Ranking mostra influência de atletas sub-23 na temporada 2025 na Série A

Com a antecipação do início dos Estaduais devido ao novo Mundial de Clubes da Fifa no meio do ano, alguns clubes apostaram no uso de jovens em idade olímpica, com até 22 anos. Último a encerrar a temporada 2024, com a disputa da Copa Intercontinental/Mundial de Clubes em dezembro, o Botafogo foi o clube que até o último domingo mais manteve em campo esses jogadores: sem contar os goleiros, atletas sub-23 ficaram em campo em 49% de todos os minutos.

Em seis dos 11 jogos da equipe no Carioca, a média geral de idade do time titular ficou abaixo dos 23 anos, e contra o Madureira, foi de 23,3 anos. Contra o Bangu, na quinta rodada, a média de idade dos jogadores de linha que começaram jogando foi de 21,6 anos. Nessas seis partidas, o time obteve duas vitórias e um empate, perdendo os outros três jogos.

Excluir o goleiro do cálculo teve um motivo prático: comparar o percentual de tempo em campo dos jogadores sub-23 com o percentual de participação em gols e assistências da equipe. A garotada do Botafogo fez o possível e, presente em campo em 49% do total de minutos minutos, foi responsável por 60% dos gols (12) e assistências (oito) da equipe, um desempenho 11 pontos percentuais acima de sua representatividade.

O problema é que o Botafogo teve a pior média de gols marcados entre todos os 20 times da Série A (0,92 por partida), o que estatisticamente cai na conta dos atletas com 23 anos ou mais, que ficaram em campo 51% do tempo mas só participaram de 40% dos gols e assistências.

Flamengo

O Flamengo também iniciou a temporada com um time de jovens e foi o segundo que proporcionalmente mais manteve atletas sub-23 em campo, por 39% dos minutos e participaram de 39,5% dos gols e assistências.

O Flamengo teve nas quatro primeiras rodadas do Carioca uma equipe com média de idade de 22 anos, que venceu uma partida, empatou outra e perdeu duas. Na quinta rodada, a média de idade dos titulares já saltou para 28,8 anos, na vitória por 2 a 0 sobre o Volta Redonda, em Brasília. Depois disso, a equipe venceu seis partidas e empatou uma.

Considerados todos os jogos oficiais da temporada, o Flamengo tem a maior média de gols na temporada (2,33). Entre gols e assistências, foram 17 participações de atletas com até 22 anos e 26 participações de jogadores com 23 anos ou mais (foram 28 gols marcados com 15 assistências).

Bahia

O Bahia foi a terceira equipe que mais apostou em atletas sub-23 (35,5% do tempo), responsáveis por 29,5% dos gols. O Bahia fechou o domingo com a sexta melhor média de gols por partida (1,92). Nas três primeiras rodadas do Baiano, a média de idade dos titulares foi de 20 anos e depois essa média foi para 25,3 anos e subiu em seguida para 28,8 anos para então variar entre isso.

Foi o Bahia o time que escalou como titular o atleta mais jovem deste início de temporada, o atacante Ruan Pablo, de 16 anos e meio, o atacante Ruan Pablo, que começou as partidas contra Jacuiense (0 x 0), Atlético-BA (0 x 1) e Jacobina (1 x 1). Só foi marcar em sua quarta partida, com um gol no triunfo fora de casa contra o Jequié (3 x 1).

Bragantino

Foi no Bragantino que os atletas sub-23 conseguiram a maior participação em gols e assistências (19,5%) na comparação com a influência em minutos em campo (34,6%), com uma vantagem de 15 pontos percentuais. A equipe assegurou a classificação para enfrentar fora de casa o Santos nas quartas de final apenas na última rodada do Paulista. Com 14 gols marcados, o Bragantino está com o segundo pior ataque deste início de temporada entre os times da Série A (média 1,17).

Tradição interrompda

Apesar do histórico de grandes reveladores de talentos, Santos, Internacional e São Paulo, assim como o Vitória, mantiveram atletas sub-23 em menos de 20% dos minutos disputados (no caso do São Paulo, apenas 9% do tempo). Em tempos de Neymar, Oscar e Alan Patrick, os jovens precisarão de paciência.

Fonte: ge

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