Inicialmente, Bastos fez questão de destacar a admiração que tinha pelo veterano. Contudo, com o passar do tempo, a convivência diária no clube acabou desgastando a relação. Enquanto Juninho já era referência consolidada, o jovem meia ainda buscava espaço, o que acabou contribuindo para o clima tenso.
Atritos no Vasco vieram à tona
Segundo o próprio Bastos, o desgaste não surgiu de um único episódio, mas sim de uma sequência de situações internas. “Juninho é ídolo do torcedor e também era o meu. Porém, era um cara muito ‘eu’ e pouco ‘nós’. Em 2012, revezávamos jogos e começaram a acontecer algumas coisas dentro do clube”, revelou o ex-jogador.
Além disso, um episódio específico aumentou ainda mais a tensão. Em meio a uma sequência decisiva de partidas, Juninho optou por realizar um procedimento odontológico, o que não caiu bem no grupo. “Era uma semana com jogos importantes contra Alianza Lima e Flamengo, mas ele decidiu operar o siso naquele momento. Isso acabou jogando pressão para o restante do elenco”, explicou.
Com isso, mesmo após o retorno do camisa 8, a decisão da comissão técnica de manter a equipe acabou intensificando o desconforto. Bastos relatou que o desejo de Juninho em retomar a titularidade rapidamente gerou ainda mais atritos internos. Dessa forma, o ambiente foi ficando cada vez mais carregado nos bastidores.
Por outro lado, ao falar do presente, Fellipe Bastos demonstrou uma visão mais otimista sobre o Vasco. Segundo ele, a equipe vive um momento de reconstrução consistente e já apresenta sinais de evolução, principalmente após uma vitória marcante na temporada.
Fonte: Antenados no Futebol