Em 2025, foram 13 jogadores contratados para o Vasco. De acertos incontestáveis a contratações frustradas, o ge preparou um ranking com uma avaliação dos reforços que chegaram a São Januário na última temporada. Veja abaixo:
1. Nuno Moreira
O português chegou em fevereiro, mas parecia que já atuava no futebol brasileiro há tempos. O jogador foi contratado para suprir uma carência urgente do elenco por atacantes que atuassem pelo lado de campo e virou titular absoluto do time, tanto com Fábio Carille quanto com Fernando Diniz. Nuno fechou sua primeira temporada no Vasco, com 56 jogos disputados – o maior número da carreira do atleta em um ano – com 11 gols e sete assistências.
2. Andrés Gómez
O atacante despontou na reta final e foi o grande destaque do time nos jogos decisivos das semifinais e finais da Copa do Brasil. Em poucos meses no Vasco, Andrés Gómez foi gradativamente ganhando seu espaço até se firmar no time de Fernando Diniz. O colombiano herdou a vaga de Vegetti no ataque e, mesmo com pouco tempo de clube, terminou a temporada como terceiro maior garçom do Vasco em 2025, com sete assistências em 21 jogos disputados.
3. Carlos Cuesta
Chegou ao lado de Robert Renan para corrigir a rota do sistema defensivo e virou rapidamente titular. Acumulou mais partidas boas do que ruins, embora não tenha feito uma boa decisão de Copa do Brasil contra o Corinthians, no Maracanã. O Vasco tem o desejo de manter Carlos Cuesta no elenco e vai disparar o gatilho no contrato com o Galatasaray para renovar o empréstimo por mais um ano. Foram 17 jogos pelo clube carioca, com um gol marcado em 2025.
4. Robert Renan
Ao lado de Cuesta, o defensor também virou rapidamente titular da zaga do Vasco e foi elogiado com frequência por Fernando Diniz. Logo em sua primeira oportunidade em campo, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil contra o Botafogo, ele foi o responsável pela cobrança que garantiu a classificação nos pênaltis e colocou a equipe na semifinal da competição. Apresenta muita qualidade na construção, mas ainda precisa aprimorar algumas questões defensivas, assim como o próprio treinador indicou em coletiva de imprensa depois da final da Copa do Brasil.
5. Thiago Mendes
Primeira contratação da “era Admar Lopes”, o volante demorou a engrenar no Vasco, mas foi um dos pilares da reta final da temporada e uma das grandes esperanças para 2026. Ao lado de Andrés Gómez, Thiago Mendes destacou-se nos jogos decisivos da Copa do Brasil e assumiu a titularidade no meio-campo, ao lado de Barros. Diniz é um grande fã do jogador. A admiração vem desde a passagem de Thiago Mendes pelo São Paulo, na qual o atleta chamou atenção de times da França como Lille e Lyon.
6. Tchê Tchê
O volante foi peça importante em grande parte do ano, mas caiu de rendimento e perdeu espaço na reta final do ano com Diniz. O jogador chegou a ser considerado pelo treinador como o “melhor jogador do Vasco” durante período no meio do ano, antes da lesão da coxa sofrida no jogo contra o Corinthians, em agosto, e que voltou a tirá-lo de combate nos primeiros minutos da partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil contra o Botafogo.
7. Lucas Freitas
Chegou sem custos e foi contratado no início do ano para ser a quarta opção do setor defensivo, mas terminou o ano como o zagueiro com mais partidas pelo Vasco: 37 no total. Por esses motivos, tem um balanço positivo na contratação. Apesar da desconfiança inicial, o atleta conquistou seu espaço e teve momentos importantes, como, por exemplo, nos dois jogos contra o Botafogo pela Copa do Brasil, quando foi bastante elogiado por Diniz. Com a chegada de Cuesta e Robert Renan, perdeu espaço.
8. Lucas Oliveira
Chegou com status superior ao de Lucas Freitas, mas não convenceu. O defensor iniciou o ano como titular, mas perdeu espaço ainda no Campeonato Carioca e só voltou a iniciar uma partida em outubro. Fechou a temporada com apenas 15 partidas disputadas e não deve permanecer para 2026. O atleta tem um acordo encaminhado com o Ceará e não deve deixar muitas saudades em São Januário.
9. Matheus França
Não agradou nos primeiros meses de Vasco. O jovem de 21 anos chegou ao Vasco por empréstimo do Crystal Palace, mas conviveu com a falta de ritmo de jogo e não convenceu a comissão técnica de Diniz e, muito menos, a torcida vascaína, que perdeu gradativamente paciência com o meia-atacante. Foram 19 partidas pelo clube carioca, sem participações em gols.
10. Daniel Fuzato
Com Jardim como titular absoluto, o goleiro teve poucas oportunidades no ano. No entanto, quando as teve, não foi bem. Foram dois jogos como titular no Campeonato Brasileiro, contra Mirassol e Atlético-MG, com oito gols sofridos e algumas falhas determinantes nos gols marcados pelos adversários. Tem contrato com o Vasco até o fim de 2026.
11. Garré
Chegou ao Vasco na mesma semana que Nuno Moreira para suprir uma carência de opções no ataque, mas teve destino bem diferente em São Januário. O argentino começou sua passagem como titular com Carille, mas sem boas atuações. Perdeu ainda mais espaço quando Rayan começou a atuar pelo lado direito de ataque e jamais iniciou uma partida sob comando de Fernando Diniz, nem mesmo quando o treinador poupou todos os titulares na última rodada do Brasileirão, contra o Atlético-MG. Foi a segunda contratação mais cara do Vasco em 2025, atrás apenas de Nuno Moreira. O ponta estava no Krylya Sovetov, da Rússia, e foi comprado por 2,5 milhões de euros (R$ 14,9 milhões na cotação atual).
12. Maurício Lemos
Quando foi contratado no início de 2025, Mauricio Lemos chegou ao Vasco com status de titular e de solução para os problemas defensivos recorrentes no time na última temporada. Terminou o ano, porém, com apenas nove partidas disputadas. A comissão técnica e o departamento de futebol demonstraram insatisfação com o zagueiro ao longo da temporada por questões física, técnica e de comportamento. O jogador nem sequer foi com o elenco para a final da Copa do Brasil. O contrato do uruguaio se encerrou no dia 31 de dezembro e não será renovado.
13. Loide Augusto
Das lives polêmicas antes da contratação ao gesto com a mão nos ouvidos que viralizou nas redes, Loide Augusto foi um capítulo à parte no ano do Vasco. E custou, para além de tudo, 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 9 milhões) aos cofres do clube. O angolano nunca correspondeu e viu a torcida perder a paciência com os erros e com a postura em campo em determinados jogos. O diretor técnico Felipe Loureiro chegou a apontar que o angolano “parecia displicente” em alguns momentos durante coletiva de imprensa. Dentro de campo, seu ato positivo foi o pênalti convertido na disputa contra o Operário-PR, pela terceira fase da Copa do Brasil.
Fonte: ge