Relatos indicam que jogadores entendem broncas de Diniz como incentivo, não desrespeito
A estratégia já foi adotada anteriormente, nos jogos contra Nova Iguaçu e Boavista, quando o Vasco jogou com um time misto. A principal dúvida é sobre a utilização dos atacantes Hinestroza e Brenner, que já têm condições de jogo, mas podem ser preservados para o Brasileiro, quando há maior pressão por um resultado positivo para atenuar a cobrança sobre o trabalho de Diniz.
Entre os nomes que podem ser poupados estão o goleiro Léo Jardim, o zagueiro Cuesta, o lateral-direito Paulo Henrique, o volante Barros, o apoiador Philippe Coutinho e o meia-atacante Nuno Moreira. O meio-campo deve ser formado pelo trio Hugo Moura, Tchê Tchê e JP. Os atacantes GB e Matheus França, além de Coutinho e Saldivia, são as ausências confirmadas na lista da partida em São Januário.
A ideia é permitir que estes atletas tenham mais minutos em campo, além de descansar os mais importantes. Até o momento, na atual temporada, Diniz já lançou mão de 30 jogadores em menos de um mês de jogos. Apesar do atenuante do começo de temporada, o técnico não tem sido poupado pela torcida. A repercussão interna das críticas expostas aos jogadores na derrota para o Mirassol foi pequena. No entendimento do Vasco e de Diniz, o comportamento mais ríspido é exceção e a boa relação com os jogadores permanece. Há relatos, inclusive, de que os atletas entendem a conduta de Diniz como um incentivo, não desrespeito.
Entre a diretoria, também não há qualquer sinal de questionamento na direção de uma possível mudança. Pelo contrário. Diniz é peça considerada chave na formatação de um elenco mais competitivo no Vasco.
Apoio de Pedrinho e Felipe
O treinador é extremamente identificado com o presidente Pedrinho e o diretor técnico Felipe. Nos momentos de mais instabilidade no ano passado, como na reta final do Brasileirão, a principal bronca da direção era com os jogadores, não com o técnico. E o respaldo permaneceu.
Com a saída de Rayan, o clube avalia que as novas contratações precisam ganhar ritmo para que a equipe volte a evoluir.
O treinador teve papel importante nas chegadas de Saldivia, Brenner e Marino Hinestroza este ano. No ano passado, também influenciou nas vindas de Cuesta, Robert Renan, Barros, Thiago Mendes, Gómez e Matheus França, este último o único em baixa.
Fonte: Extra
