Um dos funcionários mais antigos do Vasco, Biro vem puxando o grito de Casaca após as vitórias

Um dos funcionários mais antigos do Vasco, Biro vem puxando o grito de Casaca após as vitórias

— Atenção, vascaínos, ao Vasco nada? Tudo!

Um dos gritos mais famosos do futebol brasileiro voltou a ecoar com força nos últimos meses. O tradicional “Casaca”, entoado depois de grandes vitórias do Vasco ao longo da história, foi resgatado nesta temporada. Em vitórias em Salvador e Porto Alegre, além de jogos em São Januário e no Nilton Santos, o grito foi cantado a plenos pulmões por torcedores e jogadores.

Discurso de Sosa e Casaca: veja os bastidores da vitória do Vasco sobre o Grêmio

Em Buenos Aires, após a vitória do Vasco sobre o Boca na Bombonera, os torcedores também repetiram o canto. Desta vez, os jogadores não cantaram junto com a torcida porque preferiram comemorar no vestiário. Além disso, a semifinal ainda não terminou. No entanto, se você andou por qualquer rua de Buenos Aires desde domingo, provavelmente ouviu um grupo de vascaínos perguntando: “então, como é que é?”

Mas como o grito voltou a ser utilizado após as vitórias? O fato tem relação com Biro, uma espécie de “faz tudo” do Vasco. Biro é funcionário do clube desde 2003. Hoje, ele atua como roupeiro e é uma das figuras mais queridas do Vasco, principalmente entre os jogadores.

Os atletas do elenco escolheram Biro para puxar o grito de Casaca após a classificação contra o Vitória, em Salvador, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Eles pararam em frente à torcida e cantaram todos juntos no Barradão.

Desde então, virou uma tradição. E que tem dado certo. Os jogadores vão até a arquibancada vascaína, seja dentro ou fora de casa, e pedem silêncio para a torcida, até que Biro faz o tradicional grito de guerra.

Biro é um dos funcionários mais antigos do Vasco. Nascido na Barreira, onde mora até hoje, ele cria amizades com os jogadores do clube, os ajuda no dia a dia e também acolhe os estrangeiros e os garotos da base. Ele era um dos melhores amigos de Vegetti, por exemplo. Hoje, já é muito próximo de Sosa, Lescano e Colidio, trio que chegou há poucas semanas no Vasco.

Em comemorações no vestiário, é comum também que Pedrinho, quando presente, comande o Casaca. O grito é um elemento da identidade vascaína, que Pedrinho e Felipe afirmam a todo momento ser importante resgatar. A música é um símbolo trabalhado dentro do clube desde a base do futebol, no masculino e no feminino, e nos outros esportes.

Com o resgate do grito, o torcedor vascaíno já sonha com um Casaca especial em Barranquilla (final da Sul-Americana) ou em Brasília (decisão da Copa do Brasil) no fim do ano.

Fonte: ge