Vasco está entre Artur Jorge, Marcelo Gallardo e Renato Gaúcho; Jardim e Carvalhal não querem trabalhar no Brasil
Os salários envolvidos são acima do que Fernando Diniz recebia, mas a diretoria entende que precisa contratar um nome de impacto para comandar a equipe.
Além do planejamento tático, a principal característica buscada pelo Vasco no novo comandante é alguém de personalidade forte, que tenha controle de vestiário e seja bom em gestão de atletas. A intenção é dar um “choque” para isolar o elenco da pressão externa e dos recentes resultados ruins.
A direção procurou diversos nomes na última segunda-feira — entre eles, Renato Gaúcho. Artur Jorge e Gallardo são os que tiveram aprovação unânime da cúpula vascaína.
O caso do português é mais complicado que o do argentino: empregado, o ídolo do Botafogo tem multa rescisória de cerca de R$ 30 milhões com o Al-Rayyan, além de receber salário acima de R$ 5 milhões no clube asiático. O português sabe que não receberia esse valor em nenhum cube brasileiro em um eventual retorno ao país, onde comandou o Botafogo em 2024.
A diretoria do Vasco entende que é preciso tentar nomes fortes. O português e o argentino agradam por serem técnicos que têm experiências em torneios internacionais e de mata-mata e já comandaram grandes equipes no continente. Internamente, estudam a viabilidade financeira para tentar formalizar propostas oficiais a Artur Jorge ou Gallardo — o que, até agora, ainda não aconteceu a nenhum profissional.
Não há outros nomes que despontam como unanimidades. Martín Demichelis, por exemplo, apareceu em uma lista como treinadores “fora da caixinha”. Nomes como Leonardo Jardim e Carlos Carvalhal foram citados, mas descartados por estarem fora do alcance. Eles não têm vontade de trabalhar no Brasil neste momento.
Um dos primeiros nomes que a diretoria do Vasco sondou no mercado foi o de Renato Gaúcho. A direção entrou em contato para saber a pretensão salarial do treinador. O Vasco não o diminui em relação aos outros citados, mas o enxerga como uma opção viável, já que ele deu sinal positivo à sondagem inicial, mora no Rio de Janeiro e está desempregado desde o ano passado.
Fonte: ge