Fluminense goleia o Volta Redonda por 4 a 0 no jogo de ida da outra semifinal do Carioca

Fluminense goleia o Volta Redonda por 4 a 0 no jogo de ida da outra semifinal do Carioca

Acerj @acerjrio

Scout Final de Fluminense e Volta Redonda pelo 1º jogo da semifinal do Campeonato Carioca 2025 no Maracanã (Fonte: Google) #Acerjinforma #CariocaSuperbet2025 #FLUxVOL #Fluminense #VoltaRedondaFC @Cariocao @FluminenseFC @VoltacoFC

Fonte: X Acerj

Com show de Árias, Fluminense goleia o Volta Redonda e coloca um pé na final do Carioca

O Fluminense goleou o Volta Redonda por 4 a 0 na noite deste domingo (2), no Maracanã, pelo primeiro jogo da semifinal do Campeonato Carioca. Os gols foram marcados por Canobbio, duas vezes, Árias e Cano.

Dessa forma, o Tricolor pode perder até por três gols de diferença no segundo jogo que avança para a decisão do Estadual.

Só deu Flu

O Fluminense começou a partida na troca de passes. E foi assim que abriu o placar aos seis minutos. Na saída de bola do Tricolor, um lançamento longo e Cano fez um jogo de corpo que enganou a marcação, mas acabou ficando com Wellington Silva, lateral do Voltaço. Ele recuou fraco para o goleiro e Canobbio, que estava na disputa de bola com ele, aproveitou o erro e tocou na saída de Jean para abrir o placar.

Aos 13, o Voltaço conseguiu colocar uma bola na trave na cabeçada de Sanchez depois de uma cobrança de falta, mas o juiz marcou falta de ataque. Minutos depois, aos 17, mais um dele! Árias achou Canobbio na entrada da área, que finalizou cruzado para marcar mais um na partida.

Assim, o Voltaço se fechou ainda mais e tentou achar espaços nos erros do Tricolor, mas só teve duas oportunidades seguidas aos 29 minutos. PK achou uma belíssima finalização de fora da área, para defesa de Fábio. No rebote, Bruno Santos cabeceou no travessão.

No entanto, o Tricolor voltou a ter o domínio do jogo. Aos 38 minutos, portanto, Árias recebeu a bola livre perto da entrada da grande área, carregou e finalizou com um chutaço de canhota perto do ângulo, sem chances para Jean Drosny.

Administrou a vantagem

A segunda etapa começou como o início do primeiro tempo: o Fluminense trocando passes no campo ofensivo tentando achar espaços para finalizar. Por outro lado, o Volta Redonda ficou tentando pressionar na marcação. Assim, até teve algumas raras oportunidades, mas sem perigo.

Aos 20 minutos, Hércules quase ampliou o placar. Ele recebeu dentro da área, matou no peito e finalizou, sem ângulo, no travessão. Cinco minutos depois, Cano balançou as redes após jogada de Keno, que recebeu no meio de campo, ganhou na velocidade e deu passe para o camisa 14, que dentro da área, tirou o marcador com um toque e finalizou cruzado no segundo.

Dessa forma, com a vantagem no placar, o Fluminense administrou a vantagem e tentou até ampliar ainda mais o placar. O Árias chegou a perder uma oportunidade sozinho, sem goleiro, dentro da pequena área após cruzamento de Everaldo, mas cabeceou para fora. Everaldo e Hércules também tiveram novas finalizações, que pararam no Jean Drosny.

Segundo jogo da semifinal

Fluminense e Volta Redonda voltam a se enfrentar no próximo domingo (9), às 18h, no Raulino de Oliveira, para definir quem avança para a final do campeonato. O Tricolor, portanto, pode perder por até três gols de diferença que avança para a final. Vale ressaltar que quem avançar enfrenta o Vasco ou o Flamengo na decisão.

Fluminense x Volta Redonda

Primeiro jogo da semifinal do Campeonato Carioca

Data: 02/03/2025

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Público:

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier (Guga, intervalo), Ignácio, Freytes e Gabriel Fuentes; Martinelli (Bernal, 27’/2°T) Otávio (Hércules, 16’/2°T), Arias; Serna, Canobbio (Keno, 16’/2°T) e Cano (Everaldo, 27’/2°T) Técnico: Mano Menezes

Volta Redonda: Jean Drosny; Wellington Silva (Bruno Barra, 27’/1°T), Lucas Souza, Fabricio e Sanchez (Juninho Monteiro, 27’/2°T); Pierre (Henrique Silva, 27’/2°T), Robinho, PK (Luciano Naninho, 27’/2°T); Marquinhos (Mirandinha, 27’/2°T) Bruno Santos e MV. Técnico: Rogério Corrêa

Gols: Cannobio, 6’/1°T (1 a 0), 17’/1°T (2 a 0), Árias 38’/1°T (3 a 0), Cano 25’/2°T (4 a 0)

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz

Assistentes: Wallace Muller Barros Santos e Thayse Marques Fonseca

VAR: Philip Georg Bennett

Cartões amarelos: Otávio, Canobbio, Serna (FLU), Pierre, Bruno Santos, Fabrício (VRE)

Cartão vermelho:

Fonte: Jogada 10

FLUMINENSE 4 X 0 VOLTA REDONDA | MELHORES MOMENTOS | CAMPEONATO CARIOCA 2025 | ge.globo

O Fluminense não tomou conhecimento do Volta Redonda na tarde deste domingo, goleou por 4 a 0 e encaminhou sua classificação para a final do Campeonato Carioca. Cannobio (duas vezes), Arias e Cano marcaram os gols da goleada tricolor na partida realizada no Maracanã – o goleiro Jean Drosny, do Voltaço, ainda trabalhou bastante evitou placar mais elástico. Os dois times voltam a se enfrentar no próximo domingo.

Fonte: Youtube ge

Finais do Campeonato Carioca serão nos dias 12/03, quarta-feira, e 16/03, domingo

Finais do Campeonato Carioca serão nos dias 12/03, quarta-feira, e 16/03, domingo

Domingo, 02/03/2025 – 20:35

Wagner Ferreira @wrfernando_

Finais do Carioca serão disputadas nos dias 12 (quarta-feira) e 16 (domingo) de março. Informação do diretor de competições da FERJ, Marcelo Vianna, em entrevista ao @wellingcampos na Rádio Tupi.

Fonte: X do jornalista Wagner Fernando/Rádio Tupi

Beach Soccer: Com 2 gols de Benjamin Jr., Brasil vence o Paraguai por 5 a 4 e é campeão da Copa América

Beach Soccer: Com 2 gols de Benjamin Jr., Brasil vence o Paraguai por 5 a 4 e é campeão da Copa América

Fonte: Conmebol

Brasil bate Paraguai e é tetracampeão da Copa América

A hegemonia do futebol de areia na América do Sul foi defendido com sucesso pelo Brasil. A seleção hexacampeã mundial devolveu a derrota sofrida pelo Paraguai na fase de grupos e venceu a final da Copa América por 5 a 4 neste domingo (2), em Iquique, Chile. É o quarto título em cinco edições do torneio desde que passou organizado pela Conmebol; contando os torneios realizados pela Beach Soccer Worldwide, são 14 títulos das Américas para o país.

Benjamin Jr. (2), Bobô, Thanger e Antonio marcaram os gols do Brasil. Barrios, Medina (2) e Martínez fizeram os gols do time de Joaquín Molas.

O primeiro tempo foi muito movimentado. O Brasil abriu o placar com um belo gol de Benjamin Jr. de voleio, com cinco minutos de jogo. O camisa 5 acertou o chute de primeira após a cobrança de lateral na medida por parte de Antonio, e a bola foi no ângulo esquerdo. A vantagem, contudo, só durou um minuto. Thiago Barrios cobrou uma falta de longa distância e a bola passou por baixo de Bobô, entrando no canto esquerdo.

Bobô se redimiu aos nove minutos, com um chute de longe que quicou na areia e enganou Rolón. Novamente, o Paraguai não deixou os brasileiros ficarem confortáveis. Na saída de bola, Medina recebeu na ponta esquerda e chutou. Ajudado pelo “montinho artilheiro”, empatou o jogo. A virada veio pouco depois. Bobô voltou a ter espaço e chutou, mas Martínez bloqueou com a cabeça. A bola subiu, encobriu o goleiro brasileiro, e o Paraguai virava o placar para 3 a 2. Thanger voltou a empatar o placar ao receber cobrança de escanteio de Benjinha na medida para bater de primeira, sem chance para Rolón.

O Paraguai voltou para o segundo tempo com o time fechado atrás, dificultando para que os brasileiros encontrassem espaço para chutar. A solução era, nas vezes que um ou dois paraguaios iam para frente, tentar sair com velocidade nas costas. Ou se aproveitar de lances de bola parada. E foi o que Antonio fez: acertou uma cobrança de falta de longa distância no canto esquerdo de Rolón.

O quarto gol brasileiro deixou o jogo mais aberto novamente, e a Seleção aproveitou. Num momento de desorganização paraguaia após recuperação de Alisson, Benjinha recebeu sozinho de costas para o gol e acertou uma bicicleta linda. Os paraguaios acordaram e levaram perigo com algumas bicicletas de Carlos Benítez, mas Bobô estava atento.

Os brasileiros voltaram a incomodar o Paraguai no terceiro período, e os alvirrubros davam sinais de cansaço de tanto correr atrás dos canarinhos. Eles passaram a cadenciar o jogo, com o Brasil bem postado na defesa. Porém, uma falta de Alisson em Carlos Benítez na área deu a oportunidade para o Paraguai diminuir. O próprio Benítez cobrou, mas bateu para fora, à direita da baliza.

O Brasil quase liquidou a fatura num rápido contra-ataque de Rodrigo e Mauricinho. Rodrigo tentou a bicicleta, mas Rolón tirou com o pé. O camisa 9 perdeu outra chance com uma bicicleta por cima do gol pouco depois. O goeiro paraguaio respondeu com um chute de longe que bateu na trave esquerda. O Paraguai se lançou ao ataque, e diminuiu a 1min33s do final com uma batida de falta de Medina no canto direito.

Os paraguaios foram com tudo para cima no último minuto, mas os brasileiros se fecharam para conquistar o título.

Na disputa de terceiro lugar, o anfitrião Chile venceu a Colômbia por 4 a 3 e garantiu sua primeira classificação à Copa do Mundo de Futebol de Areia na história. Após os colombianos buscarem o empate três vezes, Bacian fez o gol da vitória e da inédita classificação no terceiro período. A Copa do Mundo será disputado em Seicheles entre 1º e 11 de maio deste ano.

Fonte: ge

Brasil 5 x 4 Paraguai | Gols | Final | Copa América de Futebol de Areia

Fonte: ge

copaamerica

A quarta 🏆

Fonte: Instagram Conmebol Copa América

Veja mais estatísticas de Vasco 0 x 1 Urubu

Veja mais estatísticas de Vasco 0 x 1 Urubu

Domingo, 02/03/2025 – 21:45

Jogo em Números @JogoEmNumeros

Vasco 0 x 1 Flamengo:

Momentum médio da partida: -18 (Flamengo)

Posse de bola (%): 36% x 64%

Ações com bola na área adv.: 8 x 20

Finalizações: 8 x 16

Expectativa de gols (xG): 0.86 x 0.77

Fonte: X Jogo em Números

Há 80 anos, São Januário recebia o desfile das escolas de samba; Portela foi a campeã

Há 80 anos, São Januário recebia o desfile das escolas de samba; Portela foi a campeã

Há 80 anos, em 1945, o Rio de Janeiro celebrava um carnaval totalmente diferente de todos os outros de sua história. Em meio à Segunda Guerra Mundial, o gramado de São Januário trocou os craques por passistas, foliões e alegorias e viu a Portela ser coroada pentacampeã do carnaval.

Além da festa popular no campo do Vasco da Gama, uma tragédia manchou aquele carnaval. Entre confetes e serpentinas, o sambista Matinada foi assassinado com uma facada no meio do gramado.

O crime ecoaria na cidade e seria eternizado na música de Paulinho da Viola e Aldir Blanc, ‘Botafogo, Chão De Estrelas’. Um evento totalmente atípico, que misturou glória e violência, e ficou marcado na memória do carnaval do Rio.

Para o jornalista, escritor e pesquisador da cultura popular Fábio Fabato, aquele carnaval apresentou elementos de uma típica crônica carioca, misturando paixões do povo como o carnaval e o futebol, com uma tragédia que chocou a cidade.

“Matinada foi assassinado no campo do Vasco, durante o carnaval. Isso gerou até uma crônica da Rachel de Queiroz (…) Esse episódio ficou maior que o carnaval”, analisa.

“Foi um fato que entrou para a crônica de costumes da cidade. Uma cidade forjada em crimes, carnaval e futebol e você tem ali todos esses elementos que apontam para uma crônica carioca. Tudo nesse carnaval tem essa alma que o Rio de janeiro carrega até hoje. É um crime que vence o próprio carnaval. As pessoas falam muito mais disso do que do título da Portela”, comentou Fábio Fabato.

*Leia mais sobre o crime no fim da reportagem.

Desfiles no estádio

O Rio de Janeiro de 1945 vivia um período único em sua história. Capital do país na época, o Rio sofria os efeitos da entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, desde 1942, ao lado dos países aliados contra a Alemanha nazista.

Entre os desafios impostos pela guerra que acontecia em grande parte na Europa, estavam medidas de precaução contra bombardeios e o desligamento parcial ou total da rede de energia elétrica da cidade.

Diante desse cenário, o clima não era muito propício para a realização do carnaval de 1945. A imprensa da época foi contra e fez pressão para que o poder público não assumisse a festa nas mesmas proporções de outros anos.

Além do contexto da guerra, outro fator foi determinante para que os desfiles das escolas de samba acontecessem em São Januário naquele ano: a destruição da Praça Onze.

No local, funcionava o Centro Religioso da Tia Ciata, um sobrado frequentado por artistas e considerado o berço do samba no Rio de Janeiro. A demolição da praça causou revolta entre os sambistas.

“A escolha de São Januário se dá porque era o grande palco esportivo e político da cidade. Ainda não tinha o Maracanã. (…) Em 1945, as escolas de samba ainda eram tratadas como uma coisa menor e por isso os desfiles foram deslocados pra lá, muito pelo contexto da guerra, mas também pela destruição da Praça Onze”, explicou Fabato.

Na década de 1940, as escolas de samba ainda lutavam por legitimidade e reconhecimento na sociedade, tanto é que os desfiles ainda não eram os principais eventos do carnaval da cidade.

Os ranchos – grupos organizados que desfilavam apresentações com alegorias e orquestras de sopros – e as grandes sociedades do carnaval, que já desfilavam na Avenida Rio Branco, não tiveram autorização do governo para desfilar em 1945.

“Nessa época (1945), eram muitas ligas diferentes. A coisa fica um pouco mais organizada a partir da metade da década de 1950. (…) Em 1945, era um momento de romantismo, de escolas modestas e poucos recursos”, conta o pesquisador.

“Aquele foi um evento considerado pequeno na cidade. (…) As grandes sociedades e os desfiles de rancho ainda eram os maiores eventos do carnaval na época”, reforçou Fabato.

Nesse cenário, São Januário foi escolhido. O estádio era o único grande local do Rio de Janeiro e já havia sido utilizado para festejos cívicos. Em 1943, inclusive, já havia sido palco de um desfile não-oficial das escolas, organizado pela então primeira-dama do Brasil, Darcy Vargas, esposa de Getúlio Vargas.

Portela segue sua hegemonia

Com o Estádio de São Januário definido para a realização dos desfiles, a Liga de Defesa Nacional (LDN) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) assumiram a organização do evento.

Quatro escolas conseguiram financiar seus desfiles e confirmaram presença na competição no campo do Vasco. Os participantes eram:

  • Portela;
  • Mangueira;
  • Depois Eu Digo (do Morro do Salgueiro);
  • e Cada Ano Sai Melhor (do Morro do São Carlos).

A Portela era a potência da época e acumulava troféus desde 1941, com uma sequência de títulos que se estendeu até 1947.

A Mangueira também já era uma grande escola, tendo conquistado um tricampeonato, entre 1932 e 1934, e o título de 1940. Contudo, a Verde o Rosa acumulou três vice-campeonatos seguidos, em 1943, 1944 e 1945.

Conhecida como o “Expresso da Vitória do samba”, a Portela conquistou o título naquele ano com o samba “Brasil Glorioso”, de Ventura.

É bom lembrar que naquele ano, todas as escolas tiveram que fazer seus enredos com temas patrióticos, refletindo o clima nacionalista impulsionado pela participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Versões de um crime bárbaro

“Um crime que entrou para a história do Rio”. Assim o pesquisador define a morte do sambista Matinada durante os desfiles do carnaval de 1945.

Como o carnaval daquele ano não contou com a simpatia da imprensa, os desfiles não foram registrados. Por isso também é muito difícil buscar informações sobre o que de fato aconteceu naquele dia.

Se os desfiles não despertavam tanta atenção, a morte de um sambista no meio do campo de São Januário ganhou as páginas de todos os jornais que cobriam o noticiário policial da época.

“O crime entrou para a história jornalística do Rio. Por mais que a gente tenha pouco registro, sabemos que o assassinato foi dentro de São Januário. A história tem muita memória oral, mas pouco registro jornalístico”, conta Fabato.

Uma das versões, segundo Fábio Fabato, é que uma briga generalizada envolvendo os sambistas das escolas Depois Eu Digo e Cada Ano Sai Melhor terminou com a morte de Matinada, um sambista ligado à escola com sede no Morro do Salgueiro.

A briga de fato aconteceu e foi uma batalha entre muitas pessoas. A dúvida, segundo Fabato, é se Matinada morreu por conta da briga ou se a morte dele provocou o embate generalizado.

“O que aconteceu de fato foi uma porrada generalizada entre a Depois Eu Digo, que era uma escola do Morro do Salgueiro, e a Cada Ano Sai Melhor, do morro do São Carlos”, lembrou o pesquisador.

O Jornal do Brasil, em sua edição de 6 de fevereiro de 1945, contou que, além de Matinada, houve ainda 14 feridos no interior de São Januário. A reportagem afirma ainda que uma série de prisões foram feitas pela polícia.

Quando a situação se acalmou, de acordo com a reportagem, José de Oliveira, o Matinada, de 20 anos, foi identificado. Morador do Morro do Salgueiro, Matinada era integrante da escola de samba Depois Eu Digo. Segundo a matéria, a polícia não sabia qual a causa do conflito, apesar de várias versões.

Uma cantada fatal

Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas uma das versões para o início da briga diz que uma cantada de um integrante da Depois Eu Digo para uma porta bandeira da Cada Ano Sai Melhor foi o sinal de largada para a confusão.

Essa mesma versão tem dois possíveis detalhes que podem fazer toda a diferença para o desfecho do caso. De acordo com Fabato, uma das versões diz que um homem identificado como Levi foi o responsável pela cantada e que, ao ser confrontado, mentiu seu nome e teria dito se chamar Matinada.

“Uma das versões envolve uma briga por cantada. Um mestre sala chamado Levi deu uma cantada numa porta bandeira do São Carlos. Mas ele não foi o alvo da confusão porque ele teria dado o próprio nome errado. Ele disse que se chamava Matinada. E quando alguém perguntou: ‘Quem é Matinada?’. Essa pessoa foi lá e deu uma facada no Matinada verdadeiro”.

“Outra versão diz que houve uma confusão generalizada, o que era comum na época, e no meio da confusão, alguém apunhalou o Matinada”, contou Fabato.

Acusado provou inocência

Como era de se esperar o crime chamou atenção e precisou ser investigado. No primeiro momento, as autoridades acusaram e prenderam o mestre-sala Avelino dos Santos, conhecido como Bicho Novo.

Contudo, Bicho Novo acabou liberado depois que a polícia verificou que ele nem mesmo estava presente em São Januário na hora da confusão. Sebastião Bezerra Resende, o Dedé, também chegou a ser detido como suspeito pelo crime.

A escritora Rachel de Queiroz publicou na época uma crônica que lembrava da morte de Matinada e fazia referência a uma possível lenda.

“Abro agora um parêntese para cantar a glória de Matinada, mestre de canto de uma escola de samba que morreu aqui no Rio, apunhalado na concentração do estádio do Vasco. Lá na Ilha já corre uma lenda lindíssima: que Matinada morreu mas deixou doze no chão, com o risco de sua navalha” escreveu Rachel.

Inspiração para Paulinho da Viola

Portelense e vascaíno, Paulinho da Viola foi impactado pelo carnaval de 1945 de forma contundente, apesar de seus 3 anos de idade na época.

Pesquisadores contam que o sambista que hoje tem 83 anos estava em São Januário naquele dia e viu e ouviu do pai relatos da grande confusão que terminou com a morte de Matinada.

“O que de fato aconteceu é que o Paulinho da Viola, ainda bebê, estaria em São Januário nesse momento e soube pelo pai da confusão. A história conta que isso teria marcado ele e anos depois, junto com Aldir Blanc, fez o samba”.

Trinta e três anos depois, em 1978, Paulinho da Viola e Aldir Blanc escreveram juntos a letra de ‘Botafogo, Chão de Estrelas’, uma poesia repleta de metáforas, sobre o bairro de Botafogo, na Zona Sul. A música fala de um lugar de contrastes entre beleza e decadência, sonhos e realidade.

O trecho da obra que cita a morte durante os desfiles de 1945 diz: “Morreu assassinado o Matinada / Nas confusões que vestem fevereiro”.

Paulinho e Aldir fazem uma crítica social ao sugerir que as “confusões” (violência, desigualdade, tensões) são trajes temporários que se repetem todo ano.

Sobre Matinada, sua morte violenta simboliza a violência urbana e o descaso com vidas periféricas, algo que Aldir Blanc frequentemente denunciava em suas letras.

Matinada é na música uma vítima simbólica de um sistema que marginaliza e mata, enquanto a sociedade se distrai com as roupas festivas de fevereiro.

Veja a letra completa de ‘Botafogo, Chão de Estrelas’:

Quando

O paraíso das cabrochas

Do seu Oswaldo Tintureiro

Desfilou e abriu o mar

O mar

Que também é quizumbeiro

Morreu assassinado o Matinada

Nas confusões que vestem fevereiro

Botafogo saiu pelo sem rival

Brincou com os gaviões

E do funil eu era fã

Juntos, mar e fantasia

Ganhando prêmios do Correio da Manhã

Mauro Duarte

Engenho e arte

Como disse o cantor dos navegantes

Vindo à vela da rua Marquês de Abrantes

Com Pica-Fumo, Ivo e Zorba Devagar

Miúdo, Eli Campos e Jair Cubano

Alcides, no cantinho da fofoca nacional

Figuras nobres do imaginário

Do país do carnaval

Figuras nobres do imaginário

Do país do carnaval

Depois, com Niltinho Tristeza

O samba se uniu para brilhar

Ganhou paradas e foi aquela beleza

Tanto fazia ser de Botafogo ou do Humaitá

Pra quem chegar

Pra quem chegar agora

E ouvir a minha história

Meu samba tem

A honra de anunciar

Sou a estrela solitária

Botando fogo

No crepom azul do mar

Fonte: g1

Futmesa: Tarouca é bronze no Torneio Rio-São Paulo Individual de Dadinho

vascofutmesa

Tarouca conquista medalha de bronze no Torneio Rio-São Paulo de Dadinho

O atleta vascaíno Tarouca brilhou na competição individual do Torneio Rio-São Paulo de Dadinho, realizada no dia 22 de fevereiro de 2025, no Clube Dalmácia, na Mooca, São Paulo. Com uma campanha de alto nível, Tarouca garantiu a medalha de bronze para o Vasco Futmesa.

Semifinal: Empate em 2×2 contra Bandini (Fluminense), com eliminação nos critérios de desempate.

Disputa pelo 3º lugar: Vitória por 5×3 contra Willon(Corinthians).

Com essa conquista, Tarouca, atual campeão estadual master, mostrou grande desempenho e competitividade, representando com orgulho as cores do Vasco. O Vasco Futmesa segue se destacando no cenário nacional e já se prepara para os próximos desafios. Acompanhe as redes sociais do Vasco Futmesa para mais novidades! 💢

Fonte: Instagram Vasco Futmesa

Especulado no Vasco, Deyverson está na mira do Vitória

Após fracassar na negociação com Federico Girotti, do Talleres, da Argentina, o atacante Deyverson se tornou alvo do Vitória. O atacante pertence ao Atlético-MG e vem sendo pouco utilizado pelo técnico Cuca. Seu contrato termina em dezembro de 2025.

A Agência RTI Esporte apurou que o clube baiano está disposto a desembolsar US$ 500 mil (R$ 2,9 milhões, na cotação atual) para tirá-lo do Atlético-MG. A ideia é contratá-lo para ser o grande astro do time com foco na disputa da Copa Sul-Americana.

O valor, aliás, vem sendo considerado baixo pelo alto comando alvinegro. No entanto, a diretoria não descarta negociá-lo no mercado da bola. Porém, só ouvirá ofertas por seu jogador após os jogos contra o América-MG pelo Campeonato Mineiro.

O Galo tem a necessidade de buscar receitas para buscar mais refoços em 2025. Desta forma, o Atlético-MG espera receber prposta com valores mais altos por Deyverson. Afinal, o clube pagou R$ 4,5 milhões para tirá-lo do Cuiabá em agosto de 2024.

Deyverson, por sua vez, estaria disposto a ouvir propostas de clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. O atacante, além do Vitória, também foi contatado por representantes do Ceará, Grêmio e Sport. As conversas, entretanto, não foram convertidas em propostas oficiais.

Ainda segundo apurou a reportagem, o Vitória ofereceu R$ 400 mil por mês, bonificações, luvas e contrato até dezembro de 2027. Por outro lado, Deyverson exige salário de R$ 600 mil e vínculo de três temporadas, ou seja, até o fim de 2028.

Isso significa que o centroavante teria o maior vencimento da folha salarial do rubro-negro baiano. No Atlético-MG, por exemplo, o atacante recebe R$700 mil por mês. O valor inclui salário na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), luvas e direitos de imagem.

Na atual temporada, Deyverson disputou sete partidas com a camisa alvinegra. Ele, entretanto, acabou sendo utilizado somente uma vez como titular pelo técnico Cuca. Além disso, soma um gol e uma assistência pelo Atlético-MG.

Fonte: RTI Esporte