Tudo o que você precisa de saber sobre o novo projeto e-Sports do Vasco

Parece que os clubes do futebol brasileiro realmente caíram de cabeça no universo dos esportes eletrônicos, e o mais interessado no setor é o Vasco da Gama. DNA cruzmaltino, estrutura forte e base formadora, são as principais características que norteiam o projeto de eSports do Gigante da Colina. Com a ideia de captar jovens vascaínos para o mundo dos esportes eletrônicos, o projeto pretende formar equipes profissionais, começando pelo Free Fire, mas busca desenvolver line-ups profissionais para outros games.
De acordo com o diretor adjunto do clube Carlos Gama, a diretriz seguida pelo Vasco é a de buscar talentos e “caminhar junto com a torcida”. Além disso, ele silenciou qualquer rumor relacionado à compra de equipes profissionais formadas ou vagas em grandes torneios. Muitos empresários e investidores tem feitos propostas para montar equipes junto ao cruzmaltino. “Nós olhamos, avaliamos, entendemos, mas temos um compromisso em andar junto com a torcida. Queremos isso. A torcida construiu São Januário. A torcida construiu o CT. Então por que não sair da torcida, como é uma promessa nossa, uma line de Free Fire? Vai demorar mais para chegarmos na liga principal? Vai. Mas veio da torcida. A proposta é essa desde o início. Nosso DNA é esse.”

Garimpando talentos

O Gigante da Colina anunciou um torneio de Free Fire para os sócios torcedores, que serviria como uma espécie de “peneira” para revelar talentos que iriam para a escolinha de esportes eletrônicos do time. Entretanto, esse não é o único campeonato nos planos do cruzmaltino. Espera-se que vários torneios amadores sejam realizados ao longo do ano para os mais variados games, incluindo League of Legends, PES, Clash Royale e Rainbow Six Siege – porém, somente sócios torcedores poderão participar. Se você não é um deles, não precisa depender de um campeonato organizado pelo Vasco para ter uma experiência competitiva e estimulante, pois há sites de apostas com bingo online que oferecem partidas tão emocionantes quanto qualquer modalidade de eSports.
Já o projeto foi revelado no meio de abril, mas a implementação de escolinhas de esportes eletrônicos foi freada por conta do isolamento social. Acreditava-se que, logo no início do ano, cerca de 200 jovens estariam matriculados na escolinha, fator que aceleraria o formação de um time profissional para o cenário competitivo de algum dos jogos que o Vasco pretende participar. Segundo Carlos Gama, “havia um cronograma já com investidores e técnicos acertados, que com três meses de escolinha já começaríamos a fazer campeonatos, e a partir desses campeonatos teríamos lineups anunciadas. Então acreditávamos que em agosto ou setembro o projeto já estaria em outro patamar, mas o covid veio e agora precisamos reavaliar em qual cenário vamos entrar (pós-pandemia). A ideia da peneira era algo que existia no cronograma original e nos comprometeríamos de que dessa peneira jogadores virassem profissionais do clube, mas agora estamos esperando voltar tudo ao normal”.

Iniciativa autossuficiente

Todo o planejamento por trás da iniciativa do eSports é que ela seja autossuficiente, ou seja, o Vasco não investirá dinheiro próprio no time de esporte eletrônico. Toda a captação de recurso será feita de forma independente pelo setor. Além disso acredita-se que o nicho agregará valor ao Gigante da Colina, atraindo novos tipos de patrocinadores, além de torcedores.


Após o anúncio da criação de um time de eSports, a comunidade e a torcida da área esperava a revelação de um nome ou alguma line-up profissional da modalidade que o clube participaria. Porém, isso não aconteceu e levará algum tempo para ocorrer. “Sabíamos que essa pressão viria, essa cobrança pela nossa atuação em equipes profissionais. Isso está no nosso plano. Queremos encerrar já nesse ano com equipes profissionais em jogos diferentes. Estamos, nesse momento, debruçados nas escolhas que vamos fazer para termos uma atuação relevante. Existe, sim, o desejo, o plano, de lançarmos equipes profissionais em um curto espaço de tempo. Como, quando ou que jogo ainda precisamos de um tempo maior.” falou Álvaro Cysneiros, diretor de eSports do Vasco.

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