João Victor explica comemoração com Carille: “Para mostrar que estamos todos de acordo com ele”
Na vitória do Vasco pro 3 a 1 sobre o Sport neste sábado, pela terceira rodada do Brasileirão, uma cena chamou atenção: enquanto alguns jogadores comemoravam com Vegetti o primeiro gol vascaíno, João Victor convocou os companheiros para festejar com Fábio Carille na beira do campo. O treinador está pressionado no cargo.
O zagueiro titular da defesa do Vasco puxou o coro de apoio ao comandante durante e depois do jogo, em entrevista na zona mista. Aos jornalistas, ele explicou que o gesto teve com objetivo demonstrar a confiança que o elenco tem em Carille.
– A atitude é para mostrar que todo mundo está de acordo com ele. A gente sabe que, em alguns momentos, as coisas não acontecem e parece que não está sendo feito um bom trabalho, mas a gente acredita muito nele, acredita no que a gente vem fazendo nos treinamentos e a gente sabe que a gente vai dar a volta por cima e vamos brigar lá em cima na tabela- afirmou o zagueiro.
“O grupo está 100% fechado com ele”, prosseguiu.
– E um cara que trabalha bastante, que se dedica bastante. Tenho certeza que as evoluções vão ocorrer, e dentro de campo vocês vão ver essa evolução. A gente tem que se unir cada vez mais porque, com o Carille ou com outro, se sempre continuar assim e a performance não for boa em campo, nenhum treinador vai fazer com que o time jogue. Então temos que focar e nos unir cada vez mais para ficarmos juntos e conseguir brigar lá em cima na tabela – completou.
João Victor também comentou o comportamento da torcida em São Januário. Diferente da vitória sobre o Puerto Cabello, pela Sul-Americana, não houve vaias nem protestos com a bola rolando.
– Estamos focados no nosso grupo, se a torcida vai vaiar ou não, é eles que escolhem o que querem fazer. Estamos muito focados nos nossos objetivos e a gente sabe que em casa a gente tem que conseguir os três pontos de qualquer maneira. E fora de casa também a gente vai buscar esses três pontos, mas em casa principalmente a gente tem que conseguir os três pontos – disse o zagueiro.
O Vasco volta a campo na próxima terça-feira para enfrentar o Ceará, às 21h30 (de Brasília), no Castelão pela quarta rodada do Brasileirão.
Lucas Freitas novamente fez uma boa partida. Quando foi para o banco era um dos jogadores que melhor jogava na temporada. Os números mostram isso. Hoje mesma coisa:
Ainda sem empolgar, o Vasco fez o dever de casa neste sábado e venceu o Sport por 3 a 1 em São Januário, no jogo válido pela terceira rodada do Brasileirão. Um resultado importante diante da sequência difícil que a equipe terá pela frente e que ao menos serve para aliviar a pressão sobre o treinador Fábio Carille.
Carille agora tem nove vitórias em 17 jogos no comando do Vasco, o que representa um aproveitamento de 58%. Não foram os resultados que conduziram o treinador com a corda no pescoço para o jogo deste sábado, no entanto. Mas a maneira como a equipe vinha atuando. Contra o Sport, o Vasco apresentou problemas parecidos.
O time não conseguiu se impor, apesar de alguns momentos de superioridade, como no início e no fim do primeiro tempo. Mas deu muito espaço para o adversário, sofreu sustos (embora Léo Jardim não tenha sido muito exigido) e terminou a partida com menos posse de bola (47%) e menos finalizações (17 contra 10).
A diferença é que o Vasco foi mais eficiente em comparação a jogos anteriores, aproveitou as chances criadas e matou o jogo com duas bolas paradas que terminaram em gols de Vegetti e com um lance de contra-ataque no fim, fazendo-se valer da velocidade de Rayan contra o cansaço da defesa adversária àquela altura.
O Vasco foi dominado pelo Sport dos 10 minutos até o primeiro gol do Vegetti, aos 31; e do início do segundo tempo até as entradas de Jair e Adson, aos 16. É esse tipo de situação que Carille precisa combater. Por outro lado, o treinador tem méritos por ter acertado nas substituições e parece ter o elenco nas mãos, a julgar pelas entrevistas e manifestações dos jogadores – neste sábado, João Victor puxou os companheiros para comemorar com o técnico o primeiro gol.
As atuações individuais de Philippe Coutinho, Nuno Moreira e Paulo Henrique apontam o caminho por onde o treinador pode seguir. E Vegetti, marcando nas duas únicas oportunidades que teve na partida, mostrou mais uma vez seu poder de decisão. Com meia hora em campo, Adson entregou mais do que Garré na ponta direita, mas Carille revelou na coletiva que o atacante ainda não tem condições físicas de jogar uma partida inteira.
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Como foi o jogo
Na noite deste sábado, o Vasco teve um primeiro tempo acidentado, deixou o Sport gostar do jogo em determinado momento, mas aproveitou as oportunidades e foi para o intervalo vencendo por 2 a 0. A equipe nos primeiros minutos sofreu dificuldades para criar e furar a defesa rubro-negra. A única finalização perigosa antes dos 30 minutos foi num chutaço de Coutinho de fora da área que obrigou Caíque França a defender bem.
Sem conseguir assustar, o Vasco permitiu que o Sport crescesse na partida: os pernambucanos chegaram a igualar a posse de bola e, antes de Vegetti entrar em cena, tinham mais finalizações. Não houve chances claríssimas, mas o time comandado por Pepa comandou as ações por aproximadamente 15 minutos e empurrou os donos da casa contra o seu próprio gol.
Ao contrário do jogo contra o Puerto Cabello, Carille começa entrevista elogiando torcedor
Até que, aos 30, uma escapada de Nuno Moreira pela esquerda mudou o rumo da partida. O português foi derrubado com falta. Na cobrança, a bola sobrou para Garré, que levantou na cabeça de Coutinho, que por sua vez ajeitou para Vegetti abrir o placar. O Sport sentiu o baque, e o Vasco se aproveitou do momento para marcar logo o segundo e dar tranquilidade para o resto da partida. Vegetti, depois de assistência de Nuno Moreira, marcou de cabeça seu 13º gol na temporada.
O Sport voltou melhor do intervalo, deu trabalho para Léo Jardim em uma cobrança de falta de Barletta e acertou o travessão em outra finalização do atacante. Aos nove, Hugo Moura tentou cortar o escanteio na primeira trave e mandou contra o próprio gol. Até ali, somente o Sport estava jogando no segundo tempo.
Tchê Tchê e Garré eram os jogadores que menos estavam produzindo e saíram para as entradas de Jair e Adson, que recolocaram o Vasco na partida. A equipe passou a conseguir criar jogadas também pela direita e chegar com mais jogadores no ataque. Adson, Coutinho e Lucas Piton por muito pouco não diminuíram em finalizações de longa distância.
Dali em diante, o Vasco teve provavelmente seu melhor momento na partida. Soube brecar o ímpeto do adversário e administrar a vantagem até chegar ao terceiro gol num que começa com lançamento longo de Payet e termina com Rayan ganhando na velocidade do marcador e batendo no canto do goleiro.
Cinco dos sete jogadores do sistema defensivo do Vasco na derrota para o Corinthians também enfrentaram o Sport
Gilmar Ferreira @gilmarferreira
O curioso da atuação do Vasco nos 3 a 1 sobre o Sport é que cinco dos sete jogadores que formaram o sistema defensivo na derrota de 3 a 0 para o Corinthians em Itaquera estavam em campo na noite deste sábado em São Januário, E o sexto, o volante Jair, entrou no segundo tempo, quando era preciso confirmar a vitória. Ainda começaram aquele confronto Matheus Carvalho, Payet e Ryan, que reivindicam pompa de titular. Portanto, a discussão sobre a escolha dos jogadores para um jogo a cada três ou quatro dias é de fato bem complexa. Sobretudo, quando se trata de times em formação. O fato é que o trabalho de Fábio Carille não deveria ser prejulgado com base nos rótulos de sua embalagem. Mas pelo tanto que consegue extrair de seus comandados na missão de levar prazer e alegria aos torcedores que os remuneram.