Caminhos da Reportagem destaca semelhanças entre Brasil e Cabo Verde

A seleção de futebol de Cabo Verde fez história na Copa do Mundo. A menor nação do mundo a disputar a fase de mata-mata no Mundial foi eliminada pela Argentina, nas oitavas de final. Saiu da Copa, mas ganhou reconhecimento mundial e uma imensa torcida no Brasil. Em uma parceria inédita da TV Brasil e da teleSUR, o Caminhos da Reportagem conta essa história e mostra o que há de comum entre Cabo Verde e Brasil.  O programa vai ao ar nesta segunda-feira (13/07), às 23h, na TV Brasil.  

“A maioria dos cabo-verdianos torce pelo Brasil na Copa do Mundo e, desta vez, temos a nossa própria seleção. Há muito tempo que nós já descobrimos o Brasil e é bom que nesta Copa o Brasil redescubra Cabo Verde”, afirma o presidente do país, José Maria Neves.  

As equipes de reportagem da teleSUR, com o repórter André Vieira, e da TV Brasil, com o repórter cinematográfico Rogerio Verçoza e o auxiliar Alexandre Sousa, chegaram à cidade de Praia, capital de Cabo Verde, alguns dias antes da estreia da seleção. Encontraram o país em clima de Copa, e o amor dos cabo-verdianos pelo futebol estava nas ruas e nos sorrisos dos torcedores. “Nos óra dja txiga”, em crioulo cabo-verdiano, quer dizer: “a nossa hora já chegou”.

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Cabo Verde é um arquipélago na África formado por 10 ilhas, a menos de quatro horas em voo direto do Recife até Praia, capital do país. Existem cerca de 2 milhões de cabo-verdianos em todo o mundo, sendo 500 mil no país e 1,5 milhão no exterior. Metade da atual seleção de futebol é formada por cabo-verdianos nascidos em outros países.

“Somos dez ilhas, mas nós dizemos que somos onze ilhas, porque a décima primeira ilha é a nossa imigração, a nossa diáspora, que é uma diáspora grande nos Estados Unidos, Portugal, França, Holanda, Luxemburgo”, explica Mario Semedo, presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol.  

A equipe acompanhou em Cabo Verde a estreia da seleção contra a Espanha. Por lá, cada defesa do goleiro Josimar José Évora Dias, o Vozinha, era celebrada como um gol. O empate em 0 a 0 foi uma conquista histórica, e Vozinha ganhou milhões de seguidores nas redes sociais e foi um dos destaques deste Mundial. Em entrevista gravada no dia seguinte à estreia, Vozinha falou sobre a emoção que estava sentindo e os desafios que os jogadores enfrentam no seu país.

“Em Cabo Verde as dificuldades são muitas, as condições são muito poucas, os materiais esportivos são escassos. Eu sempre consegui ajudar, mesmo tirando luvas das minhas ou mesmo comprando.”

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Brasil é superado pelos Estados Unidos por 3 a 0 no vôlei feminino

Os profissionais acompanharam também junto aos cabo-verdianos os jogos contra Uruguai, África do Sul e Argentina. O repórter André Vieira viu de perto a chegada dos jogadores a Cabo Verde, num dia 5 de julho, dia da Independência do país, conquistada em 1975.  

“A gente fala muito do Vozinha. Realmente, ele se destacou de uma forma inacreditável nessa Copa. Mas vamos falar desse treinador também, o Bubista? Vamos falar de toda essa equipe, falar dessa equipe técnica, falar desses jogadores que não entraram em campo nem por um minuto, mas que estiveram até o fim lá, criando essa corrente, alimentando essa correnteza que foi a entrada e o tempo que Cabo Verde permaneceu na Copa?”, indaga a cantora e compositora cabo-verdiana Mayra Andrade, para quem o time dos “Tubarões Azuis” deu uma lição de humildade e resiliência ao mundo.  

Zé-Di-Nhana, integrante da primeira seleção do país, em 1978, antes de ela ser conhecida como “Tubarões Azuis”, relembra a história enquanto caminha pela comunidade da Várzea, que não é só a comunidade que viu nascer a seleção, mas que originou grandes jogadores, como ele. Reconhecido nas ruas, ele é considerado o “Pelé de Cabo Verde”. “Pensávamos que íamos aventurar, mas a aventura tem de ser sem medo. O que nós fizemos foi bom. Porque o Cabo Verde está no Mundial.” 

A classificação para as quartas de final na Copa do Mundo não veio, assim como para o Brasil. O que permanece é o legado e a história dos “Tubarões Azuis”. E, com eles, o convite para que os brasileiros descubram Cabo Verde e se reconheçam na música, no futebol, nas belezas naturais e na “morabeza”, palavra em crioulo que traduz o jeito acolhedor que o cabo-verdiano tem de receber quem vem conhecer o país. 

Ficha Técnica

Reportagem: André Vieira, correspondente da teleSUR 
Produção: André Vieira e Cintia Vargas 
Reportagem cinematográfica: Rogerio Verçoza 
Auxílio técnico: Alexandre Souza 
Edição de texto: Cintia Vargas e Flávia Lima 
Edição e finalização de imagem: André Eustáquio e Marcio Stuckert 
Artes: Aleixo Leite, Caroline Ramos, Wagner Maia    

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Esta foi a atitude de Haaland na eliminação da Noruega para a Inglaterra na Copa do Mundo

Haaland comete falta, VAR anula gol da Noruega e Inglaterra avança à semifinal da Copa do Mundo

A caminhada da Noruega na Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim neste sábado (11), após uma derrota por 2 a 1 para a Inglaterra, em uma das partidas mais emocionantes das quartas de final. Além da classificação inglesa, um lance envolvendo Erling Haaland dominou as discussões após o apito final.

O atacante norueguês protagonizou uma infração momentos antes da cobrança de um escanteio que resultaria no gol de empate da Noruega. Após revisão do árbitro de vídeo (VAR), o lance foi anulado, mantendo a vantagem inglesa e mudando completamente o rumo da partida.

Lance de Haaland foi decisivo para a eliminação

Durante a prorrogação, a Inglaterra havia retomado a liderança do placar. Pouco depois, a Noruega respondeu rapidamente.

Após uma cobrança de escanteio, o zagueiro Torbjørn Heggem aproveitou um rebote dentro da área e mandou a bola para o fundo das redes, levando os torcedores noruegueses à comemoração.

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No entanto, antes mesmo da bola entrar em jogo, Haaland empurrou o meio-campista inglês Elliot Anderson dentro da área.

A arbitragem inicialmente deixou o lance seguir normalmente, mas o VAR identificou a infração e recomendou a revisão.

Depois de analisar as imagens no monitor, o árbitro francês Clément Turpin anulou o gol da Noruega.

Nova regra da FIFA permitiu revisão

O episódio chamou atenção porque foi uma das primeiras aplicações práticas de uma nova orientação adotada pela FIFA para a Copa do Mundo de 2026.

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A entidade passou a permitir que infrações ocorridas antes da bola entrar em jogo, em cobranças de escanteios, faltas ou outras bolas paradas, possam ser revisadas pelo VAR quando influenciam diretamente o desenvolvimento da jogada.

Em edições anteriores do torneio, esse tipo de situação normalmente não era revisado, já que ocorria antes da cobrança.

Com a alteração nas diretrizes, ações como empurrões, puxões ou bloqueios ilegais podem resultar na anulação da jogada, mesmo que o gol aconteça vários segundos depois.

Inglaterra aproveitou vantagem

Após o gol anulado, a Inglaterra conseguiu controlar melhor os minutos finais da prorrogação e confirmou a vitória por 2 a 1, garantindo vaga entre as quatro melhores seleções da Copa do Mundo.

A equipe inglesa mostrou equilíbrio durante toda a partida e soube administrar a pressão norueguesa nos momentos decisivos.

Haaland vive noite frustrante

Considerado um dos principais atacantes do futebol mundial, Erling Haaland terminou a partida como um dos personagens mais comentados.

Embora tenha feito uma boa atuação ofensiva durante o confronto, a infração cometida antes do escanteio acabou tendo enorme impacto no resultado final.

Nas redes sociais, torcedores dividiram opiniões. Enquanto parte do público considerou correta a decisão da arbitragem por seguir o regulamento, outros questionaram a severidade da revisão.

Mudanças no VAR seguem em destaque

A Copa do Mundo de 2026 vem sendo marcada por diversas novidades na arbitragem.

Além da ampliação das possibilidades de revisão pelo VAR, a FIFA busca aumentar a precisão das decisões em lances que anteriormente passavam despercebidos.

O objetivo é reduzir erros claros e garantir que infrações que influenciem diretamente o resultado das partidas possam ser corrigidas, mesmo quando acontecem antes da bola estar oficialmente em jogo.

Noruega deixa a competição de cabeça erguida

Apesar da eliminação, a seleção norueguesa realizou uma campanha consistente e chegou às quartas de final após boas atuações durante o torneio.

Com um elenco jovem e liderado por Haaland, a expectativa é que a equipe continue evoluindo para as próximas competições internacionais.

Já a Inglaterra segue viva na disputa pelo título mundial e agora concentra suas atenções na semifinal, sonhando em conquistar mais uma Copa do Mundo.

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Inglaterra passa pela Noruega na prorrogação e está na semifinal

A Inglaterra é a terceira seleção classificada para a semifinal da Copa do Mundo de 2026. A classificação veio neste sábado (11) com a vitória por 2 a 1, na prorrogação, em Miami (Estados Unidos). Essa será a quarta semifinal dos ingleses em Copa do Mundo. Além do título conquistado em 1966, a Inglaterra chegou às semifinais em 1990, 2018 e volta a figurar entre os quatro melhores em 2026.

Quem abriu o placar foi a Noruega. Aos 35 minutos da etapa inicial, Schjelderup aproveitou a roubada de bola de Berg em cima de Kane e chutou forte, cruzado da entrada da área pelo lado esquerdo. Os dois gols ingleses foram marcados por Bellingham. O atacante do Real Madrid empatou aos 46 minutos da etapa inicial. Depois de bom passe de Gordon, ele invadiu a área e definiu. Aos dois minutos do primeiro tempo da prorrogação, Rogers arriscou de longe, o goleiro norueguês Nyland falhou. E Bellingham não perdoou. Foi o gol da virada e o sexto dele na Copa do Mundo. 

Mas, não faltou emoção no jogo. Ainda na primeira etapa, Kane marcou. Só que o lance foi anulado por impedimento. Logo no início da segunda etapa, Heggem fez para a Noruega após cobrança de escanteio e o árbitro anulou por falta antes da jogada. Aos oito minutos do primeiro tempo da prorrogação, o árbitro marcou pênalti para a Inglaterra. Só que, com auxílio do VAR, o lance foi revisado e anulado por simulação. 

Brasil é superado pelos Estados Unidos por 3 a 0 no vôlei feminino

Brasileiro Guto Miguel é campeão de duplas em Wimbledon Juvenil

Agora, A Inglaterra enfrentará a Argentina na próxima quarta-feira (15/07) às 16h (Brasília) em Atlanta,

Brasil é superado pelos Estados Unidos por 3 a 0 no vôlei feminino

A seleção feminina de vôlei foi superada na madrugada deste domingo (12/7) pelos Estados Unidos, por 3 sets a 0 (26/24, 25/22 e 25/16). A partida era o último compromisso da fase classificatória da Liga das Nações 2026 (VNL), em Osaka, no Japão.

A ponteira Ana Cristina foi a maior pontuadora entre as brasileiras, com 18 pontos. A equipe do técnico José Roberto Guimarães terminou a fase de classificação em terceiro lugar, com nove vitórias e três resultados negativos.

O próximo desafio do Brasil é a fase final da competição, que vai acontecer em Macau, na China, a partir do dia 22 de julho. O Brasil aguarda os últimos jogos da rodada para conhecer os adversários das quartas-de-final.

Brasileiro Guto Miguel é campeão de duplas em Wimbledon Juvenil

Copa do Mundo 2026: morre jogador Jayden Adams, da África do Sul

Lesão

Além da derrota, o Brasil lamentou também a lesão de Júlia Kudiess. A central rompeu o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho esquerdo e não defende mais a equipe no restante da VNL.

Brasileiro Guto Miguel é campeão de duplas em Wimbledon Juvenil

O Brasil concretizou um sábado histórico em Wimbledon com a conquista de um título e um vice-campeonato nas chaves de duplas do torneio juvenil.

Guto Miguel ficou com o título de duplas ao lado do esloveno Ziga Sesko. Cabeças de chave número 1 derrotaram os norte-americanos Michael Antonius e Andrew Johnson por 6/1 6/4. Guto é o atual número 1 do mundo no ranking juvenil de simples e campeão de Roland Garros neste ano.

“Estou muito feliz por mais essa conquista. Durante toda a semana fiquei bastante chateado com o meu resultado na chave de simples [parou na segunda rodada], mas, ao mesmo tempo, eu e o Ziga seguíamos avançando nas duplas. Hoje acordei com uma mentalidade diferente, agradecendo a Deus pela oportunidade que ele está me dando. Estamos vivendo um momento muito especial para o tênis brasileiro e é muito gratificante fazer parte disso”, disse.

Copa do Mundo 2026: morre jogador Jayden Adams, da África do Sul

Sábado de Copa do Mundo tem duelo de artilheiros e Messi em campo

Na chave feminina, Nauhany Silva e Victoria Barros ficaram com o vice. Perderam para as tchecas Jana Kovackova e Katerina Zajickova por 7/6 (7) 6/7 (5) 10-6 no super tie-break.

 

 

Merino decide outra vez, Espanha vai à semifinal e frustra sonho belga

Mirando recordes de todos os tipos, França amplia status de favorita

morre jogador Jayden Adams, da África do Sul

Jayden Adams, meia do Mamelodi Sundowns e da seleção da África do Sul, morreu neste sábado (11) aos 25 anos. O corpo do jogador, que esteve na Copa do Mundo de 2026, foi encontrado em uma casa em Schotschekloof, um bairro na região central da Cidade do Cabo, nesta manhã.

Apesar das circunstâncias da morte ainda não terem sido reveladas, a notícia foi confirmada por familiares e representantes do jogador. A polícia local investiga o caso.

Adams esteve em campo nos três jogos da fase de grupos e, na derrota por 1 a 0 e eliminação da África do Sul para o Canadá, ficou no banco de reservas.

Sábado de Copa do Mundo tem duelo de artilheiros e Messi em campo

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Sábado de Copa do Mundo tem duelo de artilheiros e Messi em campo

De um lado da chave, França e Espanha; de outro uma incógnita. A dúvida será tirada neste sábado (11), com os dois últimos jogos da fase de quartas-de-final da Copa do Mundo de 2026. 

A atual campeã, Argentina, enfrenta a Suíça; enquanto noruegueses e ingleses duelam pela outra vaga na semifinal.

Duelo de centroavantes

Dois dos principais centroavantes do futebol mundial se enfrentam neste sábado. Haaland, pela Noruega, e Harry Kane, pela Inglaterra, prometem dar trabalho às defesas. As duas seleções jogam às 18h (horário de Brasília), em Miami. 

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Algoz do Brasil nas oitavas-de-final, Haaland é o típico atacante camisa 9. Alto e forte, com boa presença de área e exímio finalizador.

Os mesmos adjetivos podem ser dispensados a Harry Kane. A maior esperança de gols dos ingleses há anos, ele tem em seus ombros a responsabilidade de tirar seu país de uma fila de seis décadas. Desde 1966 que a Inglaterra não sabe o que é ganhar uma Copa do Mundo.

Para ter noção da importância dos dois para suas seleções, basta ver a artilharia da Copa. Haaland tem 7 gols e é o vice-artilheiro até o momento. Logo atrás, vem Kane, com 6 gols.

Mas os dois times não têm estrelas solitárias. Do lado norueguês, o meia Odegaard e o atacante Antonio Nusa podem desequilibrar caso tenham espaço para jogar. Já a torcida inglesa conta com um bom desempenho do meia Bellingham e do atacante Saka para chegar à semifinal.

Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

Antes do Brasileirão Feminino, Palmeiras e Flamengo decidem Ladies Cup

VARgentina?

O termo provocativo foi cunhado por torcedores nas redes sociais após algumas decisões bastante discutíveis a favor dos atuais campeões mundiais. A Argentina não tem jogado bem nas partidas eliminatórias. Contra Cabo Verde e Egito, foram vitórias suadas, conquistadas nos últimos minutos.

Contra os egípcios, a classificação veio com polêmica. O Egito teve um gol anulado e a Argentina, por sua vez, teve um gol validado em uma jogada parecida com a invalidada pela arbitragem no gol egípcio. Com erro de arbitragem ou não, os atuais campeões transformaram um 2 a 0 contra em um 3 a 2 a favor e jogam hoje.

A Argentina conta, sempre, com a estrela de Lionel Messi para brilhar. O grande garoto-propaganda desta Copa, Messi, que atualmente mora e joga em Miami, nos Estados Unidos, já tem 8 gols no torneio. Ele divide a artilharia com Mbappé, da França.

A Suíça entra em campo com uma missão indigesta, parar os atuais campeões mundiais. Os suíços, no entanto, têm mostrado resiliência ao longo do torneio e já fazem história. Igualaram o melhor desempenho do país em Copas. A última vez que tinha ido tão longe, havia sido em 1954, quando eram os anfitriões do torneio.

Para chegar às quartas-de-final, os Suíços eliminaram a Colômbia nos pênaltis e interromperam uma série de bons jogos dos Cafeteros. Se os suíços não têm um futebol exuberante, compensam com incansável resiliência e uma defesa forte. Sofreram apenas 3 gols, todos na fase de grupos.

Se vencerem os atuais campeões, voltam para Berna como heróis. Não importa o que aconteça depois.

Jogos deste sábado, 11 de julho 

  • 18h – Inglaterra X Noruega (Miami)
  • 22h – Suíça X Argentina (Kansas City)

Merino decide outra vez, Espanha vai à semifinal e frustra sonho belga

O sonho de colocar uma segunda estrela no escudo permanece vivo para a Espanha. Nesta sexta-feira (10), a Fúria (apelido da seleção) se classificou às semifinais da Copa do Mundo ao vencer a Bélgica por 2 a 1 em Los Angeles (Estados Unidos).

O triunfo colocou os ibéricos no caminho da França. O confronto que define o primeiro finalista deste Mundial será próxima terça-feira (14), às 16h (horário de Brasília), em Dallas (Estados Unidos).

As duas seleções têm se acostumado a jogos decisivos. A Espanha levou a melhor nos dois confrontos mais recentes, ambos em semifinais. No ano passado, em Stuttgart, pela Liga das Nações (torneio entre as nações europeias que ocorre a cada duas temporadas), deu Fúria: 5 a 4. Em 2024, na Eurocopa, o triunfo foi por 2 a 1, em Munique, novamente na Alemanha.

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Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

A última vez que a França bateu os rivais em uma partida decisiva foi em 2021. As seleções disputaram a final daquela Liga das Nações, em Milão (Itália). Os franceses ganharam por 2 a 1.

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Jogadores do Egito são recebidos como heróis após atuação na Copa

Mais uma vez, a solução espanhola para um jogo duro saiu do banco de reservas. E novamente, foi Mikel Merino. Assim como nas quartas de final, contra Portugal, foi do meia, já no fim da partida, o gol da classificação.

A Espanha não chegava a uma semifinal de Copa desde o título conquistado em 2010. De lá para cá, a Fúria caiu na primeira fase no Mundial do Brasil (2014) e nas oitavas de final nas edições de Rússia (2018) e Catar (2022).

Com o triunfo desta sexta, os espanhóis prolongaram a 12 jogos a invencibilidade nos confrontos diante dos belgas. Além disso, conseguiram a revanche da Copa de 1986, no México, quando foram eliminados pela própria Bélgica nos pênaltis, por 5 a 4, após empate por 1 a 1 no tempo normal, também pelas quartas de final.

Os Diabos Vermelhos (apelido da seleção belga), por sua vez, despediram-se daquela que é considerada sua geração dourada. O goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin de Bruyne, o volante Alex Witsel e o atacante Romelu Lukaku eram os remanescentes de um grupo de jogadores que brilhou em grandes clubes europeus, mas não conseguiu o mesmo sucesso pelo país.

A “ótima geração belga”, como foi apelidada pela imprensa, teve como auge a classificação às semifinais da Copa de 2018, eliminando o Brasil nas quartas. O último grande ato foi a Liga das Nações de 2021, quando chegou entre os quatro primeiros, mas caiu para a França, a mesma algoz de três anos antes.

Quando o banco decide

A Bélgica veio com três trocas para o duelo, duas delas provocadas por lesão. Saíram o volante Amadou Onana, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito na goleada por 4 a 1 para cima dos Estados Unidos; e o capitão Youri Tielemans, que sentiu dores no aquecimento. Eles deram lugar aos também meias Kevin de Bruyne e Hans Vanaken, respectivamente.

Outra substituição efetuada por Rudi Garcia ocorreu no ataque, com o retorno de Jeremy Doku aos titulares. Com isso, Dodi Lukébario foi para o banco.

O técnico Luis de la Fuente, por sua vez, promoveu somente uma mudança no meio-campo espanhol. Titular na vitória por 1 a 0 sobre Portugal, Pedri cedeu a vaga no time a Fabian Ruiz, que retomou o posto perdido depois do empate sem gols com Cabo Verde, na estreia.

E foi justamente ele quem colocou a Espanha em vantagem. Após 29 minutos de controle total da Fúria, o atacante Lamine Yamal lançou Pedro Porro na direita. O lateral cruzou rasteiro e o meia Dani Olmo finalizou de primeira. Courtois defendeu, mas o rebote sobrou limpo para Ruiz mandar para as redes.

O jogo parecia sob controle para a Espanha, que chegava com facilidade ao ataque. Principalmente Yamal, que passava como queria por Doku e limitava o ponta-esquerda a apenas defender.

A Bélgica, porém, foi letal na única vez em que se aproximou da área, justamente pelo lado oposto ao de Doku. Aos 39, De Bruyne, de volta ao time titular, recebeu pela direita e cruzou. O atacante Charles De Ketelaere superou o zagueiro Pau Cubarsi e cabeceou para o gol. Chegava ao fim a invencibilidade de Unai Simon, goleiro que mais tempo ficou sem ser vazado em Copas: 648 minutos.

O cenário de pressão espanhola se manteve no retorno do intervalo, com a Bélgica se posicionando para contra-atacar com Lukaku, que entrou no lugar de Vanaken. Outra mudança foi a troca dos laterais-esquerdos, com a saída de Maxim de Cuyper para dar lugar a Joaquin Seys. A missão do jovem defensor de 21 anos era ajudar Doku a tentar parar Yamal, acionado a todo instante.

Em resposta às trocas da Bélgica e para desafogar Yamal, que encontrava dificuldades com a marcação de Seys pela direita, De la Fuente colocou Nico Williams no lugar de Mikel Oyarzabal. A Espanha deixava de ter um homem de referência no comando do ataque e passava a contar com dois jogadores de velocidade, um de cada lado, com Williams acelerando o jogo pela esquerda.

Aos 26 minutos, apreensão do lado belga, com a saída de Courtois, com dores na coxa esquerda. O veterano deu a Senne Lammens, de 24 anos, dez a menos que o titular. Era apenas o terceiro jogo do goleiro do Manchester United (Inglaterra) pelos Diabos Vermelhos.

A tensão se justificou nos minutos finais. Quis o destino que um rebote de Lammens, em uma rara finalização que a Espanha conseguiu dar em direção a meta, resultasse no gol da classificação espanhola. Aos 42 minutos, Cubarsi bateu da intermediária, o goleiro defendeu parcialmente e Merino – que entrara em campo dois minutos antes, no lugar de Dani Olmo – completou para as redes.

Nos acréscimos, o jogo virou, com a Bélgica se vendo obrigada a ocupar o campo de ataque para buscar o empate. Aos 46, o ponta Alexis Saelemaekers foi lançado pela esquerda, na área, driblou Unai Simon e cruzou para Lukaku, que teria o gol livre para finalizar, mas a zaga se antecipou ao centroavante e a bola sobrou nas mãos do goleiro. Foi a melhor – e última – chance dos Diabos Vermelhos.

Mirando recordes de todos os tipos, França amplia status de favorita

O capítulo final da França na Copa do Mundo de 2026 ainda não foi escrito. Seja lá o que acontecer, a equipe comandada por Didier Deschamps tem mais dois jogos por fazer: a semifinal contra a Espanha, na terça (14) e um oitavo compromisso que será a final ou a disputa do terceiro lugar. 

A seleção francesa conseguiu ampliar o status de favorita com o qual desembarcou nesta edição e, no meio do caminho, igualou recordes históricos. E ainda podem vir mais.

Ao se classificar para a próxima fase, a atual geração francesa se tornou apenas a quinta na história a alcançar três semifinais de forma consecutiva: a Alemanha fez isso três vezes (entre 1966 e 74, entre 1982 e 1990 e entre 2002 e 2014, quando na verdade foi quatro vezes semifinalista) e o Brasil uma, entre 1994 e 2002.

Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

Antes do Brasileirão Feminino, Palmeiras e Flamengo decidem Ladies Cup

Todas estas gerações chegaram a pelo menos uma final e ganharam pelo menos um título. A atual França, assim como a Alemanha de 1982 a 1990 e a sequência do Brasil, tenta chegar também a três decisões consecutivas. 

Aquela Alemanha foi campeã apenas na terceira final, enquanto a seleção brasileira venceu a primeira e a terceira decisões. A França tenta repetir o sucesso brasileiro naquele período.

Vale lembrar que, por mais que sejam três campanhas consecutivas, apenas três jogadores atuaram em todas estas Copas. Titular em 2018, o lateral Lucas Hernández se lesionou logo na estreia em 2022 e agora está no grupo, mas não entrou em campo nenhuma vez.

Ousmane Dembélé jogou algumas partidas em 2018 (não entrou em campo na final contra a Croácia, por exemplo), foi titular em 2022 e agora é uma das principais estrelas da seleção. O salto que deu no último ciclo o levou a dois títulos europeus com o PSG, além dos troféus individuais da FIFA e da revista francesa France Football como melhor jogador do mundo no ano passado. Embora seja visto por muitos como o segundo melhor atleta desta seleção, ele é o único que possui estes prêmios individuais.

Jogadores do Egito são recebidos como heróis após atuação na Copa

Copa do Mundo tem confronto entre Espanha e Bélgica nesta sexta-feira

A única constante – dentro de campo – nas três campanhas é o craque que define a geração francesa vencedora. Kylian Mbappé tem três Copas na carreira. Chegou à final nas duas primeiras e já está na semifinal na terceira.

O atacante do Real Madrid protagoniza um duelo histórico com Lionel Messi pela artilharia das Copas em todos os tempos. Ele tem 20 gols contra 21 do argentino. Messi, no entanto, tem o dobro de participações em Mundiais. Na edição de 2026, ambos dividem o topo da lista de artilheiros, com oito gols cada (Messi ainda vai disputar as quartas de final).

No banco, Didier Deschamps – capitão do primeiro título francês, em 1998 – é ele próprio um recordista. Em sua quarta Copa como comandante da França, ele já é o técnico com mais vitórias na história da competição, com 19 (a FIFA não contabiliza o jogo contra a Noruega, nesta edição, pois ele não foi o técnico à beira do gramado).

Ao fim do Mundial, com as duas partidas que os franceses têm por fazer, ele será também o treinador com mais partidas em Copas, com 26, superando o alemão Helmut Schön, que comandou a seleção de seu país por 25 jogos entre 1966 e 1978.

Se alguns poucos nomes se repetem, o que assusta na equipe da França é que ainda há espaço para mais conquistas. Dos 26 atletas convocados para esta Copa, 21 têm menos de 30 anos, ou seja, vivem expectativa de disputar pelo menos mais uma Copa em alto nível.

Um deles é o meia Michael Olise, de 24 anos, um dos talentos que elevou o já alto nível da França neste ciclo. Olise, que nasceu e cresceu na Inglaterra filho de pai nigeriano e mãe francesa, defende a França desde as categorias de base, mas só foi aparecer na seleção principal em setembro de 2024.

Àquela altura, o talento do meia havia desabrochado no Crystal Palace, modesto clube inglês, o que lhe rendeu uma oportunidade no gigante alemão Bayern de Munique. 

Nesta Copa, diferentemente de Mbappé (oito gols) e Dembélé (cinco), Olise não marcou mas tem se destacado como um garçom como há muito tempo não se via. Já são cinco assistências na conta do camisa 11, que pode igualar o recorde de Pelé em 1970 com mais um passe para gol. A campanha não seria tão prolífica sem a maestria de Olise.

Com tantas marcas históricas de alguns representantes do time atual, a seleção francesa ainda pode alcançar um feito que será obra de todos os envolvidos na campanha atual – e mais ninguém. Com mais duas vitórias (que representarão o terceiro título da França), este grupo baterá o recorde do Brasil de 2002, que venceu todas as sete partidas para se sagrar campeão. 

Chegando a oito na edição atual, todos os nomes de 2026 terão um lugar garantido no fictício livro de recordes das Copas. Pelo menos até 2030, quando, ao que tudo indica, a França virá com tudo atrás de fazer história mais uma vez.

Brasil derrota Polônia e avança à fase final da Liga das Nações

O Brasil garantiu antecipadamente vaga na fase final eliminatória da Liga das Nações de vôlei feminino nesta sexta-feira (10) ao derrotar a Polônia por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 23/25, 25/23 e 28/26, em Osaka (Japão). Foi o nono triunfo das brasileiras no torneio, o segundo consecutivo na terceira e última semana da fase preliminar (classificatória). O único revés foi para a Alemanha, no fim da segunda semana de jogos.

O principal destaque brasileiro em quadra foi a ponteira Ana Cristina, mais pontuadora do jogo com 26 pontos (23 de ataque e três de bloqueio).

“Depois de um jogo muito difícil contra o Japão, tivemos que entrar muito focadas na partida de hoje. Acredito que fizemos um primeiro set favorável. Enfrentamos algumas dificuldades, mas no final buscamos cada ponto, mesmo quando estávamos atrás no placar e tivemos oportunidade de passar na frente. O que fez a diferença hoje foi a força do grupo”, analisou a carioca Ana Cristina, de 22 anos.

Antes do Brasileirão Feminino, Palmeiras e Flamengo decidem Ladies Cup

Jogadores do Egito são recebidos como heróis após atuação na Copa

A seleção saiu na frente do placara ao garantir o primeiro set, mas permitiu o empate na parcial seguinte. Na sequência, brasileiras e polonesas se revezaram na liderança do terceiro set. A definição do placar teve início com um ace da central Júlia Kudiess, que empatou a parcial em 22 a 22, e em seguida as brasileiras viraram o placar após erro das polonesas e bloqueio preciso de Diana.  

Na quarta parcial o jogo seguiu equilibrado do início ao fim, como Brasil levando a melhor após defesa incrível de Natinha e rápida jogada de ataque de Rosamaria, que selou a vitória por 28 a 26 na parcial, e por 3 sets a 1 no jogo.

“Acho que conseguimos manter a cabeça no lugar em toda a partida. Erramos algumas coisas, como a marcação do bloqueio, mas foi um bom jogo coletivo. Eu acho que cada vez mais estamos conseguindo sair de situações difíceis, onde precisamos buscar o placar e, por isso, estou muito feliz”, comemorou Júlia Kudiess, que marcou 12 pontos na partida.

Já classificada, a Amarelinha disputará os dois últimos jogos neste fim de semana. Às 3h30 (horário de Brasília) deste sábado (11), o Brasil encara a Tailândia, e a partir 0h de domingo (12) enfrenta os Estados Unidos.

A Liga das Nações reúne as 18 melhores seleções do mundo na fase preliminar, que se estende por três semanas em sedes distintas, cada uma com seis equipes. Apenas as sete melhores seleções avançam à fase final – a China já está classificada antecipadamente por ser o país sede da fase eliminatória (mata-mata), a partir de 22 de julho.