Ricardo Sá Pinto chega ao Rio para treinar o Vasco e fala em ‘morrer pelo clube’

Assunto principal da semana, o técnico Ricardo Sá Pinto está em terras brasileiras para tentar redescobrir o caminho das vitórias no Vasco. O português desembarcou no Aeroporto Santos Dummont, no centro do Rio de Janeiro, pouco antes das 19h, e logo mostrou com que espírito chega ao clube. Disse que irá “morrer pela camisa do Vasco”.

– Na minha carreira toda, sou o primeiro a exigir de mim próprio. Se não der o exemplo, não posso exigir dos meus jogadores e não posso fazer com que acreditem no que eu pretendo. Estou habituando a essa pressão e a essa exigência. Vesti a camisa do Vasco e vou morrer por ela enquanto lá estiver.

O treinador também mostrou conhecimento sobre o histórico recente bastante negativo do Vasco na Série A do Campeonato Brasileiro.

– Fazer de tudo para o clube estar melhor no Brasileirão, já que não estamos mais na Copa do Brasil. Nos últimos oito anos, tivemos só uma vez acima do 10º lugar, acho que em 2017 (terminou em sétimo). Todos têm que perceber o momento do clube e o que tem acontecido. Temos que melhorar em termos de classificação para depois desenvolver um trabalho mais consolidado com outra segurança e outra calma.

Em relação ao momento atual do Vasco, disse ter assistido aos últimos três jogos, porém destacou que somente o contato pessoal o tornará familiar do elenco.

– Viagem longa, muito cansativa. Eu e minha equipe técnica já vimos vários jogos do time. Já temos algum conhecimento da equipe, não total porque não pudemos ver todos os jogos e todos os jogadores que atuaram, mas a maior parte. Ontem tinha visto o jogo com o Atlético-MG, que perdemos de 4 a 1. Com o Bahia, que perdemos de 3 a 0, e com o Flamengo, que perdemos de 2 a 1. Vi esses jogos todos, mas quero ver mais, quero estar com eles e quero conhecê-los. Não há nada como o treino e o contato pessoal para perceber exatamente as características de cada um e conhecê-los. Vamos ter tempo para isso tudo e para conversar sobre a equipe.

O português chegou ao Rio acompanhado de empresário, auxiliar, analista e preparador físico. Do Santos Dummont, ele segue para um hotel na Barra, Zona Oeste do Rio, e depois janta com o presidente Alexandre Campello, o executivo André Mazzuco. Sá Pinto será apresentado nesta sexta, às 18h, e deve viajar para Porto Alegre. À espera de ter sua situação regularizada, ainda não fica no banco na partida contra o Internacional, domingo, às 18h15, no Beira-Rio.

O contrato de Sá Pinto é válido até o término do Campeonato Brasileiro.

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Temperamento explosivo

– Eu sou uma pessoa emotiva. Amo o que faço, tenho uma paixão enorme pelo jogador. Primeiro como jogador e agora como treinador. Tive a felicidade de poder conseguir que tenho uma segunda paixão, que é treinar neste jogo. E, portanto, me entrego de corpo e alma. Claro que de uma forma lúcida. É importante que esta emoção contagie a equipe no sentido de motivar. Quero motivar, unir e ajudar a equipe. Tenho meu jeito de ser. Se não for assim, não serei eu.

Elogios a Jorge Jesus

– Jorge Jesus fez um trabalho extraordinário, realizou uma temporada incrível. Eu, como português, fiquei muito orgulhoso pelo que ele fez. Nossos objetivos são diferentes. Nossa capacidade nessa altura é diferente. Venho com grande experiência, venho muito positivo e muito confiante para desenvolvermos um trabalho sério e vencedor. Mas tudo ao seu tempo.

Falta de sorte do Vasco e equilíbrio no Brasileiro

– É importante que o time consiga voltar rapidamente às vitórias, não ganhamos há sete jogos. Melhorar alguns aspectos e algumas situações que identificamos. Consolidar outras que já vi. Existe talento, existe qualidade. A equipe também não tem tido muito sorte. Pequenos detalhes têm feito essa diferença de resultado, mas não é só contra nós. Tudo é muito competitivo e embolado.

– Ainda agora vi o jogo do Flamengo com o Goiás em que o Pedro fez o gol na último jogada. Portanto o último pode vencer o primeiro. Então assim será daqui para frente.

Orgulho de ser o segundo treinador português do Vasco

– Um histórico não só do Brasil, mas mundial. É um clube que toda a gente respeita e gosta. Aprendi desde miúdo (criança). Tenho a felicidade de ser o segundo treinador português nos últimos anos. É um orgulho para mim, é uma honra poder trabalhar neste clube. Vamos tentar todos juntos com que o Vasco volte a ser feliz e a ter bons resultados.


Fonte: ge

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