Léo Matos dá entrevista reveladora, fala sobre tudo e diz o que espera do Vasco

O Vasco apresentou nesta quinta-feira o seu novo reforço: o lateral-direito Léo Matos, ex-jogador do PAOK, da Grécia. A nova contratação vascaína, aos 34 anos, contou ter recebido as boas vindas do capitão da equipe, Leandro Castan, e disse estar bem fisicamente, na expectativa de estar à disposição já no próximo domingo, contra o Goiás.

– Fui recebido muito bem pelos companheiros. O Castan veio me receber. É um grande líder. Estou muito confiante e espero que sejam os primeiros dias de uma grande história.
– Em relação à minha forma física, me sinto super bem. Eu vinha jogando lá no PAOK. Último jogo foi na quinta-feira, pela Liga Europa. Não tenho problema nenhum. Só não sei como está a documentação. Espero no domingo estar à disposição e aí fica a cargo do Ricardo se eu jogo ou não – concluiu o jogador.

Mais detalhes da coletiva:

Adaptação

– Preciso conhecer os meus companheiros, como eles jogam, como gostam de receber a bola. A gente vai se adaptando com o passar das semanas. Também tem o fuso horário que muda bastante. Alguns pequenos detalhes de adaptação, mas nada impede que eu venha estar à disposição do meu treinador.

Felipe, ídolo vascaíno

– Felipe é o meu grande ídolo de infância. Sempre me fascinou o estilo de jogo dele. Um grande abraço para ele. Não conheço pessoalmente. Tive contato com ele uma vez na Granja Comary, quando eu treinava para a disputa de um torneio sub-23 e ele estava com a Seleção principal para disputar a Copa América.

Contato com Ricardo Sá Pinto

– Eu conversei com o Ricardo uma ou duas vezes quando cheguei, mas nada profundo, pois eu tinha exames para fazer. Eu posso acrescentar ao Vasco minha característica no último terço. Sempre me destaquei nessa faixa do campo. Minhas características são de fazer o corredor pelo lado direito para servir os atacantes ou até mesmo eu fazer o gol.

Concorrência com Pikachu e Cayo Tenório

– Minha expectativa é muito boa para essa segunda parte do Brasileiro. Espero junto com o Vasco fazer uma excelente campanha e buscar a parte de cima da tabela. Hoje brigamos numa zona desconfortável. A concorrência é super saudável. Nos times onde passei, sempre teve dois ou três laterais. A concorrência é levada para o campo. Se o jogador sente que tem um companheiro à altura isso cria um desconforto no sentido de ele saber que tem que dar o melhor. O Pikachu eu conheço e o menino eu tenho visto os jogos e percebi que é muito bom jogador.

O que pode trazer do futebol europeu?

– Acompanhava o futebol brasileiro, sempre gostei de ver e sempre passava nos canais que eu tinha em casa. O que eu posso trazer do futebol europeu é o que no Brasil a gente não trabalha tanto na base. Quando eu fui para fora, sempre fui de características ofensivas, mas era mais cru em relação à parte tática e amadureci neste sentido. Com certeza nestes dez anos aprendi muito a se posicionar corretamente, preencher espaços. Melhorei o meu jogo bastante acrescentando este tipo de coisa e vou colocar em prática aqui no Vasco da Gama.

Idade avançada

– Eu sempre cuidei do meu corpo. Eu entendia que meu corpo é a minha empresa. Não preciso de funcionário, de sede fixa, de nada. Preciso me alimentar bem, treinar, fazer os exercícios que o corpo necessita para se manter longe de lesões. Sempre fui muito preocupado com isso pois tenho medo de ter uma lesão. No meu ponto de vista, a minha idade é só um número. Em todos os clubes onde passei, sempre fui um dos atletas que mais jogou. Temos vários casos no futebol brasileiro de jogadores que se cuidam e têm uma longevidade muito boa. Exemplo do Léo Moura, que é um exemplo e até ontem estava jogando em alto nível no Grêmio. Zé Roberto, Rafinha e Filipe Luis voltaram jogando muito bem. Nenê no Fluminense, também. Tenho bastante experiência, no meu último time eu era o capitão da equipe. Eu costumo pensar no coletivo. Tenho certeza que essa minha passagem pelo Vasco será muito feliz, podendo se estender para o futuro. Assim espero.

O que vislumbra no Vasco

– Eu venho para o Vasco com as intenções de ganhar títulos e alcançar a melhor posição possível. Nos últimos anos me acostumei a isso. Ganhei cinco títulos na Grécia, cheguei à final da Liga Europa na Ucrânia. Sou um jogador que não me contento com pouco. Eu espero pro Vasco isso. E para mim, a mesma coisa. Poder jogar, ajudar o Vasco e a cada campeonato disputado, tentar vencer. O que o Vasco merece é isso, clube campeão de quase tudo.

Abel Ferreira, possível novo técnico do Palmeiras

– Sobre o Abel, trabalhei com ele um ano e três meses. É um treinador jovem da escola portuguesa. É dos melhores treinadores da Europa. Gostei muito de trabalhar com ele. Tem um sistema de jogo interessante. Saída com três jogadores ou trazendo os laterais. Não só ele, mas a comissão é toda muito jovem. E você vê que os caras têm vontade de trabalhar. Acredito que se vier ao Palmeiras fará um grande trabalho.

Expectativa para o mês de novembro

– Já começou a mudar com a vitória de ontem. É uma vitória que nos dá mais confiança para a sequência do trabalho. Já começa a mostrar que um início de bom trabalho já mostra resultados. Espero que o mês de novembro seja perfeito iniciando com uma vitória domingo contra o Goiás.

Relação com jovens da base

– Esse processo de transição da base para o profissional é muito complicado. Na base eu jogava no máximo para 50 a 100 pessoas. Quando sobe para o profissional, passa a jogar para 40, 60 mil pessoas. Você começa a disputar posição com jogadores maduros, pais de família, com outra cabeça. Venho com a melhor das intenções de ajudar estes meninos. Sempre gostei de fazer amizade com qualquer tipo de pessoa. Quando cheguei no Olympique de Marselha tinha Barthez, Lizarazu, Droga, Pedretti, jogadores referências. Eu ficava olhando para eles e tentando absorver.

O que sentiu mais falta do Rio de Janeiro?

– Tanta coisa que eu sinto saudade. Os amigos, a praia. Se bem que eu estava numa cidade que tinha praia lá, mas não é a mesma coisa. Comer feijão todo dia. O dia a dia com minha família que eu amo. Isso vai ser uma coisa que há muito tempo não sei o que é

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