Spinelli é apresentado: ‘Sei que a torcida tem muitas expectativas, e eu também’
– Que eu possa fazer uma temporada como Rayan. Eu gosto muito do número 7. No clube passado, usei a 77. Aqui me disseram que a 77 estava livre e, sem dúvidas, escolhi esse número. Que venha com muitos gols.
– É uma linda responsabilidade que tenha usado o Rayan, é um desafio para mim – comentou Spinelli.
O centroavante estava no Independiente del Valle e desembarcou no Rio de Janeiro na manhã do último sábado. Pelo clube equatoriano, Spinelli viveu justamente a melhor temporada de sua carreira em 2025, quando anotou 28 gols em 50 partidas. Ele marcou quatro gols em seis jogos na Libertadores e outros quatro em oito duelos na Sul-Americana — dois deles no Vasco..
Ainda pouco conhecido no futebol brasileiro, o atacante é mais um movimento do clube no mercado de jogadores argentinos como apostas para o ataque. O jogador revelou que conversou com Vegetti antes de acertar com o Vasco e também citou a passagem de sucesso de Germán Cano pela Colina Histórica
– Falei um pouco com Vegetti um pouco de vir para cá. Me disse o que era o clube, o importante e o que é essa equipe. Venho com muita vontade e tomara que possa conseguir ele conseguiu, o Cano também. Sei que a torcida tem muitas expectativas, e eu também. Sei que está nas minhas mãos. Vou trabalhar muito para conseguir lograr o que eles conseguira – afirmou Spinelli.
– Sei que, a cada três anos, trouxeram atacantes argentinos que foram muito bem. É uma responsabilidade, mas tomo com muita tranquilidade. Tenho que ter uma adaptação aqui, no dia a dia. Hoje, foi meu primeiro treino. Já comecei a colocar os objetivos, passo a passo, começando com o primeiro gol. Depois, vamos pensando nos próximos. É tratar de me colocar rápido na equipe, fazer meu primeiro gol, seguir passo a passo para ganhar, cada vez mais, a confiança de todos.
A negociação final girará em torno de US$ 2 milhões (próximo de R$ 10,5 milhões). O jogador é visto como uma grande oportunidade de mercado, pelo valor baixo da transferência e do salário do atleta para os moldes do futebol brasileiro. Spinelli foi apresentado ao lado do recém-contratado Cuiabano, pelo diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes.
O jogador é visto com um perfil parecido com Vegetti — um atacante mais de área, brigador e bom na bola aérea, embora seja visto como um atleta com mais mobilidade.
Outros pontos da coletiva
Procura por outras equipes
– Sei que existiam outras equipes que estavam me buscando, mas estar aqui no Rio, vou ser pai, viver no Rio, vamos formar uma família agora em maio. A oportunidade de jogar em uma grande equipe é muito importante para mim. Foi o mais importante para a minha decisão.
Briga de posição com Brenner
– A princípio, Diniz deve ter uma ideia clara. Mas, conforme as partidas vão passando, a equipe vai encontrando sua forma, seu jogo. Claro que ele, como pensa tudo e trabalha muito, deve ter isso na cabeça. Hoje, foi o meu primeiro treino. Estou muito contente. Sei que tenho muito que aprender com ele. É aos poucos, passo a passo.
– Sei que vamos lutar por uma posição. É um grande profissional e goleador. Mas vim para cá para lutar pelo meu lugar, para trabalhar muito. Sei que é o futebol, tudo pode caminhar, tanto para bem quanto para mal. O importante é trabalhar e somar para a equipe, que o treinador encontre os jogadores para ganhar e conseguir os objetivos.
Chegada ao futebol brasileiro
– O futebol brasileiro é uma das ligas mais importantes do mundo, cresceu muito nos últimos tempos. Muitos estrangeiros estão indo muito bem. Tomara que seja o meu caso, que eu vá bem. São Januário é lindo, com a torcida. Fui outro dia à última partida, dá muita vontade de jogar, fazer gols e que tudo vá muito bem.
Aprendizado sendo treinado por Maradona no Gimnasia
– Foi uma linda experiência. Com Diego, sempre te fazia sentir parte, que era apenas um a mais. Não te fazia sentir como se fosse Maradona, sempre estava lá conversando, jogando. Sempre dava muita confiança.
Brincadeiras nas redes sociais com apelidos
– Vejo com diversão, com alegria (risos). Tenho muitos apelidos. Todo mundo me chama de muita coisa. No clube passado, me chamavam de Thor (risos).
Recado para torcida do Vasco
– Agora, aqui há um vascaíno a mais, como dizem (risos). Que prometo deixar tudo no campo, já vão ver isso. E que me ajudem para que eu faça muitos gols.
Recepção do grupo de jogadores e comissão técnica
– Todos os meninos me receberam muito bem. Dá para ver que é uma família, um grupo unido. Gostaria de aprender português rapidamente para conversar um pouco mais, conhecer os meus companheiros. Com os estrangeiros, já estou conversando bastante. Com Diniz, conversei um pouco, me disse que fique tranquilo, que vou pegar a ideia de jogo. Por agora, que eu me foque em jogar livre. Aos poucos, vamos trabalhando.
Fonte: ge