Vitória Miranda é eleita a melhor tenista jovem da temporada 2025

Mineira de Belo Horizonte, Vitória Miranda, de 18 anos,venceu o prêmio de melhor jogadora júnior de tênis em cadeira de rodas em 2025, concedido pela Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês). A entidade regula a modalidade e também organizar torneios juvenis, seniores, Copa Davis e Billie Jean King Cup. Esta é a primeira vez que uma brasileira é contemplada com o Prêmio Júnior do Ano da ITF.

No ano passado, Vitória enfileirou títulos: foram 10 na disputa de simples e outros oito nas duplas. Os principais foram obtidos no Aberto da Austrália e em Roland Garros na categoria juvenil – em ambos os Grand Slams a brasileira emplacou dobradinha de troféus (simples e duplas). A mineira também cravou duas medalhas de ouro no Parapan de Jovens de Santiago (Chile) na disputa de simples e nas duplas mistas, ao lado de Luiz Calixto.

“Sinto muita gratidão; não há nada melhor do que encerrar meu último ano como júnior com este reconhecimento internacional. Minhas melhores lembranças de 2025 foram o título de simples no Aberto da Austrália, entrar no top 20 do ranking mundial feminino adulto, ser campeã sul-americana, jogar com grandes jogadoras e evoluir como pessoa – principalmente como atleta, disse Vitória, que já recebera em dezembro o troféu de melhor atleta do tênis na premiação do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

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No circuito adulto, a mineira foi campeã de simples nos ITFs Future Séries de São Paulo (SP), Uberlândia (MG), Caldas Novas (GO) e Barranquilla (Colômbia). Além do desempenho técnico, o Prêmio Júnior do Ano considerou a atuação da brasileira foradas quadras.

“[Vitória] Miranda ministra palestras motivacionais em escolas e outros eventos comunitários, compartilhando sua trajetória no tênis em cadeira de rodas e enfatizando a importância da acessibilidade, da perseverança e do empoderamento para pessoas com deficiência. Ao fazer isso, ela inspira outros a acreditarem no esporte como um caminho para a transformação”,exaltou a ITF, que criou a premiação em 2020.

Na categoria masculina, o vencedor foi o australiano Jim Woodman, de 16 anos, que saltou 12 posições no ranking de simples em 2025 (começou o ano em 20º e terminou em 8º lugar). Em dezembro, Vitória já recebera o troféu de melhor atleta do tênis na premiação do Comitê Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

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Como a indústria de apostas online dominou o Brasil

Olhar para trás e lembrar que há menos de uma década pouco falávamos abertamente sobre apostas e hoje todo o Brasil faz sua fezinha online pode parecer um delírio, mas não é.

Neste artigo, tratamos dos motivos que levaram a indústria de apostas esportivas a dominar o setor de entretenimento nacional tão rapidamente e de quais são os próximos passos para este novo gigante que chegou para ficar.

Como tudo começou

Proibidos no Brasil desde os anos 1946, os jogos de azar pareciam cada vez mais um artigo de luxo reservado a quem podia viajar ao exterior e conhecer um cassino físico. Entretanto, menos de dez anos separam a flexibilização das leis sobre este setor e o que vivemos hoje.

Demoroiu ainda menos tempo para que esta indústria nascente pudesse disputar o espaço dos patrocínios-máster nas camisetas do futebol nacional. O próprio Vascão teve seu primeiro contrato milionário em 2021, com um montante total de R$ 9 milhões por um ano. Atualmente, o contrato com outra bet avaliado em R$ 115 milhões anuais.

Esta flutuação de valores não se deu por acaso. O futebol de massas no Brasil foi o primeiro mercado publicitário visado pelas casas de apostas. Rapidamente, o setor viu a possibilidade de conquistar mentes e corações pelo ponto fraco nacional: seus times do coração.

Desbancando instituições financeiras centenárias, estas empresas não pararam por aí. Além das camisetas, passaram a comprar grande parte dos espaços publicitários das transmissões na TV, placas de estádios e, depois, de eventos de grande porte brasileiros, como o Carnaval da Bahia.

Não só de publicidade vive o mercado

É claro que esforços publicitários nada trazem de resultado no longo prazo sem um bom serviço que os justifique. E o setor de apostas soube lidar com esta situação. Na busca por se posicionarem rapidamente quando desembarcaram no Brasil, as marcas de cassinos e casas de apostas estrangeiras ofereciam apenas serviços genéricos aos brasileiros, com precificações em moedas internacionais e métodos de pagamento desconexos com a realidade da grande população brasileira.

Isso implicava uma desconexão entre o que viviam os brasileiros e o que consumiam quando buscavam entretenimento nessas plataformas. Além disso, em termos comparativos, o poder de compra nacional não se comparava ao do exterior.

Isso causava estranhamento entre os apostadores interessados em conhecer estes serviços. O sal na ferida era a necessidade de utilizar cartão de crédito ou boleto para grande parte das transações. Em um momento decisivo para o Pix e de alto endividamento das famílias no Brasil, isso bloqueava grande parte das transações.

A adequação dos métodos de pagamento foi um passo essencial em direção à popularização dos serviços. Ao perceberem o erro que estavam cometendo, as marcas que atuavam no Brasil trouxeram este método de pagamento para suas plataformas e restabeleceram outros acordos comerciais.

Se antes um ticket médio de apostas necessitava de ao menos R$ 10 de investimento, hoje é possível se divertir com uma bet 5 reais. E a tendência é que o mercado reduza cada vez mais o valor de custo mínimo tanto em apostas esportivas quanto em custo por giro em máquinas de slot.

Jogos à moda brasileira

Uma vez que a infraestrutura de captação de novos apostadores e o acesso mais fácil aos recursos estavam bem estabelecidas, a indústria de apostas online do Brasil percebeu que a diferenciação entre marcas precisava ir além dos serviços e propostas de marca. Ora, se apenas a interface muda, qual é o incentivo em se manter leal a uma só plataforma?

 

Essa pergunta nos leva a um segundo ponto crucial da história desta indústria: além de licenciadoras de jogos, as marcas de cassino online brasileiras também passaram a ser desenvolvedoras de seus próprios títulos.

É claro que, de forma ainda muito embrionária, já é possível notar os reflexos deste posicionamento: jogos em parceria com celebridades nacionais começam a ser lançados nas plataformas, esportes regionais e locais ganham cada vez mais destaque dentro dos mercados de apostas e até mesmo transmissões ao vivo em português brasileiro começam a aumentar.

O resultado disso é uma indústria mais rica e diversa culturalmente, capaz de agradar gregos e troianos (ou, como diria a infame piada, paulistas e baianos). Não há apenas a opção de máquinas de slot, mas hoje encontram-se versões online do Jogo do Bicho, Bingo e até mesmo do Truco.

O futuro da indústria de apostas

Uma vez que a Secretaria de Prêmios e Apostas está estabelecida e vem se mostrando capaz de realizar um ótimo trabalho, o Governo Federal optou por também liberar modalidades presenciais para apostas.

Ao redor do país, pequenos salões que funcionam como cassinos passaram a ser inaugurados, o que serve de projeto piloto para a liberação de grandes cassinos em resorts, em pontos turísticos e no litoral brasileiro.

Atualmente, existem mais de 100 pontos de apostas físicas apenas no Sul do país. Este número tende a aumentar rapidamente e pode ser a próxima fronteira para o setor de apostas esportivas, já não mais voltada somente ao digital. Agora, a batalha é pela presença física também.

Quem sabe, num futuro próximo, após um jogo em São Januário, os vascaínos não rumem para o antigo Cassino da Urca, principalmente quando o Vasco ganhar.

Sesc Verão começa em São Paulo com mais de mil atividades esportivas

A 31ª edição do Sesc Verão reúne mais de 1,1 mil atividades sob o lema de Esporte é Movimento começou, no sábado (3), em todo o estado de São Paulo. Até meados de fevereiro, crianças, jovens e adultos poderão participar de jogos, treinos, oficinas e vivências de modalidades esportivas já consolidadas e outras menos conhecidas, como o touch tênis, o raquethlon, o pickleball, flag football, o lacrosse, bastante praticado entre indígenas da América do Norte, o ciclismo BMX e a escalada Boulder, praticada com deslocamentos horizontais, em vez de verticais, e com pequenas formações rochosas ou em paredes artificiais.

Extramuros em relação às 43 unidades do Sesc SP, a programação ocorre em locais abertos ao público que vai além da rede de usuários credenciados. O megaevento visa assegurar fruição ao maior número de pessoas possível, abrangendo encontros com atletas olímpicos e paralímpicos.

Gabrielzinho

Sesc Verão: Gabriel Geraldo dos Santos, mais conhecido como Gabrielzinho, atleta paralímpico recordista mundial na prova dos 50m borboleta classe S2, é dos participantes do evento- Marcello Zambrana/CPB/Direitos Reservados

Ao lado do Vale do Anhangabaú e da Praça da Sé, endereços que geralmente funcionam como espaços de difusão das artes agora ganham mais uma finalidade, com a iniciativa. No Theatro Municipal, o nadador paralímpico Gabriel Geraldo dos Santos Araújo, mais conhecido como Gabrielzinho, compartilhará, na próxima quinta-feira (8), sua rotina de treinamentos, aprimoramento de técnicas e sua trajetória até a profissionalização, abordando princípios como a acessibilidade no esporte. Nascido com focomelia, condição de malformação de braços e pernas, o mineiro teve seu primeiro contato com a natação ainda na escola, incentivado por um professor de educação física, e já conquistou cinco medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Paralímpicos.

Esgrima

Entre os dias 13 e 17 de janeiro, o Museu Catavento, de ciências e tecnologia, também muda um pouco de feições, trocando o mundo da física dos planetas pelo das armas. Nesse período, a instituição museal recebe visitantes que queiram conhecer mais de perto a esgrima, esporte olímpico em que os oponentes se enfrentam com uma espada, um florete ou um sabre. Embora a modalidade tenha sido incorporada ao cotidiano militar e transformada em esporte nos séculos 14 ou 15, na Alemanha e na Itália, lutas semelhantes já eram registradas na África, mais especificamente, no Egito Antigo, muito antes, em 1190 a.C.

Na lista de esportistas que representam ou representaram o Brasil nos Jogos Paralímpicos, estão Petrúcio Ferreira e Verônica Hipólito (atletismo paralímpico); Amorinha, Felipe Nunes e Ítalo Romano e Ceguinho SK8 (skate paralímpico); Alana Maldonado (judô paralímpico); Gabrielzinho e Maria Carolina Santiago (natação paralímpica); Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos, Marliane Santos e Cadu Moraes (tênis de mesa paralímpico); e Maurício Pomme (tênis paralímpico). Os paulistas também poderão aproveitar para saber mais sobre a história de atletas profissionais de categorias não tão comuns, como arremesso de peso paralímpico e o salto em distância paralímpico, esportes de Beth Gomes e Silvânia Costa, respectivamente.

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Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre

Beth Gomes, atleta paralímpica, estará presente no Sesc Verão – Douglas Magno/CPB/Direitos Reservados

Natural de Santos, Beth Gomes tem uma biografia singular, marcada pela firmeza. Ela jogava vôlei em 1993, quando foi diagnosticada com esclerose múltipla, doença sem cura que faz com que o sistema imunológico danifique a mielina, camada cuja função é proteger os neurônios, e possa ocasionar, pelas falhas na comunicação entre o cérebro e o restante do corpo, sintomas como fadiga intensa, alterações visuais, perda de força, dificuldades motoras, formigamento, e problemas de equilíbrio e memória. Beth migrou para o basquete em cadeira de rodas e, posteriormente, para o atletismo, a partir do lançamento de disco, destacando-se, hoje, como recordista mundial.

Em 25 de janeiro, domingo de aniversário da capital paulista, das 8h às 18h, a Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica estará reunida no vão do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Na mesma data, no Sesc Pinheiros, os atletas da ginástica artística Lorrane Oliveira e Ângelo Assumpção contarão seu percurso e farão uma apresentação.

Ainda no universo da ginástica, os Sesc Vila Mariana e Belenzinho prepararam duas atrações ao público, que serão realizadas entre os dias 9 e 11 de janeiro. Com o espetáculo Multiverso da Ginástica, o Sesc Vila Mariana evidencia os cruzamentos entre a dança, o circo, a performance e a acrobacia, enquanto a unidade da zona leste aprofunda o olhar sobre o passado, colocando em pauta a prevalência do gênero feminino nesse tipo de esporte e as implicações desse recorte.

Mulheres e meninas de todas as idades interessadas em skate encontrarão um lugar reservado no Sesc Itaquera, na tarde do dia 11 de janeiro. Na atividade Best Trick – Skate Pra Elas, dominam a pista para celebrar seu protagonismo, na companhia de Luciana Tozo, do coletivo 2ª das Minas, e da skatista Pipa Souza, cofundadora da revista Into The Mirror, concebida em 2022 para tratar da cena do skate feminino no país e na gringa. 

Bahia goleia Inter de Limeira na estreia da Copa SP de futebol júnior

O Bahia estreou com goleada na primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a Copinha, maior competição de futebol de base do Brasil. A vitória por 5 a 0 sobre o Inter de Limeira-SP pelo Grupo 9 teve hat-trick (três gols) do camisa 9 Juninho no segundo tempo, e João Andrade e Pedrinho balançaram a rede na etapa inicial.

A 56ª edição do torneio, aberta na sexta-feira (2), reúne 128 times, divididos em 34 chaves com quatro equipes, cujos atletas têm idades entre 16 e 21 anos. Os dois primeiros colocados em cada grupo avançam à fase mata-mata (oito jogos eliminatórios). A decisão do título ocorrera em 25 de janeiro – feriado municipal em homenagem à fundação de São Paulo – na Arena Pacaembu. As partidas da copinha têm transmissão ao vivo (on streaming) no canal da Federação Paulista de Futebol (FPF) no Youtube.

Outra equipe baiana que fez bonito na estreia hoje foi a do Atlético de Alagoinhas: ganhou por 2 a 0 do Santa Fé-SP. Já o Corinthians arrancou a vitória por 1 a 0 sobre o Trindade-GO, com gol do jogador Favela aos 36 minutos da segunda etapa. Parte dos 26 jogos da primeira rodada da Copinha programados para este sábado (3) serão concluídos ao fim da noite. Confira AQUI a programação.

Santos anuncia volta de Gabigol, revelado nas categorias de base

Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

O tradicional torneio que abre a temporada do futebol nacional é uma vitrine de talentos. Já despontaram nos gramados paulistas durante a Copinha estrelas como Raí (1993), Fred (2003) e Neymar (2009). Em 2022 foi a vez de Endrick – ex-Palmeiras e atualmente no Lyon (França) – se destacar e, ano passado, Breno Bidon (Corinthians) e Ryan Francisco (São Paulo) se sobressaíram na competição.

O atual campeão é o São Paulo, que detém cinco títulos, mesmo total de Fluminense e Internacional. No entanto, o maior vencedor da Copinha é o Corinthians, com 11 taças.

Demais resultados deste sábado (3)

Grupo 1 – Chapecoense-SC 3 x 2 Volta Redonda-RJ 

Grupo 3 – Tanabi-SP 1 x 0 Sobradinho-DF  e Goiás-GO 3 x 1 América-RN 

Grupo 6 – Grêmio Prudent-SP 2 x 1 Carajás-PA 

Grupo 8 –  XV de Jaú-SP 2 x 1 Luverdense-MT 

Grupo 9 – América-SP 0 x 0 -AL

Grupo 11 – Bandeirante-SP 0 x 0 Tuna Luso-PA e Santa Cruz-PE 1 x 3 Botafogo-SP

Grupo 12 –  I9 FC-SP 0 x 3 Guanabara City-GO

Grupo 28 – Flamengo-SP 1 x 0 Rio Branco-ES e Vitória-BA 2 x 2 Capivariano-SP

Santos anuncia volta de Gabigol, revelado nas categorias de base

Revelado pelas categorias de base do Santos, o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, está de volta à Vila Belmiro. O clube santista anunciou neste sábado (3) a contratação do jogador de 29 anos, por empréstimo do Cruzeiro, até o final da temporada de 2026.

“Menino da Vila, santista e cruel. Gabriel Barbosa está de volta ao Santos FC! O atacante assinou contrato de empréstimo junto ao Cruzeiro com validade até o fim do ano”, disse o clube santista, em nota oficial, que não citou o valor da negociação.

Horas após o anúncio, Gabigol participou com o elenco das primeiras atividades físicas no Centro de Treinamento (CT) Rei Pelé, em Santos (SP).

Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre

A história de Gabigol com o Santos começa em 2004, quando inicia da base do clube aos oito anos. O menino nascido em São Bernardo do Campo fora descoberto pelo ex-meio campista Zito – eterno capitão do Peixe – quando atuava no futsal. Nove anos depois, ele estreava como jogador profissional. Durante a primeira passagem (2013-2016) , Gabigol ajudou o time a conquistar o bicampeonato paulista (2015 e 2016), foi três vezes artilheiro da Copa do Brasil (de 2014, 2015 e 2018) e uma vez do Campeonato Brasileiro (2018).

Durante os seis anos longe do clube santista, Gabigol defendeu o Inter de Milão (Itália), Benfica (Portugal), Flamengo e, por último o Cruzeiro.

Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º

Repetindo o resultado do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira novamente alcançou o pódio da Corrida Internacional de São Silvestre, ficando na terceira colocação. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 42 segundos.

A corrida foi vencida pela atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 09 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre, que liderou toda a prova, mantendo um ritmo forte e grande distância das demais atletas.

A queniana Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova fazendo o tempo de 52 minutos e 30 segundos.

O quarto lugar é da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga. Já a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.

Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre . A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.

Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre

A mais tradicional corrida de rua do Brasil chega à sua centésima edição, alcançando um recorde no número de inscritos. Mais de 55 mil pessoas se cadastraram para participar dessa edição histórica da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na manhã desta quarta-feira (30) na capital paulista.

A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.

Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.

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“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.

Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.

“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.

A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da]  Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.

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Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil 

Participação das mulheres é recorde

Neste ano, a participação de mulheres na São Silvestre cresceu e bateu recorde. De acordo com os organizadores, 47% das pessoas que se inscreveram para participar da prova são mulheres.

As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.

“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.

Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.

Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.

Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.

“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.

Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.

 

 

 

Gabi Guimarães é segunda melhor jogadora de vôlei do mundo em 2025

Capitã da seleção brasileira de vôlei, Gabi Guimarães foi escolhida a segunda melhor jogadora de 2025 pela Federação Internacional (Volleyball Word). Atualmente no clube italiano Conegliano, a ponteira foi anunciada nesta terça-feira (30), três dias após a entidade eleger a compatriota Julia Kudiess, central da seleção, a quinta melhor atleta do mundo. A lista será concluída na quarta (31) com o anúncio da número 1 da temporada.

Em postagem nas redes sociais, a Volleyball Word ressalta a excelência de Gabi nas competições, tanto pelo clube quanto na Amarelinha.

“Adorada pelos fãs, respeitada pelas adversárias e referência para todas as companheiras de equipe, Gabi personifica a ponteira moderna. Passando, defendendo, atacando, liderando, a Miss Tudo faz tudo. A filha do deus do vôlei”, diz a nota.

Brasileiros e portuguesa entram para o Hall da Fama da São Silvestre

Caminhos da Reportagem celebra centenário da Corrida de São Silvestre

A ponteira é enaltecida por sua liderança, equilíbrio, inteligência e consistência em quadra. A entidade também destaca o desempenho de Gabi em competições internacionais: “seu impacto foi igualmente constante, ancorando sua seleção com compostura, versatilidade e garra”.

A temporada 2024/2025 foi da segunda de Gabi no Conegliano. A brasileira conquistou três títulos com o clube: a Liga italiana de vôlei – em que foi eleita MVP (sigla em inglês para jogadora mais valiosa) –, a Liga dos Campeões, que lhe rendeu os prêmios de melhor ponteira e melhor recepção, e também a Copa da Itália. No Mundial de Clubes, Gabi foi vice-campeã com o Conegliano, e também foi escolhida a melhor ponteira da competição. À frente da Amarelinha, a jogadora faturou a prata na Ligas das Nações e bronze no Mundial – em ambas as competições também sobressaiu como melhor ponteira.

Brasileiros e portuguesa entram para o Hall da Fama da São Silvestre

Os atletas Rosa Mota, de Portugal, e Marilson dos Santos e Carmem de Oliveira, do Brasil, que fizeram história na corrida de rua, eternizaram hoje (29) as marcas de seus pés no Hall da Fama da corrida internacional de São Silvestre. A cerimônia ocorreu na Expo São Silvestre, que ocorre no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

As placas, com as impressões dos pés dos três atletas, agora se juntam à do queniano Paul Tergat. Maior vencedor da prova entre os homens, com cinco vitórias conquistadas, Tergat inaugurou o Hall da Fama da São Silvestre em agosto deste ano, quando a mais tradicional corrida de rua do país completa a sua centésima edição.

 

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São Paulo (SP), 29/12/2025 – Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida: “Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

Uma das atletas homenageadas, a portuguesa Rosa Mota, a maior vencedora da corrida, com seis títulos seguidos, entre 1981 e 1986, falou de sua sua emoção de ser eternizada, com as marcas de seus, na história da São Silvestre. 

“Fico muito orgulhosa por fazer parte desta história. Espero que muitos de vocês também façam. O primeiro ano que vim à São Silvestre, gostei tanto, tanto, fui tão acarinhada. Todas as São Silvestres que participei foram à noite. Era uma festa muito grande na rua. Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”, disse Rosa, durante o evento.

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A atleta Carmen de Oliveira, primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas do Hall da Fama. “Estou aqui curtindo esses mimos que você pode ter de uma prova desse nível. [Hoje são] mais de 55 mil pessoas correndo. Estou aqui revendo amigos, sonhando com uma performance cada vez melhor. Então, para mim, hoje isso aqui é um prêmio”, falou.

 

São Paulo (SP), 29/12/2025 – Corredora Carmem de Oliveira, primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

O outro homenageado foi Marilson dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.

“É a maior prova que a gente tem no país, a mais popular, a prova que todo mundo assiste, a prova que todo mundo ouve falar. Todo mundo que diz que está correndo e que está começando quer correr [a São Silvestre]. Então é muito gratificante ter feito parte da história da São Silvestre”, disse.

A 100ª edição da São Silvestre acontece na manhã da próxima quarta-feira (31). Neste ano, mais de 55 mil pessoas se inscreveram para participar da corrida, alcançando um novo recorde para a prova.

Caminhos da Reportagem celebra centenário da Corrida de São Silvestre

Uma das provas mais icônicas do Brasil chega à centésima edição este ano: a São Silvestre. Criada em 1925 pelo empresário e jornalista Cásper Líbero, a prova atravessou um século de história e se consolidou como um dos eventos esportivos mais prestigiados do Brasil e da América Latina. Para marcar o centenário, o premiado programa Caminhos da Reportagem apresenta episódio especial 100 vezes São Silvestre, que vai ao ar excepcionalmente às 22h30 desta segunda-feira (29), na TV Brasil.

A corrida coroou atletas memoráveis e se firmou como símbolo de celebração e pertencimento nas ruas da capital paulista, atraindo, a cada edição, milhares de corredores profissionais e amadores. O programa traz grandes nomes que contam a história do evento e celebram sua importância para a cultura esportiva do país.

Inspirada em corridas de rua que Cásper Líbero conheceu em Paris, a corrida teve na sua primeira edição 48 corredores. O jornalista e diretor-executivo da São Silvestre, Erick Castelhero, conta como a corrida já trazia, desde o início, uma de suas características mais famosas.

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“A ideia era sempre linkar ali a última noite do ano com o Réveillon e já chamando para um novo ano. Talvez o Cásper não imaginasse que [a prova] ia chegar ao que ela é hoje.” 

Nas primeiras edições, apenas atletas brasileiros disputavam a prova. O primeiro vencedor foi Alfredo Gomes. Neto de escravizados, ele é também o primeiro atleta brasileiro negro a participar dos Jogos Olímpicos. Em 1945, corredores estrangeiros começaram a participar da competição.

A partir dessa mudança, o Brasil ficou décadas sem vencer a prova. O jejum foi encerrado em 1980, com a histórica vitória de José João da Silva. Atleta do São Paulo Futebol Clube, ele comenta o impacto daquele título, assumindo a liderança nos últimos metros. 

“Ali eu não tinha ideia, para te falar a verdade, do tamanho da vitória. Parou o país, foi uma Copa do Mundo. Essa vitória foi um marco grande.”

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Cinco anos depois, o atleta venceria novamente a prova, tornando-se um dos poucos brasileiros a alcançarem tal feito.

O crescimento da São Silvestre e do seu nível competitivo atraiu atletas de várias partes do mundo. A mexicana María del Carmen Díaz, tricampeã da São Silvestre (1989, 1990 e 1992), treinava numa região de vulcões próxima a Toluca, sua cidade natal. Em São Paulo, superou o calor de 30 graus para vencer a primeira São Silvestre disputada no período da tarde. Ela rememora com carinho o apoio do povo nas ruas:

“Eu realmente admiro o público brasileiro porque, como sempre disse, fui mais reconhecida em outro país do que no próprio México.Sinto orgulho porque há corredoras, corredores e crianças que me dizem que, por minha causa, praticam esportes e gostam de corridas.”

Foi apenas a partir da 51ª edição que a São Silvestre passou a ter uma prova feminina. A maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos consecutivos que inspiraram gerações de novas corredoras.

A brasileira Maria Zeferina Baldaia assistiu as vitórias de Rosa na TV, quando criança, e decidiu que também queria ser atleta. No entanto, realizar o sonho de vencer a São Silvestre não foi nada fácil.

“Eu corri durante 15 anos descalça porque eu não tinha tênis, meus pais não tinham condições de comprar e mesmo assim eu continuei correndo. Eu tinha o objetivo de ajudar minha família”, relembra Maria.

Treinando nos canaviais de Sertãozinho, no interior de São Paulo, Maria Zeferina deu os primeiros passos que a levariam à inesquecível vitória da São Silvestre em 2001. O título não mudou apenas a vida de sua família, mas também ajudou a fortalecer a cultura esportiva na sua cidade, que hoje conta com um centro olímpico batizado com seu nome: “E hoje eu poder estar fazendo o que eu ainda faço, que é correr e poder treinar e ver as crianças, jovens e adultos, isso não tem preço”.

Fenômeno popular

Ao longo de um século, a São Silvestre se consolidou também como um fenômeno popular. Milhares de atletas amadores de todo o país se encontram na Avenida Paulista para celebrar a virada do ano, a superação dos próprios limites e a paixão por correr.

Ana “Animal” Garcez, atleta e ícone da São Silvestre. Frame: TV Brasil

Entre eles, estará Ana Garcez, conhecida pela comunidade do atletismo como “Ana Animal”. Irreverente e com muitos resultados de destaque, ela chegou a morar nas ruas, mas hoje tem a chance de passar por essas mesmas vias celebrando a corrida como um propósito na sua vida.

“A corrida me trouxe perseverança, me trouxe alegria. Se não fosse a corrida, hoje eu não estava falando aqui com você”, conclui. 

Para marcar o centenário, a São Silvestre deste ano será a maior edição da história. São esperados cerca de 55 mil participantes, com provas feminina, masculina, para pessoas com deficiência e também a São Silvestrinha, evento que reúne duas mil crianças e adolescentes de várias partes do país, formando uma nova geração de apaixonados por corrida.