Vasco vê segurança jurídica e avança em negociações com Marcos Lamacchia para venda da SAF
A discussão sobre o Artigo 86 do Regulamento Geral de Competições — que veta parentes próximos no comando de clubes da mesma divisão — existe, mas o departamento jurídico do Vasco interpreta que a regra não se aplica a enteados da mesma forma que a filhos biológicos. Além disso, a boa relação política construída pela gestão de Pedrinho junto à CBF é vista como um trunfo para dialogar sobre a interpretação da norma.
Independência Financeira: O legado do Banco Real
Um ponto crucial esclarecido por Pedrosa é a autonomia financeira de Marcos Lamacchia. O investidor não depende do capital da Crefisa ou de Leila Pereira para realizar a compra. Marcos é herdeiro de José Lamacchia, mas também possui linhagem direta com a família de Aloysio Faria, banqueiro lendário responsável pela criação do Banco Real e do Banco Alfa.
“Ele tem grana o suficiente para poder fazer [o negócio]. Ele é filho da Júnia e é da família que criou o Banco Real, que vendeu o Banco Real, aí tem hoje o Banco Alfa, entre outros negócios”, explicou o jornalista.
Essa origem do capital reforça a tese vascaína de que se trata de um investimento independente, sem vínculos cruzados com a gestão do Palmeiras, o que fortaleceria a defesa do negócio perante as autoridades regulatórias.
“Muito difícil que a venda não se concretize em 2026”
O estágio das conversas é considerado avançado. Segundo a apuração, as partes já discutem minutas contratuais e documentos para a formalização da proposta vinculante. O otimismo é grande nos bastidores de São Januário.
Pedrosa foi enfático ao projetar o desfecho da novela:
“É muito difícil, mas muito difícil que o Vasco não concretize essa venda nesse momento, na temporada, em 2026”.
A expectativa é que, superadas as etapas burocráticas e a due diligence (que já está madura), o Vasco tenha um novo controlador definitivo ainda neste ano, encerrando o período de gestão interina da diretoria associativa.
Fonte: Papo Na Colina