Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Fernando Diniz após Vasco 1 x 1 Chapecoense

Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Fernando Diniz após Vasco 1 x 1 Chapecoense

O Vasco dominou a Chapecoense na noite desta quinta-feira, empilhou uma chance perdida sobre a outra e, no fim, sofreu o gol que selou o empate em 1 a 1 em São Januário. Na coletiva depois do jogo, Fernando Diniz elogiou a produção ofensiva de sua equipe, mas lamentou as oportunidades desperdiçadas durante os 90 minutos.

Diniz elogia produção ofensiva do Vasco e admite: “Resultado muito frustrante”

O Vasco teve ao todo 25 finalizações no jogo, 16 delas na direção do gol defendido pelo goleiro Léo Vieira. O único gol foi marcado por Puma Rodríguez, aproveitando a assistência de Andrés Gómez dentro da área.

— Muito frustrante pelo resultado. Em termos de desempenho, não. Uma partida que a gente teve o domínio completo, o time jogou bem, produziu muitas chances de gol e ofereceu muitas poucas chances — avaliou o treinador.

Vasco 1 x 1 Chapecoense | Melhores momentos | 2ª rodada | Brasileirão 2026

— No final, um pouco natural alguns jogadores saírem por cansaço. Piton estava puxando cãibra, e o Thiago pediu para sair. Se não não tinha saído nenhum dos dois. Só o Brenner que tinha sido uma mexida tática, por opção minha. O Nuno também estava cansado, e o Marino foi uma opção minha para entrar. É muito frustrante pelo resultado, não pela produção da equipe. Em termos de produção ofensiva, talvez foi o jogo com mais produção efetiva desde que estou aqui. Vasco perdeu sete grandes chances, é muito raro acontecer isso em jogo de Brasileiro — completou o treinador.

— Para se ter uma ideia, no jogo contra o Santos, que ganhamos de 6 a 0, nós finalizamos oito bolas no gol e fizemos seis gols. Contra o Inter, que vencemos de cinco, finalizamos sete e fizemos cinco. Hoje a gente finalizou sete e só fez um gol, e muitas finalizações de dentro da área, chances claras. Temos que ter regularidade no desempenho, é até difícil repetir tamanha produção ofensiva. A gente não pode permitir empatar e perder dois pontos em São Januário do jeito que a gente jogou hoje, então é muito frustrante pelo resultado — concluiu Diniz.

Afinal de contas, o que faltou para que a bola entrasse? Fernando Diniz respondeu dizendo apenas que a bola “teimou em não entrar” na noite desta quinta.

“Acho que treinamento não está faltando. A bola pode entrar a qualquer momento, como entrou cinco contra o Inter, seis contra o Santos, quatro em outros momentos. Hoje teimou em não entrar e a gente lamenta muito por isso”, disse.

A atuação de Brenner também foi tema da coletiva. O atacante fez sua estreia como titular contra a Chapecoense e teve ao menos quatro ótimas chances de marcar, mas não conseguiu fazer o gol. Diniz reconhece que Brenner “não costuma perder os gols que perdeu”.

– O Brenner é um jogador desse ofício. Não costuma perder os gols que perdeu. Pelo contrário, costuma perder poucas chances. Se notabiliza pela capacidade de fazer gols. Está chegando o Spinelli também e vamos tentar suprir a ausência dos dois. A gente se movimentou bem no mercado e trouxe dois bons jogadores. Caras que sejam diferentes para a gente pode estar bem amparado – disse o treinador.

– Na Udinese, ele ficou bastante tempo sem jogar. Foi emprestado para o Cincinatti dos Estados Unidos. Jogou, fez gols, mas estava sem jogar desde novembro, dezembro. Ele veio, é um jogador que eu conheço e vocês conhecem. Não costuma perder os gols que perdeu. A maior especialidade dele é fazer gols. Tenho muita convicção que ele vai entrar em ritmo e dar muita alegria à torcida vascaína – concluiu.

Com o resultado, o Vasco somou seu primeiro ponto no Brasileirão 2026 e ocupa no momento a 12ª posição na tabela. O próximo compromisso pela competição é na quarta-feira da semana que vem, contra o Bahia, novamente em São Januário.

Veja outros trechos da coletiva de Fernando Diniz:

É preciso mudar o estilo de jogo

— Qual convicção que você sugeriria? Do time criar muitas chances de gol que nem foi hoje? Ser menos agressivo e criar poucas chances pra ver se a gente ganha? Bola longa a gente fez até muito mais do que devia. Fez só bola longa. Eu quero que o time faça e se eu conseguir que o time faça o que fez hoje, a chance do Vasco ter um ano muito bom é grande. Foi a melhor partida em termos de criação de oportunidades desde que eu estou aqui. E a gente ofereceu quase nada para a Chapecoense. Teve um certo nervosismo. O time não sabia se esperava ou se continuava pressionando alto e alguns jogadores cansaram ao mesmo tempo. A partida muito ruim que a gente fez, péssima, foi contra o Flamengo. Merecia até mais críticas do que teve. Foi muito ruim o primeiro tempo, horroroso. Contra o Madureira jogou com o time mesclado. Mas em situação normal era para ter ganhado de 2 ou 3 a 0. O resultado é imperativo. A chance da gente começar a ganhar é continuar melhorando. Se continuar, acredito muito que a gente vai começar a ganhar jogo de maneira sequencial.

Fragilidade no sistema defensivo

— Não achei o sistema defensivo frágil, alguns jogadores cansaram, a gente começou a errar passe e tomar transição, e a Chapecoense tinha que se lançar pra frente. Acho que por estar ganhando de 1 a 0, o número de chances que a gente perdeu, é natural ter um certo nervosismo. Eu acho que no final do jogo, pelo nervosismo, estava todo mundo muito incomodado de não ter ganho do Madureira, de ter perdido para o Mirassol, e aí a gente fez uma falta desnecessária e tomamos o gol. Eles finalizaram 4 bolas o jogo todo. Isso é um jogo de futebol, os caras vão finalizar alguma vez. O jogo de hoje não tem nada a ver com os jogos pra trás, contra o Mirassol o time fez uma boa partida e perdeu o jogo. A gente precisa é ganhar o jogo para mudar o retrospecto passado.

Retrospecto ruim e resumo do trabalho

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— Eu cheguei o time estava na zona do rebaixamento no ano passado. Tinha um temor muito grande pelo rebaixamento. O time jogava bem, não pontuava, jogos de hoje, por exemplo. Em determinado momento, a gente teve uma sequência de doze partidas, das quais a gente ganhou sete, empatou quatro e perdeu uma. E depois tivemos um momento ruim, perdemos cinco partidas seguidas, a gente ganhou do Inter e praticamente escapou do rebaixamento, e depois teve aquele jogo contra o Atlético-MG que a gente foi com o time todo mudado, e teve uma expulsão com dez minutos. A gente escapou, não era pra ter sofrido tanto. Naquele momento de alta, a gente estava sonhando até com Libertadores. Depois teve os jogos da Copa do Brasil, que a equipe foi muito bem nos quatro jogos, que a equipe ganhou um, mas jogou muito bem. E agora o ano começa, se a gente ficar pegando o retrospecto das partidas, é sempre muito ruim. Nesse meio, teve a valorização do Rayan, que valia 10 milhões e foi vendido quase que pelo triplo. O time titular jogou quatro vezes esse ano, teve um primeiro tempo horroroso contra o Flamengo, e o segundo tempo teve um jogador expulso com 4 minutos de jogo. Depois os jogos de time de Série A… fizemos uma boa partida contra o Mirassol, e hoje fez um jogo, em termos de jogar futebol, jogou muito bem, infelizmente a gente não botou as bolas pra dentro do gol, então esse é o apanhado geral. A gente tem que ter um pouco de calma, fazer analises um pouco mais profundas pra achar que não está tudo errado, porque não está tudo errado.

Atuação do Coutinho

— O Coutinho fez uma partida muito boa. Aliás, em todos os jogos da temporada ele foi bem. Voltou forte, focado. Jogou bem contra o Maricá, Mirassol e hoje jogou muito bem outra vez.

Condição física do Paulo Henrique e time para enfrentar o Botafogo

— Vou pensar no time. Tenho um esboço. O PH sentiu um problema no pé e está se recuperando. A gente espera por ele o quanto antes.

Nervosismo na busca pelo segundo gol

— Naquela hora não podia abrir o jogo e a gente acelerou sem necessidade e errou alguns passes. A gente não tinha errado quase no jogo inteiro aí nesse momento final a gente errou uns quatro passes fáceis. Demos posse a Chapecoense e eles se lançaram ao ataque. Especificamente no fim do jogo, acho que a gente precisava de um pouco mais de tranquilidade da posse. Só que você atrai o adversário e vai ter que fazer uso do goleiro, porque vai ser pressionado e vai ter que dar passe para trás. Tem que saber jogar com isso. Às vezes sai com bola longa ou com bola curta. Depende do que o jogo pedir. Além disso, quando a gente estava com o resultado, a Chapecoense teve que mudar, e a gente estava saindo muito descompactado e criando espaços que não estava dando desde o tempo técnico. A gente estava pressionando mas o time acompanhava e ficava compactado. Depois começamos a ficar espaçados, no final do jogo. Por isso teve essa trocação.

Melhorar aproveitamento em São Januário

— Mexe comigo não ganhar em São Januário. Muito. Aqui é a casa do Vasco e mexe muito desde o ano passado. É uma coisa difícil de explicar porque fizemos partidas que tivemos domínio completo do jogo e não conseguimos vencer. Acho que a gente tem que conseguir reverter o domínio em vitórias.

Onde briga no Brasileiro?

— O Vasco vai postular sempre as melhores posições. O time tem força para poder brigar pelo máximo que a gente conseguir. O Vasco tem que pensar e sonhar em ser campeão em todas as competições. Esse é um sonho que eu tenho. Grande. Sonhava em ser campeão com o Audax, acha que vou sonhar o que o com o Vasco? Meu sonho é ser campeão com o Vasco da maior quantidade de competições que eu conseguir.

Importância do clássico contra o Botafogo

— Obviamente que o clássico ajuda. Ganhar sempre ajuda na confiança e sendo o clássico ainda mais. Para qualquer time. O clássico muda humores. Pela partida de hoje, o time mostrou confiança para jogar. O time também entrou pressionado e soube se comportar bem. Não soube fazer os gols, o que teve muitas chances.

Como pensa em usar o Cuiabano no Vasco?

— No clássico ele está fora porque não teve tempo hábil de inscrição, ele só vai ter condição de ser relacionado para quarta-feira. Ele veio de fato para jogar na posição dele de lateral.

Novamente sobre Brenner

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– O Brenner é isso mesmo. Se colocou à disposição sem praticamente treinar com o time e botou a cara. Não falou: “estou fora de forma e preciso de tempo para treinar”. Isso é louvável também. Lembra do Kaio Jorge quando chegou ao Cruzeiro em 2024. Foi vaiado, hostilizado porque bateu um pênalti e errou. E o Kaio Jorge passou, finalzinho de 2024 estive com ele, coincidiu de ele fazer mais gols. Aí se machucou e no ano passado foi o grande destaque do Campeonato Brasileiro. Essas coisas são comuns. Está em readaptação depois de muito tempo sem jogar. Esteve muito tempo sem jogar na Udinense, depois teve um período curto no Cincinatti. Ele precisa de ritmo. É um jogador que confio muito, é muito talentoso. Ele foi mais cobrado naquilo que ele costuma ser fatal, que é a capacidade de finalizar e fazer gols. Acho que o time mostrou muita confiança para criar e fazer gols. Toda vez que a gente não ganha eu fico preocupado, mas estaria ainda mais se a gente não estivesse criando situações de gol, se o time estivesse se acovardando. Em termos de jogar futebol, o time deu uma boa resposta.

Falta confiança para o time?

— Eu acho que o time mostrou muita confiança hoje pra jogar e pra criar. Eu ia estar muito preocupado se o time não estivesse criando. Toda vez que não ganha, a gente fica preocupado, mas estaria muito mais preocupado se a gente não estivesse criando situação de gol, se a gente tivesse se acovardando, e não foi o que aconteceu com o time, em termos de jogar futebol o time deu uma boa resposta hoje.

A que se deve a falta de gols?

— Acho que faltou inspiração mesmo. Como faltou contra o Madureira. O Puma que é um jogador inspirado para fazer gol, perdeu pênalti. Por exemplo, contra o Boavista ele fez dois gols, um deles difícil de fazer. Hoje a gente teve muito mais chances fáceis até do que contra o Madureira e não conseguiu. Não falta treino, não é uma coisa só de treinar. Simplesmente hoje a bola teimou em não entrar. Acredito que ela vai começar a entrar. O que a gente tem é que continuar a produção e continuar marcando bem. O time da Chapecoense fez quatro gols no Santos, fez quatro no Criciúma que é um bom time. Não é um time qualquer. Não tem jogo fácil no Brasileiro. Depois vocês vão acompanhar quantos times finalizaram 11 bolas na direção do gol da Chapecoense e teve sete chances claras. A partida de hoje tem que saber o que aconteceu. Não teve acomodação. O mais importante era vencer e a gente não venceu. Mas tem que saber reconhecer aquilo que teve de positivo e corrigir os erros, o que a gente sempre tem procurado fazer.

Fonte: ge