Há 80 anos, São Januário recebia o desfile das escolas de samba; Portela foi a campeã

Há 80 anos, São Januário recebia o desfile das escolas de samba; Portela foi a campeã

Há 80 anos, em 1945, o Rio de Janeiro celebrava um carnaval totalmente diferente de todos os outros de sua história. Em meio à Segunda Guerra Mundial, o gramado de São Januário trocou os craques por passistas, foliões e alegorias e viu a Portela ser coroada pentacampeã do carnaval.

Além da festa popular no campo do Vasco da Gama, uma tragédia manchou aquele carnaval. Entre confetes e serpentinas, o sambista Matinada foi assassinado com uma facada no meio do gramado.

O crime ecoaria na cidade e seria eternizado na música de Paulinho da Viola e Aldir Blanc, ‘Botafogo, Chão De Estrelas’. Um evento totalmente atípico, que misturou glória e violência, e ficou marcado na memória do carnaval do Rio.

Para o jornalista, escritor e pesquisador da cultura popular Fábio Fabato, aquele carnaval apresentou elementos de uma típica crônica carioca, misturando paixões do povo como o carnaval e o futebol, com uma tragédia que chocou a cidade.

“Matinada foi assassinado no campo do Vasco, durante o carnaval. Isso gerou até uma crônica da Rachel de Queiroz (…) Esse episódio ficou maior que o carnaval”, analisa.

“Foi um fato que entrou para a crônica de costumes da cidade. Uma cidade forjada em crimes, carnaval e futebol e você tem ali todos esses elementos que apontam para uma crônica carioca. Tudo nesse carnaval tem essa alma que o Rio de janeiro carrega até hoje. É um crime que vence o próprio carnaval. As pessoas falam muito mais disso do que do título da Portela”, comentou Fábio Fabato.

*Leia mais sobre o crime no fim da reportagem.

Desfiles no estádio

O Rio de Janeiro de 1945 vivia um período único em sua história. Capital do país na época, o Rio sofria os efeitos da entrada do Brasil na 2ª Guerra Mundial, desde 1942, ao lado dos países aliados contra a Alemanha nazista.

Entre os desafios impostos pela guerra que acontecia em grande parte na Europa, estavam medidas de precaução contra bombardeios e o desligamento parcial ou total da rede de energia elétrica da cidade.

Diante desse cenário, o clima não era muito propício para a realização do carnaval de 1945. A imprensa da época foi contra e fez pressão para que o poder público não assumisse a festa nas mesmas proporções de outros anos.

Além do contexto da guerra, outro fator foi determinante para que os desfiles das escolas de samba acontecessem em São Januário naquele ano: a destruição da Praça Onze.

No local, funcionava o Centro Religioso da Tia Ciata, um sobrado frequentado por artistas e considerado o berço do samba no Rio de Janeiro. A demolição da praça causou revolta entre os sambistas.

“A escolha de São Januário se dá porque era o grande palco esportivo e político da cidade. Ainda não tinha o Maracanã. (…) Em 1945, as escolas de samba ainda eram tratadas como uma coisa menor e por isso os desfiles foram deslocados pra lá, muito pelo contexto da guerra, mas também pela destruição da Praça Onze”, explicou Fabato.

Na década de 1940, as escolas de samba ainda lutavam por legitimidade e reconhecimento na sociedade, tanto é que os desfiles ainda não eram os principais eventos do carnaval da cidade.

Os ranchos – grupos organizados que desfilavam apresentações com alegorias e orquestras de sopros – e as grandes sociedades do carnaval, que já desfilavam na Avenida Rio Branco, não tiveram autorização do governo para desfilar em 1945.

“Nessa época (1945), eram muitas ligas diferentes. A coisa fica um pouco mais organizada a partir da metade da década de 1950. (…) Em 1945, era um momento de romantismo, de escolas modestas e poucos recursos”, conta o pesquisador.

“Aquele foi um evento considerado pequeno na cidade. (…) As grandes sociedades e os desfiles de rancho ainda eram os maiores eventos do carnaval na época”, reforçou Fabato.

Nesse cenário, São Januário foi escolhido. O estádio era o único grande local do Rio de Janeiro e já havia sido utilizado para festejos cívicos. Em 1943, inclusive, já havia sido palco de um desfile não-oficial das escolas, organizado pela então primeira-dama do Brasil, Darcy Vargas, esposa de Getúlio Vargas.

Portela segue sua hegemonia

Com o Estádio de São Januário definido para a realização dos desfiles, a Liga de Defesa Nacional (LDN) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) assumiram a organização do evento.

Quatro escolas conseguiram financiar seus desfiles e confirmaram presença na competição no campo do Vasco. Os participantes eram:

  • Portela;
  • Mangueira;
  • Depois Eu Digo (do Morro do Salgueiro);
  • e Cada Ano Sai Melhor (do Morro do São Carlos).

A Portela era a potência da época e acumulava troféus desde 1941, com uma sequência de títulos que se estendeu até 1947.

A Mangueira também já era uma grande escola, tendo conquistado um tricampeonato, entre 1932 e 1934, e o título de 1940. Contudo, a Verde o Rosa acumulou três vice-campeonatos seguidos, em 1943, 1944 e 1945.

Conhecida como o “Expresso da Vitória do samba”, a Portela conquistou o título naquele ano com o samba “Brasil Glorioso”, de Ventura.

É bom lembrar que naquele ano, todas as escolas tiveram que fazer seus enredos com temas patrióticos, refletindo o clima nacionalista impulsionado pela participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Versões de um crime bárbaro

“Um crime que entrou para a história do Rio”. Assim o pesquisador define a morte do sambista Matinada durante os desfiles do carnaval de 1945.

Como o carnaval daquele ano não contou com a simpatia da imprensa, os desfiles não foram registrados. Por isso também é muito difícil buscar informações sobre o que de fato aconteceu naquele dia.

Se os desfiles não despertavam tanta atenção, a morte de um sambista no meio do campo de São Januário ganhou as páginas de todos os jornais que cobriam o noticiário policial da época.

“O crime entrou para a história jornalística do Rio. Por mais que a gente tenha pouco registro, sabemos que o assassinato foi dentro de São Januário. A história tem muita memória oral, mas pouco registro jornalístico”, conta Fabato.

Uma das versões, segundo Fábio Fabato, é que uma briga generalizada envolvendo os sambistas das escolas Depois Eu Digo e Cada Ano Sai Melhor terminou com a morte de Matinada, um sambista ligado à escola com sede no Morro do Salgueiro.

A briga de fato aconteceu e foi uma batalha entre muitas pessoas. A dúvida, segundo Fabato, é se Matinada morreu por conta da briga ou se a morte dele provocou o embate generalizado.

“O que aconteceu de fato foi uma porrada generalizada entre a Depois Eu Digo, que era uma escola do Morro do Salgueiro, e a Cada Ano Sai Melhor, do morro do São Carlos”, lembrou o pesquisador.

O Jornal do Brasil, em sua edição de 6 de fevereiro de 1945, contou que, além de Matinada, houve ainda 14 feridos no interior de São Januário. A reportagem afirma ainda que uma série de prisões foram feitas pela polícia.

Quando a situação se acalmou, de acordo com a reportagem, José de Oliveira, o Matinada, de 20 anos, foi identificado. Morador do Morro do Salgueiro, Matinada era integrante da escola de samba Depois Eu Digo. Segundo a matéria, a polícia não sabia qual a causa do conflito, apesar de várias versões.

Uma cantada fatal

Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas uma das versões para o início da briga diz que uma cantada de um integrante da Depois Eu Digo para uma porta bandeira da Cada Ano Sai Melhor foi o sinal de largada para a confusão.

Essa mesma versão tem dois possíveis detalhes que podem fazer toda a diferença para o desfecho do caso. De acordo com Fabato, uma das versões diz que um homem identificado como Levi foi o responsável pela cantada e que, ao ser confrontado, mentiu seu nome e teria dito se chamar Matinada.

“Uma das versões envolve uma briga por cantada. Um mestre sala chamado Levi deu uma cantada numa porta bandeira do São Carlos. Mas ele não foi o alvo da confusão porque ele teria dado o próprio nome errado. Ele disse que se chamava Matinada. E quando alguém perguntou: ‘Quem é Matinada?’. Essa pessoa foi lá e deu uma facada no Matinada verdadeiro”.

“Outra versão diz que houve uma confusão generalizada, o que era comum na época, e no meio da confusão, alguém apunhalou o Matinada”, contou Fabato.

Acusado provou inocência

Como era de se esperar o crime chamou atenção e precisou ser investigado. No primeiro momento, as autoridades acusaram e prenderam o mestre-sala Avelino dos Santos, conhecido como Bicho Novo.

Contudo, Bicho Novo acabou liberado depois que a polícia verificou que ele nem mesmo estava presente em São Januário na hora da confusão. Sebastião Bezerra Resende, o Dedé, também chegou a ser detido como suspeito pelo crime.

A escritora Rachel de Queiroz publicou na época uma crônica que lembrava da morte de Matinada e fazia referência a uma possível lenda.

“Abro agora um parêntese para cantar a glória de Matinada, mestre de canto de uma escola de samba que morreu aqui no Rio, apunhalado na concentração do estádio do Vasco. Lá na Ilha já corre uma lenda lindíssima: que Matinada morreu mas deixou doze no chão, com o risco de sua navalha” escreveu Rachel.

Inspiração para Paulinho da Viola

Portelense e vascaíno, Paulinho da Viola foi impactado pelo carnaval de 1945 de forma contundente, apesar de seus 3 anos de idade na época.

Pesquisadores contam que o sambista que hoje tem 83 anos estava em São Januário naquele dia e viu e ouviu do pai relatos da grande confusão que terminou com a morte de Matinada.

“O que de fato aconteceu é que o Paulinho da Viola, ainda bebê, estaria em São Januário nesse momento e soube pelo pai da confusão. A história conta que isso teria marcado ele e anos depois, junto com Aldir Blanc, fez o samba”.

Trinta e três anos depois, em 1978, Paulinho da Viola e Aldir Blanc escreveram juntos a letra de ‘Botafogo, Chão de Estrelas’, uma poesia repleta de metáforas, sobre o bairro de Botafogo, na Zona Sul. A música fala de um lugar de contrastes entre beleza e decadência, sonhos e realidade.

O trecho da obra que cita a morte durante os desfiles de 1945 diz: “Morreu assassinado o Matinada / Nas confusões que vestem fevereiro”.

Paulinho e Aldir fazem uma crítica social ao sugerir que as “confusões” (violência, desigualdade, tensões) são trajes temporários que se repetem todo ano.

Sobre Matinada, sua morte violenta simboliza a violência urbana e o descaso com vidas periféricas, algo que Aldir Blanc frequentemente denunciava em suas letras.

Matinada é na música uma vítima simbólica de um sistema que marginaliza e mata, enquanto a sociedade se distrai com as roupas festivas de fevereiro.

Veja a letra completa de ‘Botafogo, Chão de Estrelas’:

Quando

O paraíso das cabrochas

Do seu Oswaldo Tintureiro

Desfilou e abriu o mar

O mar

Que também é quizumbeiro

Morreu assassinado o Matinada

Nas confusões que vestem fevereiro

Botafogo saiu pelo sem rival

Brincou com os gaviões

E do funil eu era fã

Juntos, mar e fantasia

Ganhando prêmios do Correio da Manhã

Mauro Duarte

Engenho e arte

Como disse o cantor dos navegantes

Vindo à vela da rua Marquês de Abrantes

Com Pica-Fumo, Ivo e Zorba Devagar

Miúdo, Eli Campos e Jair Cubano

Alcides, no cantinho da fofoca nacional

Figuras nobres do imaginário

Do país do carnaval

Figuras nobres do imaginário

Do país do carnaval

Depois, com Niltinho Tristeza

O samba se uniu para brilhar

Ganhou paradas e foi aquela beleza

Tanto fazia ser de Botafogo ou do Humaitá

Pra quem chegar

Pra quem chegar agora

E ouvir a minha história

Meu samba tem

A honra de anunciar

Sou a estrela solitária

Botando fogo

No crepom azul do mar

Fonte: g1

Futmesa: Tarouca é bronze no Torneio Rio-São Paulo Individual de Dadinho

vascofutmesa

Tarouca conquista medalha de bronze no Torneio Rio-São Paulo de Dadinho

O atleta vascaíno Tarouca brilhou na competição individual do Torneio Rio-São Paulo de Dadinho, realizada no dia 22 de fevereiro de 2025, no Clube Dalmácia, na Mooca, São Paulo. Com uma campanha de alto nível, Tarouca garantiu a medalha de bronze para o Vasco Futmesa.

Semifinal: Empate em 2×2 contra Bandini (Fluminense), com eliminação nos critérios de desempate.

Disputa pelo 3º lugar: Vitória por 5×3 contra Willon(Corinthians).

Com essa conquista, Tarouca, atual campeão estadual master, mostrou grande desempenho e competitividade, representando com orgulho as cores do Vasco. O Vasco Futmesa segue se destacando no cenário nacional e já se prepara para os próximos desafios. Acompanhe as redes sociais do Vasco Futmesa para mais novidades! 💢

Fonte: Instagram Vasco Futmesa

Especulado no Vasco, Deyverson está na mira do Vitória

Após fracassar na negociação com Federico Girotti, do Talleres, da Argentina, o atacante Deyverson se tornou alvo do Vitória. O atacante pertence ao Atlético-MG e vem sendo pouco utilizado pelo técnico Cuca. Seu contrato termina em dezembro de 2025.

A Agência RTI Esporte apurou que o clube baiano está disposto a desembolsar US$ 500 mil (R$ 2,9 milhões, na cotação atual) para tirá-lo do Atlético-MG. A ideia é contratá-lo para ser o grande astro do time com foco na disputa da Copa Sul-Americana.

O valor, aliás, vem sendo considerado baixo pelo alto comando alvinegro. No entanto, a diretoria não descarta negociá-lo no mercado da bola. Porém, só ouvirá ofertas por seu jogador após os jogos contra o América-MG pelo Campeonato Mineiro.

O Galo tem a necessidade de buscar receitas para buscar mais refoços em 2025. Desta forma, o Atlético-MG espera receber prposta com valores mais altos por Deyverson. Afinal, o clube pagou R$ 4,5 milhões para tirá-lo do Cuiabá em agosto de 2024.

Deyverson, por sua vez, estaria disposto a ouvir propostas de clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. O atacante, além do Vitória, também foi contatado por representantes do Ceará, Grêmio e Sport. As conversas, entretanto, não foram convertidas em propostas oficiais.

Ainda segundo apurou a reportagem, o Vitória ofereceu R$ 400 mil por mês, bonificações, luvas e contrato até dezembro de 2027. Por outro lado, Deyverson exige salário de R$ 600 mil e vínculo de três temporadas, ou seja, até o fim de 2028.

Isso significa que o centroavante teria o maior vencimento da folha salarial do rubro-negro baiano. No Atlético-MG, por exemplo, o atacante recebe R$700 mil por mês. O valor inclui salário na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), luvas e direitos de imagem.

Na atual temporada, Deyverson disputou sete partidas com a camisa alvinegra. Ele, entretanto, acabou sendo utilizado somente uma vez como titular pelo técnico Cuca. Além disso, soma um gol e uma assistência pelo Atlético-MG.

Fonte: RTI Esporte

Vasco foi o 10º time da Série A que mais investiu em reforços na atual janela

Vasco foi o 10º time da Série A que mais investiu em reforços na atual janela

Segunda-feira, 03/03/2025 – 04:07

DataFut @DataFutebol

Quais times do Brasileirão tem os ingressos mais caros nos Estaduais?

Opiniões? 💸🤔

*VALORES APROXIMADOS

**Compras de jogadores que já estavam no elenco foram consideradas

***Trocas de clubes baseada em perdão de dívidas, foi contado o valor total

****Os valores não são integralmente pagos nessa temporada, são parcelados.

Fonte: X DataFut

Confira os jogos do Vasco na história em 3 de março

Confira os jogos do Vasco na história em 3 de março

Segunda-feira, 03/03/2025 – 05:27

Confira os jogos do Vasco na história em 3 de março:
Jogos Vitórias Empates Derrotas
12 7 2 3

Data Placar Adversário Competição
03/03/1918 3 x 4 Icaraí-RJ Amistoso 1918
03/03/1956 4 x 0 Bangu-RJ Campeonato Carioca 1955
03/03/1970 2 x 1 Olaria-RJ Taça Guanabara 1970
03/03/1978 3 x 0 Mixto-MT Torneio Heleno Nunes 1978
03/03/1985 1 x 3 Botafogo-RJ Campeonato Brasileiro 1985
03/03/1993 1 x 1 Olaria-RJ Campeonato Carioca 1993
03/03/1996 1 x 1 Nagoya Grampus-JAP Amistoso 1996
03/03/1999 2 x 1 Santos-SP Torneio Rio-São Paulo 1999
03/03/2010 2 x 0 Bangu-RJ Campeonato Carioca 2010
03/03/2012 2 x 0 Olaria-RJ Campeonato Carioca 2012
03/03/2021 0 x 1 Portuguesa-RJ Campeonato Carioca 2021
03/03/2024 4 x 0 Portuguesa-RJ Campeonato Carioca 2024

Clique aqui e confira os confrontos na história.

Fonte: NETVASCO

Veja fotos de vascaínos no Carnaval do Rio de Janeiro desde a década de 1970

Veja abaixo fotos de jogadores, torcedores, treinadores e dirigentes do Vasco no Carnaval do Rio de Janeiro desde a década de 1970 até os dias de hoje.

Fonte: NETVASCO (texto, legendas), O Globo (fotos), ge (fotos), Extra (foto), Lancenet (fotos), SRZD (foto), Rede Local de Notícias (foto), Instagram Juha Tamminen (fotos), Coluna Ancelmo Gois – O Globo (foto), Facebook do jogador Tenorio (foto), Facebook de Roberto Dinamite (foto), X da jornalista Sofia Miranda/ge (foto), Facebook oficial do Vasco (foto), Instagram de Daniela Christiansson (foto), X do jornalista Fabio Azevedo/Fanático Vascaíno (foto), X de Roberto Dinamite (foto), Instagram do jogador Rossi (foto), X News Almirante (foto)

Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Fábio Carille após Vasco 0 x 1 Urubu

Técnico do Vasco, Fábio Carille mostrou preocupação com o lado mental da sua equipe depois da derrota por 1 a 0 para o Flamengo neste sábado, no Nilton Santos, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca. As equipes voltam a se enfrentar no próximo sábado, no Maracanã.

Para o treinador, o Vasco sentiu muito depois de sofrer o gol marcado por Bruno Henrique, aos 21 minutos do segundo tempo.

– Primeiro tempo brigamos, lutamos, quisemos lutar e até passamos um pouquinho da dose de tanta vontade. Na parada técnica pedi para eles terem calma. Começou a amarelar muito cedo. No segundo tempo eles começaram a usar muito o Rossi, começou a levar o nosso time para trás e isso tirou um pouco da nossa paciência – avaliou o treinador na entrevista coletiva.

“Não é a primeira vez que acontece, eu tenho que trabalhar muito o mental desse time. Quando toma um gol parece que tudo acabou. A gente trabalha para não tomar gol, mas faz parte do jogo. Tem que ficar firme, forte, mas a gente se entrega. Esse é um trabalho meu”, completou.

– Temos que buscar esse equilíbrio o jogo todo. Fizemos 25 minutos bons contra o Fluminense mas depois nos perdemos, às vezes é um bom primeiro tempo e um segundo tempo ruim. É buscar equilíbrio – concluiu ele.

Carille também comentou a impaciência da torcida no Nilton Santos quando perguntado sobre o que fazer para trazer o torcedor para o seu lado.

– É ganhando. É tendo a atitude do primeiro tempo e trazendo o torcedor ao nosso favor. Esse descontentamento do torcedor não vem de hoje. Isso se passa por tudo isso que o Pedrinho está trabalhando e está tentando fazer, ele vai fazer o Vasco ser muito forte. Está resolvendo um monte de coisa aos poucos – disse ele.

– Os três adversários aqui do Rio conquistando nos últimos anos. Botafogo, Fluminense e Flamengo conquistando, isso traz uma impaciência ainda maior do torcedor. Nós aqui dentro temos que saber isso. E tem que continuar trabalhando, tá? É um grupo qualificado e que agora é o meu trabalho e da minha comissão para que a gente seja mais organizado dentro de campo durante os 90 minutos – concluiu.

Flamengo e Vasco fazem o segundo jogo da semifinal do Carioca no próximo sábado, às 17h45 (de Brasília), no Maracanã. Antes disso, o time de Carille tem um compromisso importante contra o Nova Iguaçu na quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil.

Leia mais sobre a coletiva de Fábio Carille:

Por que não começou com os reforços (Loide, Garré e Nuno) como titulares?

– Essa pergunta é a mais fácil do mundo para responder. Vêm (pontas contratados) de um clima frio, dificuldade durante a semana, se coloca para iniciar não sei nem se termina o primeiro tempo. São bons jogadores mas vão ter que passar por uma adaptação.

Pouco espaço para Sforza

– É um jogador muito técnico, sendo muito profissional mesmo nessas condições. Daqui a pouquinho teremos que sentar e ver o que é melhor para o Vasco. Temos muitos jogadores de qualidade de trabalho, para que possamos abrir para garotos, para poder que esses meninos venham. Todos merecem atenção. Teremos que fazer esse processo pelo bem do Vasco.

Como melhorar o desequilíbrio?

– Esse equilíbrio passa muito por uma organização melhor, pelos atletas terem melhores escolhas e a gente organizar melhor a bola nos pés. Muitas vezes entregamos a bola assim que recuperamos. É um pouco de tudo. Temos jogadores qualificados chegando. Agora é trabalhar, deixar as coisas bem claras para os atletas, principalmente os que estão chegando, para melhorar.

Próxima semana decisiva

– É o mental. Tem que virar a chave e pensar só na Copa do Brasil porque lá não tem espçao para erros. Sabemos do momento do Flamengo e do nosso. É usar nossas armas. Teremos pouco tempo, mas já sei o que é o futebol brasileiro. É muito vídeo, conversa… Não é reclamar e sim buscar alternativas. É ter esse equilíbrio o quanto antes para ter uma regularidade maior.

Nova Iguaçu na quarta-feira

– É uma equipe que fez um bom campeonato ano passado, sendo vice-campeão. Muitos jogadores do ano passado continuam, acho que sete jogadores de 2024 estavam no jogo contra o Vasco (no Carioca). É fazer o nosso e ter uma boa estratégia ofensiva e defensiva.

Chances perdidas contra o Flamengo

– Foi um jogo de poucas oportunidades dos dois lados. Foi a bola na trave do Flamengo e a do Rayan, além da bola do João Victor. Um jogo decidido no detalhe, Bruno Henrique acertou um chute no ângulo. Temos que ter a consciência de ter regularidade o tempo inteiro.

O que mudar para o jogo da volta?

– Antes de sábado tem Copa do Brasil, tá? É muito sério. Não dá para pensar no Flamengo antes disso. A responsabilidade é toda nossa contra o Nova Iguaçu. É preparar melhor os jogadores que estão chegando, entender o que é Vasco, entender o que é jogar com essa camisa. Se eu coloco para jogar na quarta também seria um aprendizado. Estou tendo que acelerar tudo. O início não foi igual do segundo tempo, mas a gente meio que se entrega depois que leva o gol. O gol faz parte do jogo. Temos que continuar se entregando.

Fonte: ge