Vasco apoia proposta da CBF de perda de pontos em caso de racismo; veja posição de cada clube das Séries A e B

Vasco apoia proposta da CBF de perda de pontos em caso de racismo; veja posição de cada clube das Séries A e B Segunda-feira, 29/08/2022 – 11:34 Apenas seis clubes dos 40 que disputam as Séries A e B concordam integralmente com a perda de pontos nos casos em que torcedores tenham comportamento racista. O ge consultou os times das duas principais divisões do futebol brasileiro sobre a proposta de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, de aplicar punição esportiva em situações de preconceito racial.

Na quarta-feira, no Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol, evento realizado pela entidade, no Rio, Ednaldo Rodrigues detalhou a ideia:

– Acredito que somente com pena desportiva diretamente ao clube o racismo e o preconceito deixarão o futebol. Sou democrático e quero que essa pena seja discutida no tribunal. Vou propor para que o time perca ao menos um ponto na competição. Em campeonatos disputados, como o Brasileiro, isso pode decidir um título, uma vaga em competição e até um rebaixamento.

A ideia será colocada em prática se for aprovada no ano que vem pelo Conselho Técnico das duas divisões, composto pelos clubes que disputarão os torneios em 2023.

O assunto divide opiniões entre dirigentes. Nas respostas ao ge, América-MG, Fluminense, Náutico, Ponte Preta, Sampaio Corrêa e Vasco concordaram com a proposta de perda de ponto sem fazer qualquer tipo de condição. Atlético-GO, Bragantino, Santos, Chapecoense, Criciúma, CSA e Tombense se manifestaram contrariamente.

A maioria, porém, defendeu maior debate para incluir a proposta no regulamento dos campeonatos – o que não impediu o repúdio a toda e qualquer manifestação racista. Há quem peça mais transparência na discussão, que deve ser tratada no Conselho Técnico das duas divisões, no sentido de definir a dosimetria (quantos pontos) e critérios (para evitar punições diferentes para caso iguais) da pena.

Há ainda quem entenda que a punição só deve ocorrer se o clube não ajudar na identificação do torcedor infrator, o que atualmente ocorre com registro de boletim de ocorrência e encaminhamento para as autoridades competentes. E há quem lembre que já há previsão no Código Brasileiro de Justiça Desportiva sobre o tema.

No artigo 243-G, o CBJD estabelece que há punição a quem “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A suspensão seria de cinco a dez partidas em caso de jogadores e treinadores.

E no caso de torcedores? O CBDJ assim define: “Caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente; caso não haja atribuição de pontos pelo regulamento da competição, a entidade de prática desportiva será excluída da competição, torneio ou equivalente”.

Athletico-PR, Botafogo, Coritiba, Flamengo, Brusque, Guarani, Londrina e Operário não se manifestaram até a publicação desta reportagem. Goiás e Novorizontino informaram que não iriam se posicionar.

Confira a posição de cada clube

Série A

América-MG

– Como clube que se posiciona contrário a qualquer ato de preconceito, o América lamenta que esse tipo de crime ainda ocorra na sociedade. Porém, se a conscientização e humanidade das pessoas não forem suficientes para combater o racismo, o América compreende que a medida é favorável para punir os casos mais graves de racismo e fazer com que as pessoas entendam que não há lugar para essa barbaridade no mundo – escreveu o clube em nota oficial.

Athletico-PR

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Atlético-GO

– Eu acho que é injusto com os clubes porque o problema é muito mais profundo. O futebol não pode ser a solução de tudo nesse país. Nós precisamos de educação e de um trabalho muito mais profundo do que jogar isso na conta dos clubes. Vem um indivíduo com a camisa do clube, que às vezes não é nem torcedor, comete esse ato deplorável e o clube vai pagar? Fico tudo muito pesado e na conta dos clubes. Não temos como educar, tenho que ser responsável por meus atos, não posso me responsabilizar por pessoas que não têm princípios, moral, e que não têm respeito pelo seu semelhante – disse o presidente Adson Batista.

Atlético-MG

– O Galo repudia de forma veemente qualquer tipo de ato racista e/ou discriminatório e está empenhado em não apenas dar exemplo, mas, também, liderar movimento entre os clubes brasileiros nessa direção. Sobre o mecanismo de perda de pontos, o Atlético entende que o tema é sensível, motivo pelo qual deve ser amplamente debatido no Conselho Técnico do Campeonato Brasileiro – escreveu o clube em nota oficial.

Avaí

– O Avaí é radicalmente contra o racismo ou qualquer outra forma de preconceito e entende que o combate deve ser periódico, educativo e firme. O Avaí é favorável à discussão da proposta apresentada pela presidência da CBF e acredita que é fundamental que se tomem outras medidas, principalmente para garantir a punição daqueles que cometem esses gestos inaceitáveis.

O clube estuda ações objetivas para combater o racismo e violência nos seus domínios, utilizando mecanismos de gestão e tecnologia. O Avaí FC, desde o início desta gestão, entende que o diálogo e conhecimento de seus torcedores e sócios é a base por uma convivência mais honesta e pacífica. A criação da coordenação de relacionamento com torcedores e sócios e a mudança de orientação do departamento de comunicação já estão entre as ações de combate ao racismo e violência.

Entendemos que o Avaí FC tem a oportunidade de fazer a diferença, ajudando a liderar o processo de transformação da sociedade. O cenário ideal é que todos na sociedade sentem uma profunda vergonha e indignação ao presenciar atos de racismo e violência em qualquer ambiente – escreveu o clube em nota.

Botafogo

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Bragantino

– Esse é um problema que envolve outras esferas, como a Justiça e o Estado, não só o futebol. O clube pode colaborar com campanhas educativas e, principalmente, identificação dos responsáveis pelos atos racistas, mas a punição precisa ser imposta pela Justiça ao indivíduo que cometeu o crime – escreveu o clube em nota oficial.

Ceará

– Foi uma proposta inicial. A CBF vai criar comissões, que irão debater as medidas necessárias de combate à violência e ao racismo nos estádios. A ideia foi pessoal do presidente da CBF. Acredito que a discussão nas comissões será no sentido de, até penalizar o clube, ter todo um processo de apuração. O Ceará vai defender que, na medida em que o clube ajuda na identificação e na apuração, não tem motivo para o clube ser penalizado. A questão do racismo é muito maior do que você remeter a responsabilidade apenas a um clube de futebol. É muito maior. Envolve questões de governo, de estado, digamos assim. Envolve um compromisso da sociedade no combate ao racismo. Então, você não pode apenas remeter a um clube de futebol a responsabilidade. A discussão vai vir ainda. O fato é que a CBF deixou claro que a questão é urgente e tem de ser enfrentada por todos – disse o diretor de relações institucionais Odésio Castro.

Coritiba

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Corinthians

– O Corinthians saúda a proposta do presidente da CBF e recorda que, como instituição consciente de sua história de lutas sociais, tem sido sempre nosso objetivo apontar problemas do futebol e buscar colaborações para que certos comportamentos desapareçam do nosso esporte e da nossa sociedade. O próprio presidente Ednaldo Rodrigues se mostrou um aliado de primeira hora da campanha Futebol sem Ódio, iniciada neste ano. Porém, o clube se sente no dever de alertar para a necessidade de avaliação minuciosa dos processos e da pena proposta de perda de pontos. Tal precaução é crucial, a fim de que se evite ao máximo qualquer injustiça esportiva pela má aplicação da pena, cuja repercussão na mídia e nas redes sociais traria enorme prejuízo e descrédito aos esforços pela causa principal: acabar com o racismo nos estádios e no futebol – escreveu o clube em nota.

Cuiabá

– O Cuiabá vê essa campanha como muito importante, porém as medidas a serem tomadas devem ser discutidas com os clubes – disse o vice-presidente Cristiano Dresch.

Flamengo

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Fluminense

– Embora ainda não tenha tido acesso ao texto do projeto de iniciativa da CBF, o Fluminense apoia toda e qualquer iniciativa que combata atos de racismo em qualquer ambiente – não somente nos estádios de futebol. O clube está engajado em campanhas de conscientização nesse sentido, tanto que acaba se tornar oficialmente parceiro do Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Prova disso também é a produção da série Herdeiros de Chico Guanabara que visa a valorizar a representatividade negra na história do Fluminense – escreveu o clube em nota oficial.

Fortaleza

– Nós não podemos mais fechar os olhos para esses episódios, não podemos normalizar casos de racismo e de violência nos estádios ou qualquer tipo de discriminação e homofobia. O passo inicial deve ser identificar o agressor, retirar ele do estádio, como já acontece hoje com quem joga um objeto dentro do campo, por exemplo. Abrir um termo circunstancial de ocorrência na delegacia do próprio estádio e, em um segundo momento, proibir a entrada dessa pessoa no estádio. É preciso responsabilizar o CPF, não a entidade. Em caso de omissão da entidade, do clube mandante, de não identificar, não punir e não apresentar a autoridade competente o agressor, então nesse caso se cabe avaliar a punição desportiva, mas eu acredito que deve se punir o CPF, o indivíduo, mas o clube é responsável por identificar e punir exemplarmente. Se caso esse agressor fizer parte do sócio torcedor, então, devemos proibir de comprar ingressos, já que esse tipo de pessoa não merece estar no espaço esportivo. Futebol é entretenimento, alegria, satisfação, e não cabe qualquer tipo de violência. Precisa ser punido fortemente. Gostaria de parabenizar o presidente Ednaldo Rodrigues por ter levado esse debate a um seminário envolvendo todas as agremiações – disse o presidente Marcelo Paz.

Goiás

O clube informou que não vai se posicionar.

Internacional

– Em primeiro lugar, nos orgulha muito que o SC Internacional tenha sido o clube que sugeriu à CBF, em fevereiro deste ano, a realização deste seminário sobre a discussão e trocas de experiências de um tema que deve ser tratado sempre como prioridade não apenas no esporte, mas na nossa sociedade como um todo. Já existem regulamentos, legislação e punição para o racismo. A perda de pontos pode ser mais uma dentro dessas regras a ser adotada, porém, antes disso, temos que regulamentar muito bem as punições já existentes e aplicá-las de fato. Racismo é crime e crime tem punições. O grande salto é a união de confederações, federações, clubes, atletas e profissionais que fazem o futebol na busca de conscientização, para que o racismo seja banido do nosso convívio, e neste caso do futebol. Nossa próxima meta é sugerir que esses seminários se tornem regionais e proporcionem um debate ainda mais amplo com os clubes de todos os estados – escreveu o clube em nota oficial.

Juventude

– Existem muitas normas já voltadas para o combate ao racismo, mas precisamos de regras mais rígidas e punitivas em torno de um problema tão grave e que, no futebol, tem acontecido de forma frequente. Somos favoráveis a mudanças mais contundentes, desde que os termos fiquem transparentes. Acredito que a responsabilidade precisa ser daquela que comete o ato, mas os clubes têm por obrigação participar de forma ativa, denunciando no ato e punindo de forma interna caso ele seja do quadro associativo ou de sócios. Mas o mais importante é que uma eventual perda de pontos nesses casos deva ser analisada de forma extremamente criteriosa, a fim de não gerar nenhum tipo de dúvidas, de forma muito transparente – disse o presidente Walter Dal Zotto Jr.

Palmeiras

– Fundado por imigrantes italianos há 108 anos, o Palmeiras é veementemente contrário a qualquer forma de discriminação e preconceito. O clube cumpre as leis, as regras dos campeonatos e as determinações das autoridades e dos órgãos competentes – escreveu o clube em nota oficial.

Santos

– Racismo é crime. É outra esfera para ter punição. Acho que punir o clube por uma atitude individual de, entre aspas, torcedor, pode estar errado. Se precisa fazer uma campanha para aumentar a penalidade dentro da Justiça. Racismo é crime. O clube tem a responsabilidade de identificar e entregar para as autoridades. A Justiça é quem tem de ter mais penas mais severas para inibir este tipo de coisa. O futebol pode contribuir dando exemplo, fazendo campanha, identificando quem comente o crime. Agora, punição, no meu entendimento, é com a Justiça. Não com a Justiça Desportiva – disse o presidente Andres Rueda.

São Paulo

– Obviamente, sou determinante contra qualquer ato racista. Firmamos, inclusive, uma parceria com o Observatório da Discriminação Racial no Futebol. Sobre regulamentação de campeonatos, deve ficar restrito ao Conselho Técnico da CBF – disse o presidente Julio Casares.

Série B

Bahia

– Vanguardista nas ações afirmativas desde 2018, quando sediou o lançamento do relatório anual do Observatório da Discriminação Racial no Futebol em evento na Fonte Nova, o Bahia enxerga com bons olhos a proposta. O evento desta semana na CBF tem potencial para se tornar um marco histórico de enfrentamento ao tema e não podemos desperdiçar mais uma oportunidade. Combater o racismo de maneira paliativa, compensatória ou como parte do que se chama de “responsabilidade social” está esgotado, ultrapassado. É preciso centralizar a questão de forma estruturante.

A punição não nos parece a ferramenta ideal, mas possui caráter pedagógico, sobretudo em um meio com tantas paixões e clubismo. Um exemplo da última década no futebol brasileiro é o arremesso de objetos ao campo, que passou a ganhar sanções mais duras nos tribunais desportivos e o panorama se modificou.

Aos que alegam risco de torcedores infiltrados para prejudicar equipes rivais, acreditamos haver mecanismos de identificação, apuração e controle a fim de impedir injustiças.

Também parece razoável existir dosimetria de penas, preocupação com reincidência, devido processo legal e todo um arcabouço jurídico para colocar a pauta no melhor caminho.

Em paralelo a isso, propomos a instituição de um NAA (Núcleo de Ações Afirmativas) também na CBF, com sistema de governança profissional, remunerado, indicações de entidades de representação e atuação em segmentos como curadoria de campanhas de comunicação, projetos de intervenção social e iniciativas de reparação – escreveu o clube em nota oficial.

Brusque

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Chapecoense

– Para a Associação Chapecoense de Futebol, todo e qualquer tipo de preconceito e violência devem ser erradicados – tanto do futebol quanto da sociedade em geral; acabar com essas situações passa, impreterivelmente, pela punição severa de tais práticas, autuando os infratores de modo a perceberem a gravidade e a incompatibilidade dos seus atos. Ademais, mesmo que atitudes preconceituosas e violentas possam ser individuais, elas não são isoladas: representam problemas coletivos, aos quais se deve tolerância zero.

Por fim, especialmente sobre a punição esportiva e a possibilidade de retirada de pontos das equipes em casos de racismo, a Chapecoense reitera ser favorável à penalização efetiva dos autores dos atos, isentando de responsabilidade solidária o clube, a não ser que os atos sejam perpetrados por dirigentes ou atletas vinculados ao clube . No entanto, sempre manterá a sua responsabilidade social e o compromisso com a justiça e a verdade, agindo para identificar culpados e, para além disso, fazendo trabalhos frequentes de conscientização e combate, de modo a contribuir, cada vez mais, por um futebol e uma sociedade pacífica e plural – escreveu o clube em nota oficial.

CRB

– Eu acho que o caminho tem que ser esse. O intuito é que consiga fazer isso desde que o torcedor não seja identificado. Agora, se o torcedor for identificado e preso, o clube tem que ser isento. É igual àquela questão de se jogar objeto, a própria torcida entrega senão o clube é prejudicado. Nós temos que a acabar com racismo no futebol, nos estádios. Quem comete esses atos tem que ser preso e banido dos estádios. Quem comete racismo no estádio, comete na vida, em casa, na escola… O clube pode até ser punido, mas se o racista for identificado, o clube tem que ser isento e a pessoa que cometeu o ato que pague – disse o presidente Mário Marroquim.

Criciúma

– A opinião do Criciúma, através da sua diretoria, é que não se deve tirar pontos dos clubes. Muito embora o racismo seja tratado como crime, punir um clube por ato isolado de um torcedor ou sua torcida (várias pessoas), excede as boas práticas desportivas. Esse tipo penal, muito embora possa ocorrer dentro de um estádio, é completamente diferente de um ato de invasão ou arremesso de objeto em campo. Além do que, se abrirmos esse precedente, qualquer ato mais grave dentro de um estádio, cujo qual não esteja relacionado as quatros linhas (exemplo de um confronto de torcedores) obrigatoriamente seguiria a mesma linha e perderíamos a mão no futebol – escreveu o clube em nota oficial.

Cruzeiro

– O Cruzeiro é e será aliado permanente do futebol brasileiro na luta contra o racismo e entende como necessárias medidas que enfraqueçam quaisquer formas de preconceito – escreveu o clube em nota oficial.

CSA

– É abominável qualquer tido de discriminação na sociedade e no esporte. Agora, trazer a punição para os clubes é muito preocupante e arriscado porque nada impede que seja infiltrada alguma pessoa dentro de uma torcida para prejudicar o clube adversário. Eu sou mais pelo banimento dessas pessoas do futebol. Se detectadas, que elas sejam punidas. Não só punidas criminalmente pelas penas que a legislação já estabelece como também o banimento do futebol. Agora punir o clube, eu acho preocupante por causa dessa possibilidade de alguém prejudicar o oponente infiltrando alguém que pratique esse ilícito. Somos contrários a essa proposta da perda de pontos. O CSA repudia veementemente qualquer tipo de discriminação, inclusive a racial. Deve-se procurar o responsável pelo ato, hoje se tem câmera em todo lugar e é fácil identificar quem fez isso. Eu não concordo com a punição do clube – disse o presidente Omar Coêlho.

Grêmio

– O Grêmio saúda a medida e espera que agora, de fato, os casos de racismo recebam punição adequada e de forma igualitária para todos os clubes. Porém, é importante ser criada uma regra clara para evitar que casos semelhantes recebam punições distintas, como ocorre no sistema atual. O combate ao racismo é uma tarefa de todos, e o Grêmio se coloca ao lado da CBF para combater qualquer tipo de discriminação – disse o presidente Romildo Bolzan Jr.

Guarani

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Ituano

O clube se manifestou oficialmente na noite deste sábado, após a publicação da reportagem.

– O racismo é um defeito de caráter e deve ser sempre combatido e denunciado. Por isso o Ituano apoia a iniciativa da CBF e Federacao Paulista de Futebol no combate ao racismo. No nosso entendimento o combate ao racismo se dá em duas frentes. Na educação e na punição. Quanto à punição de perda de pontos proposto pela CBF, se faz necessário entender o mecanismo. De como seria aplicado e como seria apurada a culpabilidade. Entendemos que deverá haver mais discussões antes da deliberação.

Londrina

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Náutico

– Na minha opinião, é o correto. Eu entendo que o esporte de uma forma geral e, principalmente o futebol, é um elemento social. É um elemento que tem uma força social muito grande. Então, o futebol tem a capacidade não só de trazer entretenimento, mas também de influenciar e mostrar caminhos. Hoje eu vejo que a luta contra qualquer tipo de preconceito deve ser fomentada, porque vivemos em uma sociedade onde precisamos caminhar para a melhor condição de convívio possível. Então, qualquer tipo de manifestação que demonstre às pessoas a necessidade de tolerância e respeito precisa ser abraçada. Por isso, sou favorável, sim, e acho que o futebol, como elemento social, tem que ter um posicionamento forte nessa linha e um papel importante. O Náutico, através de seu presidente, é favorável – disse o presidente Diógenes Braga.

Novorizontino

O clube informou que não vai se posicionar.

Operário

O clube não se manifestou até a publicação da reportagem.

Ponte Preta

– Como a primeira democracia racial do futebol brasileiro, que sempre teve em seus quadros a inclusão de negros e operários, a Ponte apoia toda e qualquer iniciativa em favor do combate contra o racismo e de todas as minorias. Dessa forma, a Ponte apoia a ideia da CBF para que os vândalos e as pessoas de má índole se afastem do futebol – escreveu o clube em nota oficial.

Sampaio Corrêa

– Concordo, mas penso que só isso não resolve. Para extirpar esse mal não só do futebol, mas de todos os segmentos da sociedade, será preciso uma conscientização total – disse o presidente Sergio Frota.

Sport

– Eu realmente acredito que nós precisamos de medidas mais severas para começar a conscientizar agressores. Hoje essas pessoas se sentem muito confortáveis ainda em praticar o crime. A gente realmente precisa punir e educar simultaneamente, pois os casos de racismo aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Eu acho que a CBF e os clubes precisam, de fato, abraçar essa ideia. Sobre a pontuação, nós somos a favor, inclusive com a punição para torcedores, mas me preocupa o fato de aderir a ideia e que injustiças sejam cometidas. A minha resposta para essa reposta é: como a CBF fará para monitorar e punir esses casos? É preciso ter segurança no mecanismo responsável pela punição, para haver justiça. Agora se esse mecanismo deixa a desejar, nós estamos caminhando para um caminho muito perigoso – disse a vice-presidente de Diversidade e Inclusão do Sport Roberta Negrini.

Tombense

– Eu não sou favorável. Acho que tem que punir quem faz o ato de racismo. Agora, como que a gente consegue ter o controle sobre quem está na arquibancada e resolver cometer um ato de racismo? Quem tem que ser punido é o torcedor e tem que ser muito bem punido. A gente (o clube) pagar por isso não tem como. Às vezes pode ter na arquibancadas gente que quer prejudicar o clube e faz uma coisa dessas. Sou totalmente contra (punir o clube). Mas sou a favor de fazer a punição contra quem comete racismo. Isso não pode mais existir. Quem faz, tem que ser punido, sim – disse o presidente Lane Gaviolle.

Vasco

– O CRVG apoia a proposta. O clube compreende que medidas pedagógicas devem preceder quaisquer ações punitivas. Acreditamos, ainda, para que essas políticas sejam eficazes e tragam resultados perenes, é necessário que seu foco principal seja na prevenção de atos racistas e discriminatórios, com a participação ativa dos clubes e torcedores. Para incentivar a adoção de medidas preventivas e o engajamento dos torcedores, seria importante que as regulamentações que venham a ser adotadas prevejam que os clubes que comprovadamente adotem políticas antirracistas e contra a discriminação no futebol – tais como a implantação de Manual de Ética e Conduta para suas torcidas, ações educacionais para atletas e comissões técnicas (profissional e base), que tenham uma operação de jogo que siga rígidos padrões que possibilitem a identificação e punição dos infratores em seus estádios, que suas torcidas reprovem in loco atitudes racistas – possam se beneficiar de atenuantes no caso de sinistro em jogos de seu mando de campo – escreveu o clube em nota oficial.

Vila Nova

– A gente apoia todos os movimentos que combatem esse tipo de discriminação. Entendemos que esta postura é importante para coibir preconceitos – disse o vice-presidente Leandro Bittar.

Fonte: ge

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