Futsal: Treinador Jonhny Alves fala sobre os títulos conquistados pelo Vasco em 2025
Em conversa exclusiva com o Manchete Serra e o Esporte em Essência, o treinador detalhou sua trajetória, que começou como jogador com passagens por Portugal e evoluiu para uma carreira vitoriosa à beira da quadra. Sua base como treinador foi construída em Petrópolis, passando por projetos como o Magnólia e o Palmeira, até chegar ao próprio Corrêas, onde atuou como técnico de diversas categorias e foi coordenador. Após experiências no Madureira e um período de quase um ano treinando nos Estados Unidos, ele retornou ao Vasco em 2025 com o desafio de reconquistar a hegemonia estadual.
Sob o comando de Jonhny Alves, o Vasco apresentou um desempenho avassalador na temporada. A equipe alcançou cerca de 75% de aproveitamento, somando 30 vitórias em 40 partidas disputadas, com pouquíssimas derrotas ao longo do ano. Esta regularidade permitiu ao clube alcançar uma marca histórica: com o troféu de 2025, o Vasco tornou-se, de forma isolada, o maior vencedor de títulos estaduais de futsal no Rio de Janeiro.
O treinador destaca que o resultado é fruto de uma entrega total.
“Quem é vencedor e quem gosta de vencer, geralmente trabalha muito, porque os títulos não vêm por acaso. Eles vêm com muito suor, muita entrega e muita resiliência no processo”, afirmou Jonhny.
Ele reforçou a importância de atingir as metas traçadas pela diretoria.
“O Vasco não tinha ganhado no ano passado o estadual. Este ano eu vim com esse objetivo de trazer o título para casa, era uma das metas do clube quando assinei com eles”.
Enfrentar o Corrêas na grande final trouxe um componente emocional complexo para o técnico. Jonhny revelou que sua ligação com o adversário vai muito além das quatro linhas, já que participou da formação de quase todo o elenco petropolitano e do próprio desenvolvimento do projeto do clube ao lado do presidente Alex.
“É um sentimento até estranho. Sabia que ia jogar uma final contra pessoas que eu amo, que eu ajudei a formar e para quem desejo tudo de melhor. Saber que teria que competir contra eles traz uma sensação bem estranha, para ser bem sincero, mas é o meu trabalho e a gente precisa dar o nosso melhor para ganhar”, desabafou o treinador.
Mesmo com um currículo que já soma seis finais de Taça Brasil, Jonhny Alves, que completou 38 anos justamente no dia da conquista, mantém o tom moderado sobre o futuro.
“Ainda sou novo como treinador, estou crescendo e aprendendo todo dia. O Vasco está em um processo de reconstrução do futsal no nosso estado e ainda temos muita coisa para evoluir”, concluiu.
Fonte: Manchete Serra