para o Boavista, de Saquarema, em 2008, e o Americano não recebeu a parte que lhe cabia.

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