Novo post criado em 21 de May de 2022 as 06:47:04

Na prática, o Guarani foi mais objetivo durante o primeiro tempo, porque soube explorar deficiências táticas do time vascaíno.

 

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Guarani poderia ter marcado no 1.º tempo. Foto: Paulo Bindá – Especial GFC

 NO empate sem gols de Guarani e Vasco, na noite desta quinta-feira, na Arena Amazônia, cabe inicialmente restabelecer a verdade, até porque narradores de futebol ficam alardeando por aí que goleiros praticaram grandes defesas em bolas supostamente defensáveis.

Chutes do atacante Júlio César e lateral-direito Diogo Mateus do Guarani, ainda no primeiro tempo, foram bolas que o goleiro Thiago Rodrigues tinha condições de praticar defesa, assim como isso também se aplica ao goleiro bugrino Kozlinski em finalização do atacante vascaíno Figueiredo.

 

UMA DE CADA LADO

Logo, no frigir dos ovos, chances reais de gols podem ser computadas uma para cada lado.

Aos 39 minutos do primeiro tempo, o meia Giovanni Augusto chutou com precisão e a bola chocou-se contra a trave, sendo que no desdobramento da jogada o zagueiro Ernando exigiu defesa com nível de dificuldade de Thiago Rodrigues, em cabeçada.

Já o Vasco assustou apenas em cabeçada do atacante Erick e precisa defesa de Kozlinski, aos 47 minutos do segundo tempo, ao espalmar a bola para escanteio.

Portanto, o resultado espelhou com fidelidade o comportamento das equipes.

MARCAÇÃO BUGRINA

Se o Vasco mostrou mais intensidade e colocou velocidade na transição ao ataque desde o início do jogo, faltou criatividade para transpor o bem ajustado sistema de marcação dos bugrinos, com a dupla de volantes – Leandro Vilela e Madison – coadjuvando no desarme.

Na prática, o Guarani foi mais objetivo durante o primeiro tempo, porque soube explorar deficiências táticas do time vascaíno.

O treinador Zé Ricardo, do Vasco, subestimou a capacidade do Guarani ao escalar a sua equipe com apenas um volante de ‘caça’, e orientá-la para adiantar as linhas em todos compartimentos, desconsiderando também a vulnerabilidade de seu lateral-direito Gabriel Dias, que ‘tomou’ bola nas costas.

GIOVANNI AUGUSTO

Se perguntarem os motivos para o meia Giovanni Augusto ter reeditado o seu bom futebol, um deles foi a liberdade dada pelo meio de campo vascaíno naquele período.

O Vasco quis se aventurar ao ataque com avanços dos laterais, sem que isso implicasse em esquema de cobertura, com apenas um volante fixo, caso de Andrey Santos.

Como os seus atacantes de beirada nem sempre faziam recomposição, isso permitia liberdade para que o Guarani explorasse os espaços e se organizasse nos contra-ataques.

No segundo tempo o acaso implicou na correção do defeito de marcação vascaína na meiúca, pois Juninho – segundo volante que atuava avançado – saiu lesionado no intervalo e cedeu o lugar para Matheus Barbosa, que resguardou mais a cabeça da área, e já não permitiu a mesma liberdade para Giovanni Augusto.

DIFERENÇA DE PERÍODOS

Provavelmente muitos ficam se questionando como o Guarani realizou um primeiro tempo aceitável e o rendimento não foi o mesmo no segundo tempo.

Eis aí uma das explicações citada acima, além do natural desgaste dos atacantes de beirada – Bruno José e Júlio César – que sofreram com seguidas recomposições, o que recomendaria de um treinador mais experiente de que o interino Ben-Hur mudanças de peças bem antes daquelas procedidas.

Apesar do maior volume de jogo do Vasco durante o segundo tempo, na prática o Guarani correu pouco risco, fato que abre perspectiva de novos ares na sequência do Campeonato Brasileiro da Série B.

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