Confira mais detalhes do 1º balanço vascaíno como SAF; autossustentabilidade pode ser iniciada em 2025

Confira mais detalhes do 1º balanço vascaíno como SAF; autossustentabilidade pode ser iniciada em 2025 Quarta-feira, 03/05/2023 – 08:44 A SAF do Vasco publicou esta semana o seu primeiro balanço financeiro desde que foi instituída em agosto do ano passado. O relatório aponta um déficit de R$ 594,5 milhões (resultado da herança das dívidas do clube associativo), explica o que foi feito com o primeiro aporte feito pela 777 Partners e mostra que a prioridade nos primeiros meses de gestão foi colocar ordem na casa.

O período contemplado no balanço vai de 8 de agosto, dia seguinte à aprovação da SAF em votação na Assembleia Geral, até 31 de dezembro. Como a maioria esmagadora dos reforços foi contratada a partir de janeiro, o detalhamento do investimento feito em negociações de jogadores e aquisição de direitos federativos vai ficar para o próximo balanço.

O Vasco SAF fechou os quase cinco meses de gestão em 2022 no vermelho, o que já era esperado. O déficit se dá principalmente pela assunção de dívidas que pertenciam à associação, com teto de R$ 700 milhões. O clube associativo, que também divulgou balanço no último domingo, passou a informar dívida líquida em torno de R$ 25 milhões, um valor irrisório em comparação ao que era antes da venda da SAF.

O relatório da SAF deixa claro que existe neste momento um desequilíbrio financeiro na empresa, com muito mais saídas de caixa do que entradas, e que nos próximos dois anos a dependência dos aportes da 777 Partners para fechar as contas vai seguir existindo. A holging americana, dona de 70% das ações, por contrato precisa aportar mais R$ 120 milhões em setembro e outros R$ 390 milhões até o fim de 2024.

O Vasco da Gama SAF prevê sua autossustentabilidade a partir de 2025.

– Aportes serão necessários nos próximos anos para que o Vasco da Gama Sociedade Anônima do Futebol tenha continuidade em seus negócios – o nível de receitas e resultados atual é incompatível com o nível de dívidas já assumidas por esta SAF. Já há aportes contratados e registrados em balanço no valor de R$ 510 milhões, a serem integralizados nos próximos anos – diz um trecho do parecer do Conselho Fiscal, que recomendou a aprovação unânime das contas de 2022.

Arrumando a casa

De agosto a dezembro, a receita operacional líquida do Vasco SAF foi de R$ 47,4 milhões. A rúbrica considera direitos de transmissão, bilheteria, marketing, programa de sócio-torcedor e outras fontes de renda. A equipe em 2022 disputou a Série B do Brasileirão pelo segundo ano consecutivo.

Por outro lado, o clube desembolsou R$ 88,4 milhões em custos operacionais (salários, direitos de imagem, gastos com jogos…) e despesas gerais – neste, constam R$ 23 milhões apenas em custos “com o dia a dia da operação do estádio de São Januário, dos centros de treinamento, das áreas administrativas que são operadas pelo Vasco SAF e, adicionalmente, de despesas gerais do período de transição”.

Isso acontece porque um dos primeiros atos da gestão da 777 foi regularizar os pagamentos de salários e outros encargos trabalhistas que estavam atrasados. O clube desde então vem pagando em dia e incluiu outros benefícios no pacote dos funcionários, como plano de saúde e vale-presente no fim do ano.

Dos R$ 120 milhões aportados pela 777 em setembro, o balanço aponta que 32% foram destinados aos custos operacionais (correntes ou atrasados) e que “mais da metade” serviu para pagamento de dívidas. O clube precisou priorizar o acerto com credores como Máxi López, por exemplo, cuja inadimplência poderia acarretar em transferban.

Contratação de jogadores

Com receita muito abaixo das despesas e o aporte da 777 comprometido quase em sua íntegra por custos operacionais e dívidas, como foi então que o Vasco investiu tanto na janela de transferências?

O departamento de futebol comandado por Paulo Bracks atacou o mercado priorizando o pagamento em parcelas para não interferir no fluxo de caixa da empresa. Foram investidos cerca de R$ 110 milhões em 16 reforços, mas a grande maioria das aquisições de direitos foi feita de forma parcelada.

Essa deverá ser uma postura comum do Vasco em negociações, até por orientação do departamento financeiro comandado por Lúcio Barbosa, embora cada caso seja diferente do outro. A prioridade por pagamentos à vista se dará quando houver desconto significativo – como foi o caso de Pedro Raul, pelo qual o clube pagou uma parcela única de R$ 10,4 milhões ao Kashiwa Reysol.

Como dito acima, esse tipo de detalhamento será feito no próximo balanço. Sobre contratações da janela passada, o relatório informou apenas que as negociações geraram um total a pagar de US$ 3,3 milhões (R$ 16,6 milhões) em comissões a agentes e cerca de US$ 1,2 milhão (R$ 6 milhões) em luvas para atletas.

Por fim, o balanço aponta receita de 1,5 milhão de euros (R$ 8,3 milhões) com a cessão de direitos econômicos, mas não especifica de qual negociação essa esse dinheiro é oriundo. A venda de Andrey para o Chelsea será lançada no relatório do ano que vem.

Renegociação das dívidas

O Vasco SAF considera a renegociação das dívidas com credores como essencial para a sobrevivência da empresa.

“O Vasco SAF tem o compromisso de pagar as dívidas que assumiu e, para isso, se reúne constantemente com credores, buscando as melhores condições para ambos os lados. Sabemos que uma das chaves do sucesso para o Vasco SAF, assim como para sua continuidade, é a sua capacidade de renegociar as dívidas assumidas em comum acordo com os credores, assim como a de reestruturar suas finanças”, diz um trecho.

A gestão do Vasco mostra-se bastante preocupada com os juros sobre as dívidas. No âmbito do RCE, o ge informou no mês passado que o clube avalia os cenários e não descarta seguir o mesmo caminho do Botafogo, que está em vias de anunciar novo acordo com os credores para amenizar os impactos da Taxa Selic de 13,75%.

O ge apurou que, até maio deste ano, a SAF abateu cerca de R$ 100 milhões da dívida total herdada da associação. A renegociação é um dos quatro pilares para a sustentabilidade da companhia, como descreve o seguinte trecho do relatório:

– Aportes de capital do acionista majoritário: que já vem acontecendo desde 2022 e continuarão acontecendo em 2023 e 2024

– Renegociação da dívida: para a obtenção de descontos em dívidas reconhecidas, redução de juros e alongamento destas.

– Acompanhamento orçamentário: o acompanhamento orçamentário é crucial para que qualquer empresa (desportiva ou não) alcance o equilíbrio econômico-financeiro.

– Estabilização do Vasco SAF na Série A: a estabilização do time na série A do campeonato brasileiro será de suma importância para o fortalecimento da marca e para a geração das receitas esperadas para os próximos anos.

Trocas entre clube e SAF

A SAF e o clube associativo, por obviedade, trocaram muitas informações nos meses que compreenderam a transição e também para a elaboração dos balanços financeiros.

O clube, no entanto, anexou uma nota de esclarecimento em seu relatório pontuando que algumas informações ficaram incompletas porque ficou sem resposta da SAF.

“Até o momento do encerramento dos trabalhos para essa publicação, a VGSAF ainda não havia publicado suas Demonstrações Contábeis e também não havia respondido a carta de circularização enviada pela auditoria para confirmação dos saldos contábeis existentes entre a VGSAF e o CVRG. Apesar do conhecimento de que inexistem diferenças relevantes nos referidos saldos entre as Entidades, a não formalização desse panorama levou a BDO a incluir parágrafo de ressalva no parecer publicado. O CVRG tem entendimento de que esse documento deve ser recebido nos próximos dias, cessando os motivos para a manutenção da citada ressalva em seu parecer”, diz um trecho.

Wendel, que atuou no Vasco entre 2012 e 2014, é o maior credor trabalhista do clube

Fonte: ge

Sub-17: Vasco enfrenta o Urubu nesta 4ª às 15h na Gávea pelo jogo de volta da 2ª fase da Copa do Brasil com Sportv

Sub-17: Vasco enfrenta o Urubu nesta 4ª às 15h na Gávea pelo jogo de volta da 2ª fase da Copa do Brasil com Sportv Quarta-feira, 03/05/2023 – 09:55 O Vasco enfrenta o Flamengo nesta quarta-feira (03), às 15h, na Gávea, em partida válida pela volta da segunda fase da Copa do Brasil Sub-17. No primeiro jogo, disputado em São Januário, o Gigante da Colina venceu por 1 a 0 com gol de Igor.

Apesar da vantagem construída no duelo anterior entre as equipes, o técnico Gustavo Almeida não quer contar com isso e projeta uma equipe ofensiva. Ele espera também corrigir situações que não o agradaram dentro de campo na ida.

– O jogo continua. A gente venceu o primeiro jogo por 1 a 0, mas não podemos em nenhum momento pensar em jogar pelo empate. Precisamos resolver os problemas do jogo, que tem problemas a serem resolvidos quando a gente tem a bola, quando a gente está sem a bola e a vantagem é algo que só vamos pensar no final. Primeiro vamos pensar em ganhar o jogo – disse.

O treinador também falou das expectativas que tem para o confronto desta tarde.

– Em todo jogo eliminatório existem circunstâncias que a gente não consegue determinar e precisamos estar prontos para aquilo que o adversário pode oferecer de novidade e podermos responder, jogando o jogo. Ao mesmo tempo, a gente espera entender melhor como foi o primeiro jogo e a partir disso estar mais tranquilo, mais relaxados e poder fazer um futebol melhor do que apresentou no primeiro jogo – finalizou.

Na primeira fase, o Vasco visitou o Cuiabá, no Mato Grosso, e venceu os donos da casa por 4 a 0. Os gols da partida foram marcados por Kauan Kelvin, Alexandre, Igor e Rafinha. Três deles tiveram assistência de Lukas Zuccarello.

O jogo será com portões fechados e terá transmissão ao vivo no SporTV e também será possível acompanhar o tempo real nas redes sociais da Base Forte. Instagram @vascobaseoficial e Twitter @vascobase.

Fonte: Site oficial do Vasco

Vasco Base @vascobase
É dia de Base Forte em campo! 💢

Hoje, às 15h, o Vasco enfrenta o Flamengo no jogo de volta da segunda fase da Copa do Brasil Sub-17.

O Gigante da Colina venceu a primeira partida por 1 a 0, com gol de Igor.

Vamos, Meninos 💪

#RaízÉSerVasco

Fonte: Twitter oficial Vasco Base

Falta de pontaria vem atrapalhando o Vasco; veja chances perdidas contra o Bahia

Falta de pontaria vem atrapalhando o Vasco; veja chances perdidas contra o Bahia Quarta-feira, 03/05/2023 – 10:36 Bronca da torcida no primeiro trimestre da temporada, a falta de eficiência do ataque voltou a atrapalhar o Vasco na derrota por 1 a 0 para o Bahia, na última segunda-feira. O time criou oportunidades em São Januário e chutou 15 vezes a gol, mas não conseguiu marcar.

O número de finalizações impressiona se comparado aos jogos contra Atlético-MG e Palmeiras. Somadas as duas primeiras rodadas do Brasileirão, o Vasco teve os mesmos 15 chutes – seis contra o time mineiro e nove diante dos paulistas. Se chegou menos vezes perto do gol adversário, por outro lado a equipe de Maurício Barbieri soube aproveitar as chances e marcou quatro gols, dois em cada partida.

No Campeonato Brasileiro, o Vasco até aqui precisa de 7,5 finalizações para marcar um gol.

A dificuldade contra o Bahia vinha sendo uma tônica do Vasco antes do Brasileirão. No estadual, por exemplo, o time repetiu várias vezes o número da última segunda-feira. A média de finalizações foi superior a 17 por jogo, mas a bola entrou menos do que se esperava – o time precisou de 9,7 chutes para balançar as redes. Na Copa do Brasil, foram necessárias 11 finalizações para marcar.

– A eficiência sempre tem um peso determinante no resultado. Criamos um bom número de boas oportunidades no primeiro tempo e não fomos eficientes – resumiu Barbieri na coletiva de imprensa.

Diante do Bahia, o Vasco teve um grande volume de finalizações no primeiro tempo, quando tentou 11 chutes ao gol de Marcos Felipe – desses, apenas quatro foram defendidos pelo goleiro tricolor. O time carioca ainda mandou cinco bolas para fora e viu outras duas pararem na defesa adversária.

As 11 finalizações do Vasco no primeiro tempo:

6min: Alex Teixeira é lançado nas costas da defesa do Bahia e chuta forte para defesa de Marcos Felipe. Pedro Raul quase pega o rebote, mas não alcança a bola.

11min: Gabriel Pec chuta da entrada da área, mas para fora, sem perigo.

12min: Pedro Raul recebe de Pec, invade a área pela direita e é travado na finalização.

14min: Pec faz boa jogada pela direita, invade a área e cruza para trás. Pedro Raul pega de primeira, e Marcos Felipe faz boa defesa.

16min: Léo cobra lateral na área, zaga do Bahia afasta parcialmente, e Pumita pega de primeira. Bola passa perto da trave.

19min: Puma arranca pela direita e toca para Pedro Raul na entrada da área. O camisa 9 deixa de calcanhar, mas Alex Teixeira pega mal na bola e chuta para fora.

20min: Marlon Gomes arrisca de fora da área, mas o chute sai fraco pela linha de fundo.

31min: em cobrança de falta pela direita, Pec arrisca direito, e Marcos Felipe defende em dois lances.

41min: Pec levanta falta na segunda trave para Andrey, que cabeceia sem força para defesa de Marcos Felipe.

46min: Puma faz longo lançamento para Alex Teixeira, que escora de cabeça para a entrada da área. Pedro Raul gira e pega de primeira. A bola passa rente à trave.

49min: em escanteio, Pec levanta na área, Andrey cabeceia, mas a bola explode na defesa do Bahia.

O gol tricolor no fim do primeiro tempo mudou os rumos da partida, e o Vasco pela primeira vez no campeonato saiu atrás do placar. A desvantagem assustou o time, que na etapa final pouco produziu. Marcos Felipe fez apenas duas defesas, sem dificuldade. O goleiro ainda viu Gabriel Pec cobrar falta para fora e o chute de Carabajal ser desviado para escanteio.

As quatro finalizações do Vasco no segundo tempo:

8min: na cobrança de falta da entrada da área, Pec cobra colocado, busca o canto de Marcos Felipe, mas a bola sai pela linha de fundo.

18min: Puma cruza, Pedro Raul faz o pivô, bola sobra para Carabajal, que tenta chutar colocado. Bola explode na zaga do Bahia e sai em escanteio.

37min: Carabajal arrisca de fora da área, mas o chute sai sem força para a fácil defesa de Marcos Felipe.

41min: Orellano cobra falta colocada, no cantinho, mas sem muita força, e Marcos Felipe faz a defesa.

No próximo sábado, o Vasco reencontra um dos adversários que aproveitou a falta de eficiência do time de Barbieri no campeonato estadual. Contra o Fluminense, pela Taça Guanabara, a equipe finalizou 19 vezes e não marcou nenhum gol, enquanto o rival precisou de 10 chutes para balançar as redes duas vezes e vencer. O clássico pelo Brasileirão será às 21h, no Maracanã.

Alex Teixeira perdeu duas boas chances contra o Bahia, na última segunda-feira

Fonte: ge

Confira mais trechos da entrevista coletiva de Maurício Barbieri após Vasco 0 x 1 Bahia

Confira mais trechos da entrevista coletiva de Maurício Barbieri após Vasco 0 x 1 Bahia Segunda-feira, 01/05/2023 – 23:17 Não foi uma noite de segunda-feira feliz para o Vasco. Após um bom início de partida, o time não se encontrou e foi derrotado por 1 a 0 para o Bahia, em casa, com São Januário lotado. A equipe, que vinha embalada após bons resultados, perdeu a invencibilidade no Campeonato Brasileiro e ouviu vaias no fim da partida.

Após o jogo, Maurício Barbieri citou as muitas chances criadas no primeiro tempo, mas ressaltou que faltou eficiência ao Vasco na derrota para o Bahia.

– A eficiência sempre tem um peso determinante no resultado. Criamos um bom número de boas oportunidades no primeiro jogo e não fomos eficientes. Eles tiveram uma bola no começo do jogo. No segundo tempo eles vieram com uma postura de esperar mais e fizeram um bloco mais baixo. Tentamos encontrar soluções. Até por ser uma situação nova no campeonato, o fato de estarmos atrás no resultado, ficamos ansiosos, erramos muitos passes, não tomamos boas decisões. Faltou o último passe. Conseguimos chegar ao fundo com Puma e colocar a bola na área, mas faltou concluir melhor. Não foi um jogo ruim em relação ao volume do que que criamos, jogadores imprimiram uma intensidade altíssima. Mas foi sem dúvida é um resultado ruim. Faço essa separação entre performance e resultado. O resultado foi ruim, e a performance tem pontos positivos e outros que temos que melhorar.

O treinador também justificou as mudanças durante o segundo tempo, quando trocou todos jogadores de meio de campo, e explicou que Gabriel Pec pediu para sair.

– O Pec pediu para sair. Ele disse que estava começando a sentir câimbras já. Ele pediu para sair e concordo, acho que ele estava criando bastante… O Carabajal, é um jogador de mais criação, um jogador que pensa mais o jogo, jogador que tem mais essa bola de pifar e a gente não estava conseguindo criar muito no segundo tempo. Essa foi a ideia. No momento que achei que o Alex (Teixeira) tinha perdido um pouco o ritmo, a ideia foi ele entrar no lugar do Alex. Depois, a gente passou a ter muito a bola, mas passou a faltar presença na área. Por isso, a entrada do Rwan.

– Recuei o Carabajal para que iniciasse essa construção desde trás. Ficou ele e o Rodrigo. A entrada do Rodrigo tem um pouco a ver com isso. Como eu tirei dois volantes, eu precisava ter uma segurança para dar liberdade para os outros jogadores. Essas trocas foram nesse sentido: de criar mais, achar os homens por dentro, ter mais essa última bola. São jogadores que vinham treinando muito bem. Não acho que eles conseguiram reproduzir no jogo aquilo que eles vinham apresentando nos treinamentos. Mas volto a dizer, eles jogam dentro de um contexto e foi um momento em que a equipe estava muito ansiosa, nervosa e eles entraram dentro deste contexto e não acabaram rendendo tudo aquilo que poderiam render.

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Opção por Marlon como titular

– A ideia é justamente, por estar jogando em casa, ser uma equipe mais propositiva. Criar mais. Toda vez que você opta por um jogador de mais criação, você faz uma escolha. Você não tem as duas. Ainda não tenho esse jogador perfeito que marca para caramba, que morde tudo e cria também. Então foi uma escolha. Eu alternei bastante ao longo da semana entre o Rodrigo e o Andrey. Chegou até um momento em que o Rodrigo teve um entorse. A gente até acreditou que ele não pudesse ter condições para vir para o jogo. E durante os treinamentos, o resultado foi bom. O Andrey se entende muito bem com o Marlon. Até o gol a gente estava muito bem.

Derrotas sem Rodrigo como titular

– Eu gostaria de ter um cuidado com essa narrativa que, coincidentemente, eu entendo o ponto, é verdade, é um fato, mas quando o Rodrigo não está, fica essa questão da derrota. Não acho. A gente criou bastante, criamos situações para fazer o gol. Se a gente tivesse feito, talvez a leitura fosse outra. Mas depois o Andrey tomou amarelo e, como eu disse, como eu tirei dois volantes de uma vez, aí sim o Rodrigo era esse cara que fazia essa contenção para optar por outros jogadores de criação. A ideia era ganhar mais aproximação no meio, ganhar um pouco mais de chegada na frente e acho que funcionou bem a maior parte do primeiro tempo. No segundo tempo não funcionou e, por isso, eu optei por trocar.

Dificuldade na criação pelo meio

Sobre a análise da questão da criação, eu concordo em partes. Acho que sim que precisamos melhorar nesse quesito. Mas vou lembrar vocês o segundo gol nosso contra o Palmeiras, a bola começa na mão do Léo Jardim e a gente faz a jogada até o final, terminando dentro da área e o Pec faz o gol no rebote. Foi uma jogada que a gente criou desde o começo, desde trás. Eu volto a dizer, é um ponto que a gente tende a evoluir e é um ponto mais sensível, mais delicado, demora mais tempo. Depende de outras questões do que só organização. Depende de criatividade, outras coisas. Mas volto a dizer, mesmo assim, hoje a gente criou um bom número de oportunidades pelo menos para que o placar fosse outro.

– Faltou a gente ser mais eficiente. A gente conseguiu roubar muitas bolas pressionando eles lá na frente. Faltou definir melhor. Conseguiu explorar o espaço nas costas da defesa. No segundo tempo a gente cedeu um pouquinho a ansiedade, quis acelerar demais e acabou cometendo muitos erros, tanto é que no segundo tempo eles tiveram muito mais situações de contra-ataque, de perigo, o Léo Jardim fez boas defesas porque erramos bastante por querer acelerar demais.

Andrey e Marlon no Mundial sub-20

– Eu estou ciente da saída do Andrey e do Marlon. Saída não. Dessa ausência para seleção e a gente tem as opções. O Rodrigo mesmo é uma opção. O Carabajal, o Barros, que já entrou em outros momentos. Mas é muito longe eu pensar lá na frente nesse momento agora. O foco agora é no próximo jogo, o Fluminense. É um clássico, é um jogo importante para a gente pontuar, para buscarmos esses pontos que perdemos em casa. A ideia é estudar melhor o Fluminense e fazer as escolhas pensando nesse jogo.

Avaliação do início no Brasileiro

– Em relação ao desempenho do Vasco nesses três jogos, está dentro daquilo que conversamos antes de começar o campeonato. A ideia é que no primeiro momento a gente fosse uma equipe competitiva, com intensidade. Fizemos isso nos três jogos. Pelo que produzimos hoje, merecíamos outro resultado. É uma caminhada difícil, campeonato muito equilibrado. Temos que ter a cabeça fria. E vamos ao clássico para fazer o que a gente vem se propondo a fazer, que é ser competitivo e buscar o resultado.

Clássico contra o Fluminense

– Esperamos um grande jogo. O Fluminense vem de uma derrota para o Fortaleza, mas até esse último jogo talvez fosse a melhor equipe em atividade no Brasil. Jogo muito complicado, difícil, eles têm uma maneira muito singular e particular de jogar. Mas a ideia e estuda-los e neutralizá-los para fazermos um grande jogo.

Arbitragem

– Eu acho importante tocar nessa questão. O meu cartão, como foi o cartão do Abel na primeira rodada, foi um recado. Eu sei quem mandou o recado. E hoje também foi uma situação que eu não entendo. Porque foi um lance em que eu abri os braços, o Flávio estava de costas, do outro lado do campo. Aí eu pergunto a você: como é que o Flávio do outro lado do campo, de costas, sabe para quem que eu abri os braços? Ou eu não posso abrir os braços para o meu jogador?

– Um outro ponto é: a gente vai ganhando do Atlético-MG, fora de casa, sete minutos de acréscimos no primeiro tempo. A gente vai ganhando do Palmeiras em casa e sete minutos de acréscimos no primeiro tempo. A gente está perdendo em casa e três minutos (de acréscimos). Acho que foi o único jogo de todos que eu vi no campeonato que deram três minutos no primeiro tempo. Eu consigo entender a atuação da arbitragem desde que tenha critério. Se deram sete e sete, no mínimo cinco. Por que três hoje? Quando a gente questiona, a gente passa a ser o problema. Isso que está incomodando. Está se criando uma narrativa que o problema da arbitragem brasileira é o treinador. O resto não. Eles não erram, eles não cometem equívocos, os critérios são sempre perfeitos. (…)

Dificuldade contra equipes fechadas

– Teve outros momentos na temporada em que a gente pegou equipes em um bloco mais baixo e a gente construiu e fez o resultado. A maioria delas foi no campeonato estadual contra equipes de um nível diferente. Mas enfrentamos equipes mais reativas em bloco baixo em outros momentos e a gente conseguiu boas performances e bons resultados. O Vasco nesse momento está procurando a sabedoria de entender qual é a roupa que vai vestir em função do adversário, em função do jogo que vai enfrentar. Temos feito isso na maior parte do tempo bem. Em alguns jogos que precisa ter uma postura mais cautelosa, fechar mais espaços me função da qualidade e dinâmicas do adversário, a gente tem adotado essa postura. Em outros jogos que a gente entende que teremos mais espaços e precisamos ser mais propositivos, temos procurado adotar essa postura. Não existe uma única forma de vencer nem de atuar. Estamos buscando criar variações porque o campeonato vai exigir isso.

Maurício Barbieri, em Vasco x Bahia

Fonte: ge

Veja os números de Léo Jardim contra o Bahia

Veja os números de Léo Jardim contra o Bahia Segunda-feira, 01/05/2023 – 23:48 Sofascore Brazil @SofascoreBR
#Brasileirão 🇧🇷

Léo Jardim foi o Destaque Sofascore do time em Vasco 0-1 Bahia.

👐 5 defesas (3 em chutes na área)
📊 83% bolas defendidas
✂️ 1 corte
💪 1/1 duelos aéreo ganho
💯 Nota Sofascore 7.7

Fonte: Twitter Sofascore Brazil

Cria do Vasco, Bruno Cosendey disputará o Brasileiro da Série D pelo Brasiliense

Cria do Vasco, Bruno Cosendey disputará o Brasileiro da Série D pelo Brasiliense Terça-feira, 02/05/2023 – 01:28 Depois de amargar a segunda colocação do Campeonato Candango, o Brasiliense está reformulando o elenco para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. Após perder o título para o Real Brasília, o Jacaré dispensou diversos jogadores e,agora, voltou ao mercado da bola para fazer novas contratações. Depois de anunciar alguns reforços durante esta semana, nesta quinta-feira (27/4) o clube divulgou mais um novo atleta.

Bruno Cosendey, meio-campo de 26 anos, é o nome da vez no Jacaré. O profissional estava no Madureira, onde disputou o primeiro escalão do Campeonato Carioca. O meia começou a carreira no Vasco, onde permaneceu durante muitos anos nas categorias de base do clube. Enquanto esteve na base do Cruzmaltino, o atleta foi emprestado para o Vitória de Guimarães, de Portugal, onde ficou por duas temporadas.

Ele retornou ao Vasco em 2017 e ainda foi emprestado ao Criciúma e ao CRB. Em 2021, Bruno deixou o time carioca de vez e se transferiu para o Santo André. No ano seguinte, o atleta deixou o território brasileiro mais uma vez e foi se aventurar no futebol asiático. Pelo Ho Chi Minh City, do Vietnã, o jogador disputou o campeonato vietnamita, entrando em campo em cinco oportunidades. Agora, vestirá a camisa do Brasiliense.

Bruno Cosendey é o quarto reforço do Jacaré após o Candangão. Anteriormente assinaram com o clube: Ravel e Vavá (goleiros) e o lateral Felipe Alves. A quarta divisão do Brasileirão é a última competição que o Brasiliense disputará no ano. O esquadrão amarelo estreia fora de casa diante do Operário, em Mato Grosso. A primeira partida em casa será na rodada seguinte, diante do Anápolis.

Fonte: Distrito do Esporte