Como a indústria de apostas online dominou o Brasil

Olhar para trás e lembrar que há menos de uma década pouco falávamos abertamente sobre apostas e hoje todo o Brasil faz sua fezinha online pode parecer um delírio, mas não é.

Neste artigo, tratamos dos motivos que levaram a indústria de apostas esportivas a dominar o setor de entretenimento nacional tão rapidamente e de quais são os próximos passos para este novo gigante que chegou para ficar.

Como tudo começou

Proibidos no Brasil desde os anos 1946, os jogos de azar pareciam cada vez mais um artigo de luxo reservado a quem podia viajar ao exterior e conhecer um cassino físico. Entretanto, menos de dez anos separam a flexibilização das leis sobre este setor e o que vivemos hoje.

Demoroiu ainda menos tempo para que esta indústria nascente pudesse disputar o espaço dos patrocínios-máster nas camisetas do futebol nacional. O próprio Vascão teve seu primeiro contrato milionário em 2021, com um montante total de R$ 9 milhões por um ano. Atualmente, o contrato com outra bet avaliado em R$ 115 milhões anuais.

Esta flutuação de valores não se deu por acaso. O futebol de massas no Brasil foi o primeiro mercado publicitário visado pelas casas de apostas. Rapidamente, o setor viu a possibilidade de conquistar mentes e corações pelo ponto fraco nacional: seus times do coração.

Desbancando instituições financeiras centenárias, estas empresas não pararam por aí. Além das camisetas, passaram a comprar grande parte dos espaços publicitários das transmissões na TV, placas de estádios e, depois, de eventos de grande porte brasileiros, como o Carnaval da Bahia.

Não só de publicidade vive o mercado

É claro que esforços publicitários nada trazem de resultado no longo prazo sem um bom serviço que os justifique. E o setor de apostas soube lidar com esta situação. Na busca por se posicionarem rapidamente quando desembarcaram no Brasil, as marcas de cassinos e casas de apostas estrangeiras ofereciam apenas serviços genéricos aos brasileiros, com precificações em moedas internacionais e métodos de pagamento desconexos com a realidade da grande população brasileira.

Isso implicava uma desconexão entre o que viviam os brasileiros e o que consumiam quando buscavam entretenimento nessas plataformas. Além disso, em termos comparativos, o poder de compra nacional não se comparava ao do exterior.

Isso causava estranhamento entre os apostadores interessados em conhecer estes serviços. O sal na ferida era a necessidade de utilizar cartão de crédito ou boleto para grande parte das transações. Em um momento decisivo para o Pix e de alto endividamento das famílias no Brasil, isso bloqueava grande parte das transações.

A adequação dos métodos de pagamento foi um passo essencial em direção à popularização dos serviços. Ao perceberem o erro que estavam cometendo, as marcas que atuavam no Brasil trouxeram este método de pagamento para suas plataformas e restabeleceram outros acordos comerciais.

Se antes um ticket médio de apostas necessitava de ao menos R$ 10 de investimento, hoje é possível se divertir com uma bet 5 reais. E a tendência é que o mercado reduza cada vez mais o valor de custo mínimo tanto em apostas esportivas quanto em custo por giro em máquinas de slot.

Jogos à moda brasileira

Uma vez que a infraestrutura de captação de novos apostadores e o acesso mais fácil aos recursos estavam bem estabelecidas, a indústria de apostas online do Brasil percebeu que a diferenciação entre marcas precisava ir além dos serviços e propostas de marca. Ora, se apenas a interface muda, qual é o incentivo em se manter leal a uma só plataforma?

 

Essa pergunta nos leva a um segundo ponto crucial da história desta indústria: além de licenciadoras de jogos, as marcas de cassino online brasileiras também passaram a ser desenvolvedoras de seus próprios títulos.

É claro que, de forma ainda muito embrionária, já é possível notar os reflexos deste posicionamento: jogos em parceria com celebridades nacionais começam a ser lançados nas plataformas, esportes regionais e locais ganham cada vez mais destaque dentro dos mercados de apostas e até mesmo transmissões ao vivo em português brasileiro começam a aumentar.

O resultado disso é uma indústria mais rica e diversa culturalmente, capaz de agradar gregos e troianos (ou, como diria a infame piada, paulistas e baianos). Não há apenas a opção de máquinas de slot, mas hoje encontram-se versões online do Jogo do Bicho, Bingo e até mesmo do Truco.

O futuro da indústria de apostas

Uma vez que a Secretaria de Prêmios e Apostas está estabelecida e vem se mostrando capaz de realizar um ótimo trabalho, o Governo Federal optou por também liberar modalidades presenciais para apostas.

Ao redor do país, pequenos salões que funcionam como cassinos passaram a ser inaugurados, o que serve de projeto piloto para a liberação de grandes cassinos em resorts, em pontos turísticos e no litoral brasileiro.

Atualmente, existem mais de 100 pontos de apostas físicas apenas no Sul do país. Este número tende a aumentar rapidamente e pode ser a próxima fronteira para o setor de apostas esportivas, já não mais voltada somente ao digital. Agora, a batalha é pela presença física também.

Quem sabe, num futuro próximo, após um jogo em São Januário, os vascaínos não rumem para o antigo Cassino da Urca, principalmente quando o Vasco ganhar.

Jogadores com histórico ligado a Admar Lopes podem entrar no radar do Vasco

Reconhecido por mais de 10 anos como um dos principais olheiros do futebol europeu, o executivo de futebol Admar Lopes começa a influenciar diretamente o mapeamento de mercado do Vasco da Gama. Com passagens por Porto, Monaco, Lille, Boavista e Bordeaux, o dirigente construiu uma ampla rede de contatos e um perfil claro de contratações.

Desde que chegou a São Januário, Admar já reencontrou Léo Jardim, foi decisivo na contratação de Thiago Mendes e tentou viabilizar a chegada de Jonathan Ikoné, todos jogadores que ele próprio havia recrutado durante sua passagem pelo Lille. O padrão indica que o Vasco pode mirar atletas já conhecidos pelo executivo, reduzindo riscos esportivos e de adaptação.

Com base nesse histórico, alguns nomes que passaram por clubes onde Admar trabalhou ou foram observados diretamente por ele aparecem como possíveis alvos do Vasco, respeitando o atual cenário financeiro do clube.

Goleiros

  • Paul Nardi (1994) – QPR (ING)
  • Jean Butez (1995) – Como (ITA)
  • Hervé Koffi (1996) – Angers (FRA)

Zagueiros

  • Júnior Alonso (1993) – Atlético-MG
  • Abdou Diallo (1996) – Al-Duhail (CAT)
  • Chidozie Awaziem (1997) – Nantes (FRA)
  • Tiago Djaló (2000) – Beşiktaş (TUR)
  • Jackson Porozo (2000) – Troyes (FRA)
  • Alejandro Gómez (2002) – Tijuana (MEX)
  • Emmanuel Biumla (2005) – Angers (FRA)

Laterais-direitos

  • Almamy Touré (1995) – Livre no mercado
  • Reggie Cannon (1998) – Colorado Rapids (EUA)
  • Nathan (2001) – Santos
  • Timothée Pembélé (2002) – Sunderland (ING)

Laterais-esquerdos

  • Reinildo Mandava (1994) – Sunderland (ING)
  • Benjamin Mendy (1994) – Pogoń Szczecin (POL)
  • Fodé Ballo-Touré (1997) – Metz (FRA)
  • Ricardo Mangas (1998) – Sporting (POR)
  • Gideon Mensah (1998) – Auxerre (FRA)
  • Rúben Vinagre (1999) – Legia Varsóvia (POL)

Volantes

  • Fabinho (1993) – Al-Ittihad (SAU)
  • Tiémoué Bakayoko (1994) – Livre no mercado
  • Xeka (1994) – Estoril (POR)
  • Thiago Maia (1997) – Internacional
  • Renato Sanches (1997) – Panathinaïkos (GRE)
  • Boubakary Soumaré (1999) – Leicester (ING)
  • Jean Onana (2000) – Genoa (ITA)

Meias

  • James Rodríguez (1991) – Livre no mercado
  • Thomas Lemar (1995) – Girona (ESP)
  • Farès Bahlouli (1995) – Livre
  • Yusuf Yazıcı (1997) – Olympiakos (GRE)
  • Nuno Santos (1999) – Mamelodi Sundowns (AFS)
  • Yacine Adli (2000) – Al-Shabab (SAU)

Pontas-direitas

  • Nicolas Pépé (1995) – Villarreal (ESP)
  • Rony Lopes (1995) – Tondela (POR)
  • Gil Dias (1996) – Famalicão (POR)
  • Luiz Araújo (1996) – Flamengo
  • Jonathan Ikoné (1998) – Paris FC (FRA)
  • Isaac Lihadji (2002) – Al-Arabi (CAT)

Pontas-esquerdas

  • Lucas Ocampos (1994) – Monterrey (MEX)
  • Jonathan Bamba (1996) – Chicago Fire (EUA)
  • Allan Saint-Maximin (1997) – América (MEX)
  • Javairô Dilrosun (1998) – América (MEX)
  • Zuriko Davitashvili (2001) – Saint-Étienne (FRA)
  • Tiago Morais (2003) – Casa Pia (POR)

Centroavantes

  • Anthony Martial (1995) – Monterrey (MEX)
  • Lebo Mothiba (1996) – Mamelodi Sundowns (AFS)
  • Ezequiel Ponce (1997) – Houston Dynamo (EUA)

Fora da realidade financeira do Vasco

Apesar da ligação com Admar Lopes, alguns nomes são considerados fora do alcance do clube neste momento, como Bernardo Silva, Gabriel Magalhães, Zeki Çelik, Victor Osimhen, Rafael Leão, Jonathan David, entre outros atletas consolidados em grandes ligas europeias.

Com carências claras no elenco e uma janela ainda em andamento, o Vasco segue atento ao mercado. A tendência é que nomes já conhecidos por Admar Lopes ganhem força internamente, especialmente em negociações de oportunidade, empréstimos ou atletas em fim de contrato.

Fonte: Papo Na Colina

Confira os jogos do Vasco na história em 6 de janeiro

Confira os jogos do Vasco na história em 6 de janeiro

Terça-feira, 06/01/2026 – 05:50

Confira os jogos do Vasco na história em 6 de janeiro:
Jogos Vitórias Empates Derrotas
6 4 1 1

Data Placar Adversário Competição
06/01/1935 3 x 3 São Cristóvão-RJ Amistoso 1935
06/01/1951 4 x 0 Fluminense-RJ Campeonato Carioca 1950
06/01/1952 2 x 0 America-RJ Campeonato Carioca 1951
06/01/1957 2 x 3 Nacional-URU Amistoso 1957
06/01/1963 4 x 0 Alajuelense-CRI Amistoso 1963
06/01/2000 2 x 0 South Melbourne-AUS Mundial de Clubes 2000

Clique aqui e confira os confrontos na história.

Fonte: NETVASCO

Vôlei Feminino: Vasco fará peneira para a equipe Pré-mirim nesta 6ª-feira a partir das 14h30 em São Januário

Vôlei Feminino: Vasco fará peneira para a equipe Pré-mirim nesta 6ª-feira a partir das 14h30 em São Januário

Terça-feira, 06/01/2026 – 06:32

voleibol.vasco

Atenção! Primeira seletiva do ano no ar! 💢

As inscrições para a peneira da equipe Pré-mirim feminino já estão abertas, link na bio.

Fonte: Instagram Voleibol Vasco da Gama