Hinestroza é conhecido por frases fortes: ‘Estou cansado de ser humilde e não ganhar nada’
Essa frase foi dita por Marino Hinestroza, reforço do Vasco para a temporada, ao ser perguntado se imaginava que falaria com veículos de comunicação colombianos sendo campeão nacional.
O atacante fez a melhor temporada da carreira pelo Atlético Nacional em 2025. Os sete gols marcados e as nove assistências em 57 jogos, além dos títulos do Campeonato Colombiano e da Copa Colômbia, talvez justifiquem a frase.
— Sou ambicioso e ratifico isso com dois títulos em dezembro (pelo Atlético Nacional, clube que estava). Sempre fui assim. Sempre me chamam de desumilde e arrogante. Mas tem que saber que para ganhar tem que ser assim. Estou cansado de ser humilde e não ganhar nada, então, sim, sou arrogante. Sim, provoco, eu sou assim. Olha aqui, estou com dois títulos (Campeonato Colombiano e Copa Colômbia) — afirmou.
Essa postura não é exclusiva por causa das conquistas para Hinestroza. Além da habilidade de driblar e velocidade nas pontas, o atacante é conhecido por ser provocador e participativo com as questões do clube dentro e fora de campo.
—Tem um estilo de jogo muito particular e pode parecer que é arrogante. É um jogador muito pulsante no campo, mas ele vive de forma diferente o futebol. Fora de campo, ele é muito humilde. Não teve problemas com a noite, não ouvimos nenhum problema com a vida privada dele aqui. É muito tranquilo – explicou Hernán Lopez, setorista do Atlético Nacional no “Munera Eastman Radio”, ao ge.
No Atlético Nacional, ele já foi para o meio dos torcedores no entorno do estádio após um jogo do Campeonato Colombiano para ajudar a tocar instrumentos e participar da festa.
— Ele ganhou o carinho do torcedor no Atlético Nacional pela forma de jogar. Ele sempre fez a diferença em clássicos. Sua forma de ser fez com que a torcida o adorasse. Faltou um pouquinho mais de tempo para virar ídolo, mas há muito carinho – completou o jornalista.
Não será a primeira vez de Hinestroza no Brasil. Em 2019, o atacante teve um período no time sub-20 do Palmeiras. Ele chegou a ser relacionado para duas partidas do time principal por Abel Ferreira, mas o clube paulista não exerceu a opção de compra porque o colombiano sofreu com lesões no período.
— É um atleta com desequilíbrio no mano a mano. É um jogador do drible, do improviso e tem muita força de arraste. Quando está no dia, é difícil pará-lo — analisou João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do Palmeiras ao ge em abril do ano passado.
O Vasco vai pagar em torno de US$ 5 milhões (perto de R$ 30 milhões) por 80% dos direitos econômicos do atacante colombiano.
Fonte: ge