Reforços do Vasco de 2026 não engrenam e diretoria prepara 2ª janela para ‘corrigir rota’
Nos últimos dias, três dos contratados em 2026 viram a paciência do torcedor se esgotar de vez. No domingo, Saldivia e Brenner foram xingados pela arquibancada em São Januário após mais um desempenho apagado. Na reapresentação do time, foi a vez de Marino Hinestroza ser o principal alvo de cobranças e ser hostilizado pelas organizadas que foram ao CT protestar.
Há um reconhecimento interno de que alguns dos reforços apresentaram dificuldade de adaptação ao futebol brasileiro e não engrenaram da forma que se esperava neste primeiro semestre. O caso utilizado como maior exemplo internamente é justamente o de Marino Hinestroza, a quem se depositou grandes expectativas com a contratação de R$ 30 milhões mas que não soma nenhuma participação em gol em 18 partidas disputadas. Hoje, o colombiano está no fim da fila das opções para o ataque.
“A janela abre no mês de julho. Entendemos que há jogadores que chegaram na última janela e ainda não conseguiram se adaptar e não entregaram o que esperávamos. Há algumas incertezas”, afirmou Admar Lopes em entrevista coletiva.
Na segunda janela de transferências, o entendimento é de que o Vasco precisará corrigir rotas. A direção elencou as posições que serão atacadas no mercado e justamente os setores de ataque e de defesa estão entre a lista de prioridades.
O ge apurou que um dos desejos no momento é a contratação de um atacante canhoto para atuar pelo lado direito. A avaliação momentânea passa pela dificuldade para encontrar um titular para a posição entre as opções do plantel.
A chegada de atacante de ofício para atuar centralizado, como Brenner e Spinelli, também está em pauta. A diretoria também quer a contratação de um zagueiro destro, de perfil dominante e forte na bola aérea, para disputar a titularidade com Saldivia e Cuesta.
Saldivia oscila desde os primeiros meses e foi um dos mais vaiados na derrota no último domingo. O uruguaio acumulou erros decisivos nos gols sofridos contra o Bragantino e foi o pior na avaliação dos internautas feita no ge.
Brenner, por sua vez, não caiu nas graças da torcida e ouve vaias desde sua estreia no Campeonato Brasileiro. A relação desgastada se justifica pelo número excessivo de chances perdidas pelo atacante. Contratado para ser titular no Vasco, Brenner não engrenou e é presença constante no banco de reservas. Contra o Bragantino, entrou no segundo tempo e teve boa chance para marcar dentro da área, mas chutou em cima de Volpi. A arquibancada não perdoou e xingou o jogador na sequência.
Por fim, no caso de Hinestroza, entende-se que o atleta foi mal gerido na chegada ao Vasco. Fora de forma fisicamente, Marino teve dificuldades com as metodologias de treinamentos de Fernando Diniz no início de 2026. O atleta não tinha condições de jogo logo de cara e foi a campo mais cedo do que o departamento médico entendia ser o ideal.
A avaliação do departamento de futebol do Vasco é de que a decisão de usar o jogador cedo foi precipitada, assim como aconteceu com o atacante Brenner. Ambos chegaram ao CT Moacyr Barbosa de um longo período de férias.
Fonte: ge