São Paulo terá desfalque do meia Marcos Antônio contra o Vasco

O meia Marcos Antônio vai desfalcar o São Paulo por até seis semanas com uma lesão no músculo reto femoral da coxa direita. O jogador pode retornar só depois da pausa para a Copa do Mundo.

Ele sentiu a lesão ainda na primeira etapa da vitória por 2 a 0 sobre o O’Higgins, na última terça, no Morumbis, pela Copa Sul-Americana. Ele realizou exames nesta quarta.

O time tricolor vai trabalhar para acelerar ao máximo a recuperação do jogador e tentar recuperá-lo antes da paralisação para a competição de seleções. No entanto, o mais provável é que ele retorne após a pausa.

Dessa forma, Marcos Antônio desfalca o São Paulo em até 13 jogos, sendo quatro pela Copa Sul-Americana, dois pela Copa do Brasil e sete pelo Brasileirão. A última partida da equipe de Roger Machado antes da pausa no calendário será no dia 31 de maio, contra o Remo.

O meia vem sendo o principal jogador do time na temporada. Ele foi titular em 18 dos 23 jogos e iniciou oito dos últimos nove sob comando de Roger Machado. Sem o jogador, Danielzinho deve voltar a ganhar espaço no time titular.

Fonte: ge

Carlos Amodeo escreve artigo sobre governança e integridade na gestão da SAF

Governança e integridade como alicerces de gestão

Carlos Humberto Amodeo Neto

CEO VASCO DA GAMA

No futebol, o problema raramente é estratégia. Os maiores riscos normalmente não estão dentro de campo. Eles se concentram na forma como as decisões são tomadas fora dele. E o nome disto é governança.

A adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol trouxe a expectativa de uma gestão mais profissional, eficiente e sustentável. Mas há um ponto que precisa ser dito com clareza: estrutura, por si só, não resolve.

O que determina o sucesso, ou o fracasso, de um projeto é a qualidade da governança que o sustenta. Governança não é retórica. É prática.

É a definição clara de papéis, responsabilidades e limites. É o que estabelece quem decide, como decide e sob quais critérios. Quando funciona, cria previsibilidade, protege a instituição e viabiliza estratégia de longo prazo.

Quando não funciona, o efeito é imediato. A sobreposição de papéis, a ausência de accountability e, principalmente, as interferências externas na gestão executiva geram um ambiente de instabilidade. Decisões passam a ser influenciadas por agentes sem responsabilidade formal, muitas vezes sem o devido lastro técnico.

O resultado é conhecido: desalinhamento, perda de eficiência, aumento de risco e, acima de tudo, perda de confiança. E confiança, no futebol moderno, é ativo estratégico.

É nesse ponto que a integridade deixa de ser um valor abstrato e passa a ser um elemento estruturante.

Integridade é coerência entre discurso e prática. É garantir que decisões relevantes estejam ancoradas em processos claros, critérios objetivos e princípios éticos. É assegurar rastreabilidade, responsabilidade e consistência ao longo do tempo.

Mas isso não se constrói apenas com intenção ou com discurso forte. Exige ferramentas sólidas de compliance, tais como, políticas bem definidas, controles internos efetivos, auditorias independentes, canais de denúncia estruturados, entre outros.

E, sobretudo, uma cultura organizacional que valorize a conformidade como proteção e não como obstáculo, porque compliance não é burocracia. É proteção institucional.

Protege o clube, reduz sua exposição a riscos e fortalece sua credibilidade. Protege executivos, que passam a atuar em um ambiente mais seguro. E fortalece o próprio ecossistema do futebol, tornando-o mais confiável para investidores, patrocinadores e a sociedade.

Em um ambiente historicamente marcado por influência política e estruturas frágeis, a disciplina institucional deixa de ser diferencial e passa a ser condição.

Isso exige maturidade. Requer compreender que governança não é sobre concentrar poder, mas sobre organizá-lo. E que respeitar limites institucionais não enfraquece a gestão, mas, ao contrário, a qualifica.

No futebol, onde a pressão por resultado é permanente, é comum a tentação de flexibilizar processos em nome da urgência ou de interesses difusos. É justamente nesses momentos que a governança e a integridade provam seu valor. Elas não existem para travar decisões. Existem para garantir que elas sejam melhores e que estejam alinhadas, exclusivamente, com os interesses e objetivos da instituição.

A consolidação de um modelo sustentável para a gestão no futebol brasileiro passa, inevitavelmente, por esse amadurecimento. Não haverá transformação consistente sem governança efetiva. Não haverá credibilidade sem integridade. E não haverá continuidade sem disciplina.

Onde a governança é frágil, o resultado é circunstancial. Onde ela é sólida, o resultado se torna consequência natural.

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Fonte: Linkedin Carlos Humberto Amodeo Neto

Vasco envia defesa de Renato Gaúcho em processo da Conmebol por ausência na Sul-Americana

Vasco envia defesa de Renato Gaúcho em processo da Conmebol por ausência na Sul-Americana

O Vasco formalizou, na tarde desta quarta-feira, a defesa ao treinador Renato Gaúcho contra o processo disciplinar da Conmebol. A entidade abriu um protocolo para analisar a conduta do técnico após ele não viajar para o jogo contra o Barracas Central, na última semana, na estreia da Copa Sul-Americana.

O clube carioca tinha até esta quarta-feira para formalizar seu argumento para o treinador não sofrer sanções e assim o fez.

O expediente utilizado pela Conmebol tem como base o artigo 11 do Código Disciplinar da Conmebol, que tratado de “princípios de conduta”.

O parágrafo 2 afirma que “constituem, entre outros, comportamentos imputáveis e infrações passíveis de sanção aos referidos princípios: […] c. Violar as pautas mínimas do que deve ser considerado como comportamento aceitável no domínio do desporto e do futebol organizado; d. Insultar, de qualquer forma e por qualquer meio, a CONMEBOL, suas autoridades, funcionários etc.;[…] f. Comportar-se de forma que o futebol, como esporte em geral, e a CONMEBOL em particular, possam ser desacreditados em decorrência de tal comportamento”.

Renato Gaúcho ficou no Rio de Janeiro com a espinha dorsal titular do Vasco para não perder dois dias de treinamento. A prioridade do clube é o Campeonato Brasileiro.

O treinador ironizou a Conmebol após a derrota para o Audax Italiano, do Chile, nesta terça-feira. O jogo foi marcado por polêmicas de arbitragem.

— Eu sempre falei que a prioridade do clube é o Brasileiro. É a prioridade do clube. Eu não viajei, me criticaram, e a Conmebol gritou lá… Será que a Conmebol vai gritar com o árbitro de hoje? Ou vão gritar comigo? A Conmebol tem que estar preocupada com quem vai apitar os jogos. É essa a preocupação da Conmebol (processo)? Mas ninguém está dando desculpa pela derrota. Sabíamos que ia ser difícil, saímos na frente, perdemos um jogador no primeiro tempo. É muito difícil jogar 11 contra 11, e com um a menos então… Infelizmente o adversário cresceu e no final do jogo infelizmente cometemos um pênalti infantil que fez com que a gente perdesse a partida – questionou.

Fonte: ge