Probabilidade de rebaixamento do Vasco sobe para 2,6% após derrota para o Bahia

Os cálculos do departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontam que o Juventude está virtualmente rebaixado no Campeonato Brasileiro. De acordo com as projeções, o clube gaúcho tem risco de 98% de queda à Série B de 2026.

A equipe ocupa a 19ª (e penúltima) colocação do Brasileirão, com 33 pontos em 35 rodadas. O primeiro fora da zona de rebaixamento é o Vitória, 16º, com 39 pontos na mesma quantidade de partidas disputadas.

O Ju tem apenas mais três jogos pela frente – ou seja, pode chegar a no máximo 42 pontos. As rodadas derradeiras reservam confrontos com Bahia (em casa), Santos (em casa) e Corinthians (fora de casa), nessa ordem.

A UFMG atualizou o risco de queda neste domingo (23/11), após os jogos da tarde pela 35ª rodada. O Juventude perdeu para o São Paulo por 2 a 1, na Vila Belmiro, em Santos.

Outra partida relevante nessa disputa foi o triunfo do Vitória por 3 a 1 sobre o Sport, na Ilha do Retiro, no Recife.

O Sport, aliás, já está rebaixado. O time pernambucano é o lanterna, com 17 pontos.

Risco de rebaixamento

• Corinthians – 0,0024%

• Atlético – 0,0457%

• Grêmio – 0,50%

• Ceará – 1,8%

• Vasco – 2,6%

• Internacional – 8,1%

• Vitória – 44,4%

• Santos – 54,6%

• Fortaleza – 89,9%

• Juventude – 98%

• Sport – 100%

Classificação na briga contra o rebaixamento

• 15º Internacional – 40 pontos em 43 jogos

• 16º Vitória – 39 pontos em 35 jogos

• 17º Santos – 37 pontos em 34 jogos

• 18º Fortaleza – 34 pontos em 34 jogos

• 19º Juventude – 33 pontos em 35 jogos

• 20º Sport – 17 pontos em 35 jogos

Fonte: No Ataque

Vasco segue em 13º lugar no Brasileiro, mas pode cair para 15º até o fim da 35ª rodada

Vasco segue em 13º lugar no Brasileiro, mas pode cair para 15º até o fim da 35ª rodada

Terminados os jogos de domingo da 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Vasco, que foi derrotado pelo Bahia por 1 a 0, segue na 13ª colocação. O Gigante da Colina, no entanto, ainda pode perder mais duas posições nesta 2ª-feira.

Fonte: NETVASCO (texto), ge (classificação, resultados)

Vasco chega a 5 jogos sem vencer nesta edição de Brasileiro pela 3ª vez

Pela terceira ocasião nesta edição de Campeonato Brasileiro o Vasco chega a uma sequência de cinco rodadas sem vencer. Desta vez, no entanto, com uma diferença. Perdeu todos os jogos do período e segue em queda livre, seja na tabela ou o no nível de rendimento. Foi totalmente dominado pelo Bahia na 1ª etapa, na Fonte Nova, e quando parecia melhorar um pouco, teve David expulso corretamente.

Erick Pulga marcou o gol do triunfo de 1×0 dos baianos. Ele não marcava desde 18 de maio e chegou a ficar mais de dois meses fora do time em virtude de uma lesão. Se emocionou bastante na comemoração. O Vasco renovou as esperanças de pontuar com a expulsão de Ramos Mingo na reta final do jogo, mas os três pontos para o Bahia fazem total justiça ao que foi a partida.

Escalações

Rogério Ceni teve o desfalque de David Duarte na defesa. Kanu entrou para formar dupla com Ramos Mingo. Sacou Gilberto e Caio Alexandre por opção. Santi Arias e Acevedo iniciaram a partida. Everton Ribeiro voltou a ser titular depois de quase 50 dias. Fernando Diniz não pôde contar com Philippe Coutinho. Matheus França foi o substituto. Cuesta e Gómez voltaram ao time. Vegetti foi para o banco.

O jogo

Mais habituado a ter a bola e jogar dentro da intermediária adversária, o Vasco viveu uma situação diferente durante o 1º tempo na Fonte Nova. Foi do Bahia o controle das ações com a posse e o domínio territorial. E também as melhores oportunidades para sair na frente no placar. Com um pouco mais de capricho, o Tricolor teria imposto uma derrota parcial ao Cruzmaltino.

Léo Jardim fez ótima defesa em arremate de Ademir, após contragolpe iniciado por Acevedo. Kanu ”furou” uma cabeçada na boca da meta, e Everton Ribeiro mandou por cima ao receber com liberdade na meia-lua. Arias foi mais um a assustar ao arrematar boa triangulação com Ademir e Everton Ribeiro pela direita. Quatro ataques que chegaram perto de gerar a bola na rede dos cariocas.

O Esquadrão produziu de formas diferentes. Seja em ataques mais posicionais ou contragolpes. A bola parada aérea também foi uma arma importante. O Vasco mostrou mais energia defensiva em relação ao jogo contra o Grêmio, mas encontrou dificuldades para reter a bola longe de seu campo. Perdeu a posse com facilidade, permitindo chegadas constantes dos donos da casa.

A falta feita por Philippe Coutinho foi óbvia, mas a disposição das peças ao atacar esteve confusa. Desta forma o time não achou as aproximações e combinações que pregam o estilo de Diniz. Gómez foi visto muitas vezes pelo centro do ataque. Rayan abriu bastante para o lado direito, mas nem sempre teve companhia. Nuno Moreira e Matheus França foram peças nulas no sistema ofensivo.

Com pouca chegada dos volantes aos metros finais do campo, o Vasco também não conseguia colocar os laterais de forma confortável perto da área oponente. Se expôs a alguns contragolpes, mas errou na própria intermediária, cedendo finalizações em ambos os casos. Everton Ribeiro fez a diferença na construção das principais jogadas da equipe de Salvador. Acevedo foi outro a se destacar.

Fernando Diniz sacou Matheus França no intervalo. David entrou e Nuno Moreira passou para a meia-central. O time passou a ser mais combativo no campo de ataque e inibiu o volume ofensivo anfitrião. Automaticamente ficou mais tempo com a bola em relação ao que conseguia na 1ª etapa e encaixou trocas de passe perto da área.

O Bahia não demorou a responder, e fez isso de forma mais contundente. Léo Jardim precisou trabalhar para impedir um gol de Ademir. Na sequência, David, que tinha entrado bem, pisou no tornozelo de Kanu em disputa dura de bola e foi corretamente expulso. Fernando Diniz sacou Nuno Moreira e pôs Lucas Freitas. Montou um 5-3-1, com apenas Rayan mais adiantado.

Ceni tirou sua dupla de meias. Jean Lucas e Everton Ribeiro. Colocou Tiago e Michel Araújo. O Esquadrão passou ao 4-2-4, com Tiago e Willian José pelo centro do ataque. A pressão se intensificou e o merecido gol finalmente saiu. Ademir tabelou com Michel Araújo em escanteio curto cobrado pela direita e cruzou para Erick Pulga atacar as ”costas” de Robert Renan e marcar de cabeça.

O Bahia manteve-se mais presente no campo de ataque, pressionando. Willian José deu lugar a Cauly aos 32′. Diniz tentou acrescentar mais ofensividade novamente ao Vasco com os acréscimos de Vegetti e Mateus Carvalho. Robert Renan e Hugo Moura deixaram o gramado.

A situação parecia encaminhada para os donos da casa, mas Ramos Mingo fez ”cera” quando seria substituído e acabou expulso ao levar o segundo amarelo. A esperança cruzmaltina reacendeu. Já com Tchê Tchê em campo para a saída de Cauan Barros, os cariocas começaram a pressionar e quase empataram em cabeçada de Paulo Henrique.

O Bahia buscou segurar o resultado. Teve Gabriel Xavier e Kanu formando a zaga e precisando duelar com Vegetti e Rayan perto da meta de Ronaldo. Caio Alexandre ao lado de Michel Araújo para proteger a frente da área. Conseguir sustentar a pontuação e ultrapassou o Fluminense. É o sexto colocado. Já o Vasco pode terminar a rodada na 15ª posição.

Fonte: ge

Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Fernando Diniz após Bahia 1 x 0 Vasco

Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Fernando Diniz após Bahia 1 x 0 Vasco

Diniz diz que Vasco ainda corre risco de rebaixamento

O Vasco atravessa seu momento mais conturbado no Campeonato Brasileiro e chegou à quinta derrota consecutiva neste domingo, diante do Bahia, na Arena Fonte Nova. Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva após mais um revés e comentou sobre o período delicado no clube.

O treinador descartou ter problemas de relacionamento com o elenco e reconheceu que a atual luta da equipe é contra o rebaixamento – o Vasco tem 42 pontos, cinco a mais do que o Santos, o primeiro da zona (situação que pode mudar ao final desta segunda-feira). Ao ser questionado se a boa relação com Pedrinho poderia deixá-lo na zona de conforto em relação à manutenção do cargo no Vasco, Diniz afirmou:

– Não tem conforto no Vasco com cinco derrotas. O Pedrinho gosta muito de mim, mas o dia que ele tivesse que me demitir, ele ia me demitir, mas não acho que essa é a questão. Você sabe que o time tinha uma projeção, que conseguiu feitos importantes nesse período que estou aqui, tivemos momentos brilhantes. A vitória contra o Santos, classificação contra o Bahia, essa série de 12 jogos praticamente com uma derrota no meio e jogando de uma maneira que demos muita esperança para o torcedor. E o torcedor tem que ter esperança também porque estamos na semifinal da Copa do Brasil. E não é por causa de mim, não é por causa do Pedrinho. São 14 dias que aconteceram esses cinco jogos, e que tipo de administração seria essa? É o mal do futebol brasileiro. Alguns clubes fazem isso e erram muito. Você tem que demitir se o cara não confia, se acha que não vai prosseguir, se é ruim.

– Você vê o crescimento de alguns jogadores como Rayan, do Barros, Paulo Henrique na Seleção, os colombianos chegaram aqui e voltaram para a Seleção, Puma continua sendo convocado. Então tem um monte de coisa boa. Tínhamos que ter aproveitado melhor (os 14 dias), o momento que assim se apresentou pra gente. Hoje não faltou vontade, faltou ânimo, concentração também. Mas contra o Juventude faltou, contra o São Paulo também, contra o Botafogo. Agora o time vai reaprendendo. O Vasco é gigantíssimo, um dos maiores times do mundo. Eu comparo ao Manchester United, que lá em 2000 fizeram a semifinal de campeonato mundial, mas desse tempo para cá passa por um período parecido com o Vasco, mas nem era disso que eu estava falando – concluiu.

Diniz diz que jogadores precisam aprender a serem grandes como o Vasco

“O time que eu dirijo, eu me incluindo e esses jogadores precisam aprender a ser grandes do tamanho do Vasco. Não podemos alimentar a torcida no ‘vai, não vai’. Não podemos fazer isso. Temos que ser mais contundentes. O Vasco vai ser gigante sempre, mas o time tem que aprender a ser grande”, completou Diniz.

O treinador também comentou sobre o clima no vestiário e a relação com os jogadores nesse período de resultados negativos.

– Em relação às outras coisas do vestiário, você sabe que é bobagem. Sabe da minha relação. Quem vai rachar o vestiário? O Léo Jardim, o Rayan, o Vegetti, o Coutinho? O Coutinho não jogava. Essa é a temporada que ele faz mais partidas. Tem um monte de coisa boa. O que tem de coisa ruim? Esse recorte de cinco jogos é muito pesado, muito ruim. E é uma tristeza, muito ruim. Agradeço a pergunta e foi muito boa.

A sequência é a pior do Vasco na atual edição do torneio. O time de Fernando Diniz perdeu os últimos jogos para São Paulo, Botafogo, Juventude, Grêmio e, agora, Bahia. Com o resultado, o time segue estacionado nos 42 pontos e pode ver a distância para a zona de rebaixamento diminuir para três pontos ao fim da 35ª rodada.

– Claro que vê (luta contra o rebaixamento). E tem que ver mesmo. A gente não tem pontuação ainda. Faltam três jogos e a gente precisa pontuar. E isso é uma coisa que a gente devia ter. Um dos erros principais dos times é de que, quando o campeonato se apresentou para gente, a gente tinha repertório, condição, jogando futebol da maneira que a gente podia aspirar coisa melhor, a gente rejeitou. A gente não abraçou. A torcida incentivando e apoiando. Se você não vai, você fica. Ou a gente vai para cima ou para baixo, se você não vai, não produz e não ganha jogo. Chegamos a ficar em sétimo na tabela. A gente podia ter avançado mais, podia estar falando de outra coisa hoje, mas a realidade é essa. A gente precisa pontuar, e o rebaixamento, lógico, é uma questão. Faltam três jogos para terminar o campeonato, e precisamos ganhar jogo. A torcida está certa de fazer conta, e a gente tem que ganhar jogo. É isso que a gente tem que fazer.

A equipe terá dois confrontos em casa nas próximas duas rodadas para buscar mudar o cenário de crise. O Vasco recebe o Internacional, na próxima sexta-feira, e o Internacional, no dia 2 de dezembro. A participação vascaína na atual edição do Brasileiro termina com o duelo contra o Atlético-MG, no dia 7, na Arena MRV.

Outros pontos da coletiva

Mudança brusca após sequência positiva e as cinco derrotas

– Não foram só quatro vitórias. A gente teve um período de 12 jogos, em que a gente perdeu para o Palmeiras só. Acho que, depois disso, como aconteceu depois da goleada contra o Santos, a gente baixou o nível de concentração. As cinco derrotas têm características muito distintas. Hoje, por exemplo, não foi igual à derrota contra o Grêmio. Juventude e São Paulo também não têm nada a ver. Acho que Grêmio e Botafogo foram muito parecidas, em que a gente foi muito apático, do começo até o final do jogo.

Análise do jogo

– Hoje, o aspecto anímico melhorou. A gente marcou melhor. Estava com dificuldade de criar, com certa falta de confiança. Faltou coragem para poder entrar mais no último terço do campo e construir um maior número de finalizações. Mas teve muito mais vontade de marcar, e o jogo foi muito mais equilibrado. Mas a expulsão foi determinante para o resultado do jogo. O Bahia colocou mais atacantes. Mas a gente tomou o gol, novamente, em uma falha que era fácil de resolver. Isso tem sido uma constância nos últimos cinco jogos, mais entregando os gols do que os adversários construindo. Agora, é saber juntar e melhorar. Temos um jogo delicado e temos que fazer melhor do que temos feito.

Forma de atuar contra o Bahia

– Não, praticamente não foi por conta disso. A gente saiu mais alongado, porque a gente não estava com a confiança necessária para sair jogando curto. É uma das coisas que muita gente cobra, que o time não saia jogando de outras maneiras. Saiu, de uma maneira mais longa. Era o que dava para fazer hoje, como foi com o jogo do Botafogo. A gente saiu mais curto, não estava tão difícil sair. A gente veio para o jogo hoje mais pressionado, tinha um decréscimo ali de confiança. O Philippe Coutinho também não estava no jogo, e é um jogador que se aproxima, e ele tem uma genialidade para a saída. Ele acha outros tipos de espaço. A ausência dele acabou também tirando um pouco do repertório para a nossa saída. E a gente optou, no segundo tempo, sair com bola mais longa, que era o que o jogo estava pedindo.

Recuperar a confiança

– Eu acho que tem correção, que todo mundo sabe, e tem coisas importantes, que a gente melhorou o estado anímico. E a gente precisa voltar a ter coragem pra poder ter confiança, para fazer as coisas que o time sabe fazer. Eu acredito muito no time, eu já falei mais de uma vez: é um time que trabalha muito. Trabalha muito mesmo. É um dos times que eu peguei na minha carreira que mais trabalha. E a gente vai, juntos, sair dessa situação.

Como recuperar o desempenho de antes com foco na semifinal da Copa do Brasil?

– Eu acho que no jogo de hoje o time melhorou em relação a algumas partidas foi a entrega dos jogadores. Não fomos um time que encantou, mas que teve vontade de marcar e competir. Isso já é um ponto positivo do que vai seguir pela frente.

Gols sofridos

– Ficamos umas quatro ou cinco partidas sem tomar gols e foi quando entrou Cuesta e Robert Renan. Eu sempre falava que não era por causa disso, e é uma conta fácil de fazer. Quando as coisas se apresentam para você seguir, melhorar desempenho e almejar coisas maiores, o time deu uma acomodada e está pagando o preço por conta desse momento que não soubemos aproveitar.

Fonte: ge

Athletico vence América-MG e retorna à Série A do Brasileiro em 2026

Sobrou emoção na última rodada da Série B  do Campeonato Brasileiro neste domingo (23). Já assegurado na Série A do Brasileirão em 2026, o Coritiba conquistou o tricampeonato na Segundona com vitória por 2 a 1 sobre o já rebaixado Amazonas. O Coxa já levantara a taça em 2007 e 2010. Três clubes carimbaram o acesso  hoje – Athletico-PR, Chapecoense e Remo – de um total de cinco equipes que tinham chances de ir para a Série A. Maior destaque foi o Remo, que pôs fim a um hiato de 31 anos fora da elite do futebol nacional.

O Athletico derrotou o América-MG por 1 a 0, com gol de João Cruz, para delírio da torcida na Arena da Baixada, em Curitiba. O Furacão encerrou a competição na vice-liderança, com 65 pontos, três atrás do campeão Coxa. Já o Coelho terminou em 14º lugar (46 pontos).

Quem também fez o dever de casa foi a Chapecoense que venceu o Atlético-GO por 1 a 0. Walter Clar marcou o gol do acesso na Arena Condá. O time catarinense encerrou a Série B na terceira posição com 62 pontos.

A última vaga na elite do Brasileirão de 2026 ficou com o Remo, que travou uma batalha emocionante com o Goiás, até então no G4. O time paraense venceu de virada por 3 a 1 diante de sua torcida que lotou o Mangueirão. Willean Lepo abriu o placar para os visitantes na primeira etapa, e depois teve hat-trick (três gols) de Pedro Rocha: um gol ainda no primeiro tempo e os demais após o intervalo. O Remo somou 62 pontos e o Goiás terminou em sexto lugar com um ponto a menos.

O quinto colocado foi o Criciúma, também com 61 pontos, que precisa ganhar do Cuiabá, fora de casa, mas acabou perdendo por 1 a 0. David Miguel marcou para o Dourado. O Tigre jogou com um a menos, após a expulsão de Felipinho na primeira etapa. O Cuiabá terminou Série B na 10ª posição, com 54 pontos.

Rebaixamento

A Ferroviária lutava contra Atletic e Botafogo-SP para não terminar em 17º lugar e acabar rebaixada à Série C. Mas foi o que ocorreu. O time do interior paulista perdeu fora de casa para o Operário por 2 a 1 e acabou rebaixado com 40 pontos. Em 16º, fora da zona de rebaixamento (Z4), ficou o Botafogo-SP. O time paulista empatou sem gols e totalizou 42 pontos. Já o Atletic bateu o já rebaixado Paysandu por 2 a 1, concluindo o campeonato em 15º lugar, com 44 pontos. 

Outros três times jogarão a Série C em 2026: Paysandu, Volta Redonda e Amazonas, cujo rebaixamento ocorreu nas rodadas anteriores.

Técnico do Bahia, Rogério Ceni analisa jogo contra o Vasco: ‘Fomos dominantes os 90 minutos ou 90% do jogo’

Técnico do Bahia, Rogério Ceni analisa jogo contra o Vasco: ‘Fomos dominantes os 90 minutos ou 90% do jogo’

Bahia 1 x 0 Vasco | Melhores momentos | 35ª rodada | Brasileirão 2025

O Bahia venceu o Vasco por 1 a 0, na tarde deste domingo, e se manteve firme na briga por uma vaga na fase de grupos da Libertadores. Em jogo com duas expulsões na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Tricolor contou com gol de Erick Pulga para vencer o confronto válido pela 35ª rodada da Série A (assista acima aos melhores momentos).

O Bahia ficou com um jogador a mais aos 22 minutos do segundo tempo, após entrada dura de David em Kanu. Cinco minutos depois, o Esquadrão abriu o placar com Erick Pulga em cruzamento na medida de Ademir. Os minutos finais ainda foram de tensão após expulsão de Ramos Mingo, que recebeu o segundo cartão amarelo ao deixar o campo.

– Hoje jogamos bem, controlamos o jogo. Não tivemos grandes oportunidades, mas sempre estivemos controlando. Erramos pouco. Hoje marcamos bem o Vasco como um todo – avaliou Rogério Ceni após a partida.

“Fomos dominantes os 90 minutos ou 90% do jogo”, analisou Rogério Ceni.

A escalação titular teve como principal novidade o retorno do meia Everton Ribeiro, que iniciou o primeiro jogo após se recuperar de um câncer.

– Ele, em condição física, com a qualidade técnica que tem, é um jogador essencial para a gente. A gente conversou. Eu, hoje, fui conversar com ele para tentar definir a escalação. Ele disse que se sentia bem para os primeiros 45 minutos. Ele jogou uns 70 minutos, mas disse que se sentiu melhor que no último jogo. Mostra que está se recuperando. Foi fundamental no empate com o Inter, contra o Bragantino. E hoje fez um bom jogo, mesmo não estando no seu auge na parte física.

Com a vitória, o Bahia foi a 56 pontos e se manteve na sexta posição, a dois do Botafogo, time que abre o G-5. O resultado também valeu a maior pontuação do clube baiano na era dos pontos corridos. Rogério Ceni fez um balanço do ano da equipe.

– O estilo de jogo é diferente do estilo do ano passado. Jogamos com dois pontas, muda bastante a maneira que ataca. Se fica em sexto, sétimo ou oitavo e alcança o mesmo patamar, é natural que não caminhou para frente. É uma análise. Eu acho que o Bahia joga melhor que antes. Supera a campanha do ano passado, mas não dá tempo para comemorar – avaliou.

Rogério Ceni agora ganha uns de preparação para o Bahia, que só volta a campo nesta sexta-feira, quando enfrenta o Juventude, no Alfredo Jaconi, às 19h (horário de Brasília). O jogo é válido pela antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro.

Veja outros trechos da entrevista coletiva:

Mudanças no jogo

– Arias por Gilberto foi porque Gilberto vinha de lesão. Havia preocupação pela parte de performance. Arias vinha de cinco dias de intervalo, estava melhor fisicamente. Nico e Everton entraram no jogo passado. Eu conversei com Everton, que disse que se sentia melhor. Para sustentar o Everton, preferi colocar o Nico. E o Kanu entrou pela lesão de David.

Jogo contra o Juventude

– Não acho que seja praticamente rebaixado. Mas temos nove pontos para disputar. Pelo jeito, fez jogo parelho contra o São Paulo. Vem fazendo bons jogos. Quando joga em casa, normalmente, apresenta bom futebol. O Sport, rebaixado, estava ganhando de 2 a 0 do Botafogo. Não muda a maneira dos adversários jogarem. Todos os jogos fora de casa são oportunidade. Se a gente quiser brigar pelo quinto lugar é necessário conquistar triunfo longe de casa. E o jogo do Juventude é o próximo.

Expulsão de Mingo

– Não ia sair o Pulga, mas ele vai para a maca, e a gente muda a substituição. A entrada do Gabriel Xavier se deveu pela entrada do Vegetti. Eu estava na dúvida se iria sair o Kanu ou Santi. Eu acho que poderia ter um bom senso do árbitro de acrescentar mais minuto se o jogador demorou. Ele [Ramos Mingo] também poderia sair de forma mais rápida. Não vamos tirar a demora do Mingo na situação. Mudou o panorama da partida.

Ademir em alta

– Ele vem com muita confiança, tem sido jogador decisivo. Ele se sente dono da posição. Pulga ficou lesionado muito tempo. E, hoje, ele tem protagonismo na equipe. Ele tem feito um grande ano. Ele está feliz e tem sido muito importante para a gente. Tem como característica a velocidade, mas também tem encontrado jogadas mais curtas. Ele teve oportunidades, finalizou e tem se tornado peça extremamente útil.

Entrada de Caio Alexandre

– Quando eu chamo o Caio, não tinha cartão vermelho. Nós tínhamos a vantagem numérica. Era para ele fazer o que faz de melhor. As coisas acontecem muito rápido, e eu só tinha uma parada. O Nico, fisicamente, se destaca nesse momento em relação ao Caio.

Jean Lucas em baixa

– Ele é um jogador que pode ter caído de produção com a bola. Sem a bola ele tenta colaborar. Daqui para sexta nós temos tempo para recuperar. Acredito que ele tenha força para iniciar o jogo. Se achar que não tem condição, teremos outros jogadores. O meio-campo é o setor onde a gente tem mais jogador. Se ele se sentir bem, vamos colocar. É um dos poucos que aguentam 90 minutos. Acho que caiu um pouco de produção, natural pelo desgaste do ano. Mas é um jogador que sempre colabora.

Análise do que fazer em 2026

– Nós temos que melhorar o jogo fora de casa. Não o resultado, mas a maneira de enfrentar. Muitos times têm campanhas ruins também. Mas não temos que nos preocupar com os outros. Repetir o desempenho em casa é um grande desafio. Como peças, temos muitas peças técnicas de construção. Mas, defensivamente, temos que nos reforçar. É dar uma atenção maior nessa parte de força, que é o que determina melhor essa parte fora de casa. Não tem a Copa do Nordeste no próximo ano. Por isso é importante ir para a Libertadores de forma direta. Esse ano, a Pré-Libertadores entra no Brasileiro. Nós temos grau de dificuldade grande. Continuo com a minha tese que o Campeonato Brasileiro é o mais importante que temos. Mas não significa que vamos abrir mão de algum campeonato. É o que direciona tudo no ano. Temos que continuar valorizando.

Como melhorar nos jogos fora de casa

– O positivismo tem que existir. Se olhar a tabela, o Fluminense está um ponto atrás, e o Botafogo tem dois pontos à frente. Nós temos que pensar em ultrapassar. Não depende só da gente, mas depende muito da gente. Nós temos que ter mais coragem, competir mais. A maneira como nossos jogadores são, fora de casa, você não vê…Até fizemos bom segundo tempo contra o Inter. É entrar em um campeonato na Pré-Libertadores em uma fase de grupos. Temos jogo difícil também contra o Fluminense. Nós temos esse jogo fora de casa, que vai ser um grande desafio.

Bola parada

– Nós não temos jogadores com a sua principal virtude o cabeceio. Kanu e Santi não são excepcionais cabeceadores. O Willian não tem como principal virtude o jogo aéreo. Isso dificulta bastante. Quando você tem equipe mais alta, você tem mais chances. Nós temos que melhorar os batedores também. Hoje, por exemplo, não tínhamos um grande cabeceador. O Kanu joga bem pelo chão, o Santi também. Colocamos o Gabriel Xavier no momento que o Vegetti entrou no jogo. É uma fraqueza, algo que precisamos, nas contratações, também aumentar a estatura do time.

Jogo sem sofrer gols

– Nós erramos muito nos últimos jogos. Hoje jogamos bem, controlamos o jogo. Não tivemos grandes oportunidades, mas sempre estivemos controlando. Erramos pouco. Hoje marcamos bem o Vasco como um todo. E quando toma gol, não é culpa apenas dos zagueiros, linha de quatro. Nunca condeno o jogador. O Juba, por exemplo, fez grande jogo defensivo hoje. Acontece de você fazer um jogo ruim e um jogo bom. Defensivamente, hoje, ele fez um jogo melhor.

Fonte: ge

VASCO PERDE A 5ª SEGUIDA: BAHIA 1 A 0 NA FONTE NOVA

Depois de três rodadas sem vencer, o Bahia se recuperou no Campeonato Brasileiro ao vencer neste domingo, 23, o Vasco, na Arena Fonte Nova. O jogo acabou 1 a 0, com o único gol sendo marcado por Erick Pulga.

O resultado faz o Bahia chegar a 56 pontos, na sexta posição do Campeonato Brasileiro e com sua melhor campanha na história dos pontos corridos. Já o Vasco chega a cinco derrotas seguidas e com 42 pontos ainda está perto da zona de rebaixamento.

O JOGO

O Bahia foi mais propositivo nos primeiros minutos da partida, ficando com a bola e empurrando o Vasco para a sua defesa. O Tricolor teve dificuldades em atacar pelo meio e apelou para jogadas com os seus pontas Erick Pulga e Ademir. Aos 10, a primeira chance foi em sobra que Jean Lucas pegou na área, chutou e a bola desviou no meio do caminho sem chegar na meta.

A pressão inicial do Bahia chegou ao fim sem dar resultado e o Vasco equilibrou a partida, também tendo seus minutos de posse de bola e de presença no ataque. Na primeira tentativa, Rayan chutou fraco e Ronaldo defendeu sem problemas. A resposta do Tricolor foi em grande achada de Everton Ribeiro parar Arias, que entrou na área chutando e Barros tirou a bola do caminho do gol em grande corte.

O tempo foi passando em um jogo de pouca intensidade, com as equipes nervosas no último terço e errando com frequência o último passe. O Bahia ainda com maior posse de bola pareceu sem inspiração e demorou para definir as jogadas. Aos 31, a primeira grande. Acevedo lançou em contra-ataque para Ademir, que alcançou na velocidade, invadiu a área e chutou forte para ótima defesa de Léo Jardim.

O Vasco já não conseguiu contra-atacar e o domínio do Bahia só aumentou. Aos 38, após confusão pelo alto, William Jospe ajeitou para a pequena área, Kanu chegou livre para cabecear na pequena área, mas errou o golpe. Pouco depois, Everton Ribeiro teve a chance na meia-lua, mas chutou mais alto do que deveria. Sem boa pontaria, o primeiro tempo acaboui sem gol.

O Vasco tentou ser mais ofensivo na volta para o segundo tempo com a entrada de David no lugar de Matheus França. O Bahia seguiu mais propositivo e sendo regido por Everton Ribeiro, apesar da falta de capricho na definição. Foram muitos erros de passes que impediram o jogo de progredir, além de seguintes paralisações.

O Bahia só foi assustar aos 15, quando Pulga ganhou dividida na esquerda, cruzou rasteiro e Ademir finalizou em cima da zaga. O lance seguiu, com nova finalização de Ademir e Léo Jardim espalmando para fora. A pressão do Tricolor aumentou com finalizações em sequência e o Vasco ainda se complicou aos 22, quando David chegou atrasado em Kanu, pisou forte e foi expulso.

Com um jogador a mais, Ceni colocou o Bahia com quatro atacantes em campo e puxando Juba para o meio de campo. O resultado não demorou a acontecer. Aos 28, após escanteio curto, Ademir cruzou com perfeição e Erick Pulga cabeceou forte para o fundo do gol. Placar aberto.

O jogo ganhou novos contornos de emoção quando o zagueiro Mingo iria sair, o juiz considerou que ele fez cera, aplicou o segundo amarelo e acabou expulso. As substituições mudaram, com o Vasco indo para cima e o Bahia se retrancando.

O Vasco foi para pressão e assustou aos 44 em cabeçada de Paulo Henrique que saiu rente à trave. O Bahia assustou aos 53, em contra-ataque, com Caio Alexandre acionando Juba e o lateral parando em boa defesa do goleiro. O apito final confirmou a vitória do Tricolor.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 1×0 VASCO

Campeonato Brasileiro – 35ª rodada

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)

Data e hora: 23/11/2025 (domingo), às 16h (horário de Brasília)

Árbitro: Jefferson Ferreira de Morais (GO)

Auxiliares: Alex Ang Ribeiro (SP) e Leone Carvalho Rocha (GO)

VAR: Daiane Muniz (SP)

Cartão Amarelo: Mingo (BAH); Barros, Rayan, Tchê Tchê (VAS)

Cartão Vermelho: David (VAS); 22’/2ºT; Mingo (BAH), 39’/2ºT

BAHIA: Ronaldo; Arias, Duarte, Mingo e Juba; Acevedo (Xavier, 41’/2ºT), Jean Lucas (Araújo, 24’/2ºT) e Everton Ribeiro (Tiago, 24’/2ºT); Ademir, Pulga (Caio Alexandre, 38’/2ºT) e Willian José (Cauly, 32’/2ºT). Técnico: Rogério Ceni.

VASCO: Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan (Vegetti, 36’/2ºT) e Piton; Barros (Tchê Tchê, 41’/2ºT), Moura (Cocão, 36’/2ºT) e França (David, Intervalo); Nuno (Freitas, 24’/2ºT), Rayan e Gómez. Técnico: Fernando Diniz.

VÍDEO

ESTATÍSTICAS

TROFÉU NETVASCO 2025

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Col.
Nome
Média
Col. no ano
Média no ano
Léo Jardim
4.57
5.60
Paulo Henrique
4.11
5.62
Barros
3.88
6.07
Carlos Cuesta
3.84
6.41
Andrés Gómez
3.46
5.66
Robert Renan
2.99
6.07
Rayan
2.91
11º
5.07
Lucas Piton
2.84
20º
4.64
Hugo Moura
2.77
18º
4.68
10º
Nuno Moreira
2.74
5.41
11º
Lucas Freitas
2.26
12º
5.00
12º
Vegetti
1.93
15º
4.80
13º
Tchê Tchê
1.45
13º
4.90
14º
Mateus Carvalho
1.24
30º
3.62
15º
Fernando Diniz
1.03
21º
4.52
16º
David
0.82
14º
4.87
17º
Matheus França
0.66
23º
4.50

* = não classificado (menos de 10 jogos) | Total de votos: 399 | Ranking 2025

Fonte: O Gol (texto), Jogada10 (ficha), ge (vídeo), X Acerj (estatísticas)