Saiba quem foi José Augusto Prestes, o presidente vascaíno que assinou a Resposta Histórica

Saiba quem foi José Augusto Prestes, o presidente vascaíno que assinou a Resposta Histórica Quarta-feira, 03/04/2024 – 06:32 José Augusto Prestes: o presidente da Resposta Histórica

A Resposta Histórica, o triunfo mais emblemático do Club de Regatas Vasco da Gama, completa 100 anos (07 de abril de 2024) e para homenagear a passagem mais icônica da luta antirracista no futebol brasileiro, orgulhosamente apresento neste artigo parte essencial da fabulosa trajetória do sujeito que protagonizou com sua assinatura e de postura irretocável, a Carta que mudou a história do Vasco e do futebol brasileiro para sempre. O conteúdo a seguir é fundamentalmente fruto de uma entrevista com José Luís Prestes de Macedo Soares*, bisneto de José Augusto Prestes, que convergiu com poucos materiais bibliográficos encontrados pelo autor.

A entrevista foi realizada numa tarde fria na bela cidade de Petrópolis no dia 23 de setembro de 2019. Gentilmente Zé Luís (como preferia ser chamado) me recebeu em sua residência e lá, acompanhados de xícaras de café e deliciosos biscoitos petropolitanos, tivemos um agradável bate-papo sobre a trajetória pessoal, profissional, política e desportiva do homem que entrou para a história mudando a história do futebol. Como pesquisador, posso afirmar que Zé Luís foi a memória viva de José Augusto Prestes. Nosso entrevistado conviveu com seu bisavô na infância e ainda conservava na lembrança momentos que nos deram um contorno todo especial a notável biografia do 33º presidente do Club de Regatas Vasco da Gama. Além disso, Zé Luís herdou o riquíssimo acervo de arte e a biblioteca de Prestes. Sua casa respirava a memória de seu bisavô, por toda parte havia lembranças e objetos que de algum modo se ligam à obra de Prestes no Brasil. Diante do quilate desta fonte, só tenho que registrar o privilégio de descrever nosso encontro que está na íntegra no livro “Vasco: o clube do povo – uma polêmica com o flamenguismo (1923-1958)”.

Fonte: reprodução

Juventude engajada em Portugal

José Augusto Prestes, um engenheiro com pós-graduação e experiência em mais de um país, nasceu em Lisboa no ano de 1875. Na sua juventude havia viajado muito, foi colega de colégio e de academia do aviador Gago Coutinho, que viria ser seu melhor amigo. Filho de uma família com recursos e de orientação monarquista, Prestes foi mandado para os EUA para completar os estudos. Assim que concluiu, resolveu regressar para a terra natal.

Nesse momento, no final do século XIX, Portugal atravessava uma forte crise. A Monarquia Constitucional não deu respostas aos graves problemas estruturais do povo português. Em que pese o esforço da mecanização no país, a verdade é que a maioria da população portuguesa vivia em condições penosas. O país perdia sua gente no intenso processo de emigração. Sobretudo, nas regiões do Minho e do Douro. A economia portuguesa era apoiada centralmente na agricultura. De tal maneira, a maior parte da indústria, dos bancos, dos transportes e do alto comércio do país estava sob a posse de estrangeiros. Portanto, nesse período foi acumulado um grande descontentamento, sobretudo, em Lisboa e no Porto, onde ocorreram greves e movimentos associativos de oposição ao regime.

É nesse contexto, que em 1876, sob a influência da revolução francesa de 1789, nasce o Partido Republicano Português. Este partido defende como eixo de seu programa: o fim da Monarquia Constitucional e a adoção da República com regime presidencialista e com eleições parlamentares regulares. Em 15 de novembro de 1889 os correligionários desse partido ganham ainda mais ânimo com a proclamação da república no Brasil. Dois meses depois, a Inglaterra dá um ultimato à monarquia portuguesa para que esta termine com sua pretensão de tentar estender seu domínio sob os territórios entre Angola e Moçambique. Isto é, Zâmbia, Zimbábue e Malauí, uma linha territorial estratégica que conecta o oceano atlântico com o oceano Índico. Essa intenção colonialista de Portugal ficou conhecida como o Mapa Cor-de-Rosa. Contudo, a Monarquia Constitucionalista cedeu ao ultimato inglês e, com isto, sua fragilidade política ficou nu.

Percebendo um flanco aberto, os republicanos fazem a primeira tentativa de revolução na cidade do Porto no dia 31 de janeiro de1891. O levante teve apoio da população e de uma parte dos militares de baixa patente. No entanto, fracassou devido à violenta reação da Guarda Municipal fiel ao regime. Naquele tempo José Augusto Prestes não era só um jovem acadêmico cosmopolita. Diante das circunstâncias de Portugal e por convicções ideológicas, Prestes adere a corrente republicana e participa do levante revolucionário no Porto. Contudo, a primeira tentativa de instaurar a República em Portugal foi derrotada, mas as ideias da revolução francesa seguiram com Prestes até o final de sua vida.

Portugal continuou sendo uma monarquia constitucional até 1910. No dia 5 de outubro deste ano a revolução republicana triunfa. A proclamação se deu às 9h da manhã do dia seguinte, foi instituído o Governo Provisório até 1911, data que marcou a aprovação da constituição da Primeira República de Portugal. A bandeira azul e branca da monarquia foi substituída pela verde e vermelha dos republicanos, a moeda e o hino nacional também mudaram.

Como veremos a seguir, nessa altura José Augusto Prestes já estava radicado no Brasil. Assim sendo, não participou da revolução de 1910 e nem dos governos que se sucederam. Porém, Prestes era um grande entusiasta e apoiador da república em Portugal. Segundo Zé Luís, o “natural” é que ele fosse convidado para ser o ministro da indústria no governo republicano, já que Prestes tinha ajudado a financiar a revolução e mantinha vínculos com a terra natal. Entretanto, o novo governo republicano acabou mantendo Portugal nas velhas atividades agrícolas, produzindo: azeite, vinho, cortiça, sardinha e bacalhau. O fato é que Prestes não foi ministro, nem tampouco engenheiro oficial do governo, que pudesse ajudar na modernização da indústria em Portugal. De todo modo, José Augusto Prestes foi condecorado com a Cruz de Cristo pelo governo republicano português e, como sabemos, Prestes soube como ninguém honrar a mesma cruz bordada nas camisas pretas do uniforme do Vasco da Gama.

O pioneirismo em terras brasileiras

Segundo Zé Luís, ainda antes de chegar ao Brasil, Prestes ingressou no serviço militar em Portugal. Lá fez a cavalaria, mas não se adaptou à vida militar e tampouco às atividades equestres. De tal maneira, Prestes gira sua atenção para a prática profissional. E não pode, digamos, se dedicar às atividades de serviço público devido aos latentes problemas econômicos do país. Porém, mesmo com esse revés, José Augusto Prestes participa da montagem da iluminação de Lisboa. Mas, logo em seguida teve problemas financeiros com o sócio. E, assim, essa empreitada não foi adiante.

Com todos os fatores negativos somados em Portugal, Prestes decide que era preciso buscar novos portos e aceita um trabalho temporário no Brasil em 1899. O primeiro projeto que ele fez foi às pontes moveis do Rio Negro, em Manaus. Depois desta realização, Prestes ganhou prestígio e, mesmo que muito moço (com menos de 30 anos), o colocaram como engenheiro de uma dezena de obras no Brasil, inclusive no palácio do governo de Manaus.

Na virada do século, Prestes seguia a rota profissional Portugal-Brasil e Brasil-Portugal, porém, no meio desse percurso se apaixonou por uma senhora brasileira, daí se mudou definitivamente para o Brasil e passou a ser “um engenheiro brasileiro”. Interessado nos projetos brasileiros. Com sua esposa, Prestes teve dois filhos homens e uma moça. O primeiro filho veio logo a falecer por causa da febre amarela em 1902. Não teve solução, o Rio de Janeiro era um acidade quente, sem condições higiênicas e, assim, acabou perdendo o primogênito.

Em 1906 José Augusto Prestes inaugura a primeira fábrica de gelo do Brasil, um feito absolutamente revolucionário e sem precedentes na época. Esse produto não existia no Brasil até então, o gelo vinha como lastro nos porões dos navios e, como isolante térmico, forrado por muita serragem e sal grosso. Saía das regiões frias da Argentina e da Escócia, assim que chegava ao porto era imediatamente repartido e vendido no centro da cidade.

Uma curiosidade daquele tempo é que a fábrica de Prestes, ficava quase que em frente da sede do Vasco. Isto é, localizada na Rua Santa Luzia, tendo como esquina à Avenida Central, que em 1912 iria se chamar Rio Branco, e ao longo como vista o Passeio Público. Nos dias de hoje, se ainda estivesse no mesmo local, a fábrica de gelo estaria há poucos metros do ponto do VLT da Cinelândia.

Com o advento da fábrica não só aumentou o acesso ao gelo, mas popularizou produtos que antes eram apenas consumidos pela elite, como o sorvete. Assim sendo, a ideia de se fabricar gelo no Brasil era tão inovadora, a adesão foi tão entusiástica, que muitas empresas e pessoas (sem nenhuma ligação com a fábrica), faziam cartão de Natal e cartão postal colocando a fábrica de gelo Santa Luzia como figura decorativa. De tal forma, a fábrica foi considerada um grande feito da tecnologia brasileira da época. Logo depois apareceram fábricas de gelo em todo lugar do Brasil. Em meio ao sucesso da fábrica de gelo, Prestes foi forçado a mudar seu estabelecimento por conta do desenvolvimento das obras do centro da cidade. Nessa ocasião, ele decide construir a metalúrgica A.Prestes & C. Ltda na Rua São Cristóvão, 430, no Bairro de São Cristóvão. As coisas caminhavam bem no Brasil para Prestes. Entretanto, um acidente iria marcar para sempre sua vida. Dentro da fábrica uma viga despencou na cabeça de José Diogo de Oliveira Prestes, seu segundo filho. De modo incansável, Prestes tentou recuperá-lo, levou para oque existia de mais avançado na medicina. Mas, Zé Diogo veio a falecer ainda jovem, em 1924.

Mesmo com a duríssima perda do segundo filho, Prestes seguiu com tenacidade em seu caminho, com visão e pioneirismo. Em 1927 o presidente Washington Luís disse: “governar é construir estradas”. Então, rapidamente Prestes construiu um automóvel 100% projetado, fabricado e montado – inclusive o motor – no Brasil. Este feito notável foi realizado na metalúrgica A. Prestes & C. Ltda. O veículo, um caminhão de pequeno porte, foi batizado de Bandeirante. Este caminhão foi premiado na exposição industrial de 1929 na Espanha, voltou para o Brasil e durou até os anos 70. O projeto do carro não teve ajuda do governo e a indústria nacional de automóveis demorou mais 30 anos para se materializar. Ou seja, todos os créditos se devem a José Augusto Prestes e sua fábrica. O Bandeirante, sem dúvidas foi motivo de orgulho não só para seu idealizador, mas para o Brasil. O caminhão tinha toques pessoais de Prestes. Ele gostava de dirigi-lo e como marca, o Bandeirante ostentava em sua dianteira, num círculo branco de fundo com uma faixa preta diagonal como dos uniformes número II que Vasco viria utilizar a partir da decisão de 1º de dezembro de 1937 da diretoria do clube presidida por Pedro Novaes.

E por falar em Vasco…

Presidente do Club de Regatas Vasco da Gama

Contraditoriamente, o triste episódio do acidente de José Diogo acabou aproximando organicamente José Augusto Prestes ao Vasco. Segundo Zé Luís, após o acidente, o filho debilitado necessitava de exercícios de recuperação e o Vasco foi escolhido pela família para atender esse objetivo. Contudo, evidentemente, pelo que o Vasco simbolizava e representava para os imigrantes Portugueses radicados no Brasil, Prestes já era vascaíno antes do ato de sua associação. De tal maneira, em 1923, José Augusto Prestes se associa ao clube e, em menos de 1 ano, é eleito presidente. Sua posse ocorreu no dia 14/01/1924. A partir dessa data Prestes entra para história do desporto brasileiro como o personagem protagonista da Resposta Histórica.

Nascido em 1875, então, como de costume na época, Prestes praticou esportes que representavam a sobrevivência. Praticou equitação (que não gostava), esgrima, tiro, etc. Portanto, para Prestes, o futebol tinha que ser praticado todos os dias. O preparo físico e a intimidade com a bola eram determinantes e deveriam ser aperfeiçoadas. De tal forma, nada mais natural que os futebolistas treinarem para alcançar esse rendimento. E isto era exatamente o signo dos Camisas Negras de 1923. Assim sendo, o modelo do futebol vascaíno – “protoprofissional” – montado por Raul Campos era naturalmente defendido por Prestes. Ademais, segundo Zé Luís, para José Augusto Prestes todas as pessoas eram iguais, todas tinham o mesmo valor e não se deveria distinguir, nem se dá privilégios, nem desvantagem a nenhum grupo étnico ou de classe social. Isto era visão dele e ele carregou essa concepção pela vida toda.

Quer dizer, um sujeito com histórico de vida que sustentava posições democráticas, não iria de modo algum sucumbir para as exigências expurgatórias e racistas da AMEA (leia-se Fluminense, Flamengo, Botafogo, América, Bangu, entre outros). Segundo Zé Luís, para Prestes era inconcebível uma entidade discriminar e eliminar um jogador ou um conjunto de jogadores, sem defesa, sem um tribunal, sem nenhuma razão plausível. De tal modo, para ele, a nota de exclusão dos 12 jogadores do Vasco da AMEA (após uma bateria de debates entre o clube e os representantes da AMEA) era um assunto de princípio, e assim, Prestes respondeu, sem consulta, o apartheid fascista no futebol.

A célebre Carta – Resposta Histórica – se materializou num documento de ruptura sem precedentes no futebol brasileiro e, ao mesmo tempo, se tornou a marca registrada do Vasco, eternizando o clube como uma agremiação defensora dos valores democráticos, igualitários e contra o racismo. A Resposta Histórica, portanto, tornou público com rara precisão e originalidade, a razão que diferencia a natureza antagônica do Vasco dos fundadores da AMEA: Fluminense, Flamengo e Botafogo. Isto é, o estatuto abjeto de exclusão continha nomes de sócios do Vasco. Portanto, a conclusão para Prestes era óbvia: se são membros do Vasco, ninguém mexe, independentemente de classe social e raça. Esse episódio, desmoralizante para os clubes da Zona Sul e glorioso para o Almirante, consequentemente, deu ainda mais popularidade ao já popular – pela grandeza no remo e pelo triunfo de 1923 no futebol – Club de Regatas Vasco da Gama. De tal maneira, mesmo que o Vasco não tenha sido o primeiro a incorporar negros para jogar futebol (até porque o departamento de esporte terrestre só foi formado em 1915). Mas, o signo do clube é muito maior pelo simples fato que o Vasco se tornou grande com a adição do negro e por ter ido à luta para integrar negros e operários nos estatutos.

Então, o que era inconcebível para Botafogo, Flamengo e Fluminense, para o Vasco era natural, vide os primórdios do clube que elegeu para presidente o funcionário da Central do Brasil, Candido José de Araújo em 1904, primeiro presidente negro dos grandes clubes do Brasil e que comandou o Vasco em seu primeiro título, foi reeleito para a gestão seguinte e antes da presidência, passou pela tesouraria e vice-presidência do clube. Essa tradição foi continuada e com José Augusto Prestes, potencializada nas novas gerações. De tal maneira, por onde o Vasco passava uma multidão o acompanhava. Assim foi no campeonato de futebol da LMDT e nas regatas de 1924. Por isso, parte da imprensa da época foi forçada a acompanhar o poderoso e rebelde Vasco da Gama. Não faltaram reportagens nos campos, nas regatas e nas atividades sociais e de confraternização do clube.

Ano da presidência de José Augusto Prestes, que teve a dificílima missão de ser o timoneiro na tormenta e não vacilar na escolha do lado certo da história. Como Zé de São Januário escreveu em uma de suas colunas do Jornal dos Sports (Uma Pedrinha na Chuteira. 10/10/1969):

(…) O grande serviço prestado pelo Presidente Prestes ao Vasco da Gama foi a sua coragem e o destemor ao enfrentar os chamados grandes clubes, desligando o Vasco da AMEA, arrostando com consequências que poderiam ser muito graves para a vida do clube. A atitude corajosa do Presidente Prestes, explodiu na cidade com o mesmo fragor da bomba atômica lançada em Hiroshima alertando os desportistas das classes humildes e principalmente os homens de cor. A Praça Onze, a capital do carnaval, do samba e dos homens humildes, levantou o seu grito de guerra: vamos fazer do Vasco o maior clube do Brasil.(…).

José Augusto Prestes acabou se afastando do cotidiano do Vasco por conta de demandas profissionais e para se dedicar a família após a perda do segundo filho. Entretanto, ele foi entusiasta da construção do Estádio de São Januário por adesão voluntária. O estádio foi inteiramente feito com recurso da torcida do Vasco. Por essa característica, Prestes considerava o Vasco a extensão de sua casa. Em termos esportivos, ele só considerava o Vasco. Para Prestes, o Vasco não era um clube de bairro, nem um clube exclusivo da colônia, para ele, o Vasco era um clube aberto para todos os admiradores do futebol e dos esportes. De tal maneira, poderia selecionar os melhores jogadores de todos os lugares do Brasil, como também jogadores da América do Sul e da Europa. Quer dizer, para Prestes, o Vasco teria que ser um dos expoentes do esporte no Brasil e no mundo.

José Augusto Prestes, sem sombra de dúvidas, foi um visionário. Um homem idealista e de princípios, que esteve à frente de seu tempo. Prestes tinha uma visão muito positiva do Brasil. Achava que o futuro poderia ser construído aqui. Desse modo, viveu em intensa atividade. Foi um pioneiro no que realizou, enxergando coisas que a maioria não via. Sempre versátil, foi ainda presidente da Beneficência Portuguesa e do Grêmio Republicano Português. Foi presidente da Empresa de Armazéns Frigoríficos e diretor do Porto do Rio de Janeiro. Um homem desprendido de vaidades e progressista, vendeu sua fábrica para os próprios trabalhadores da mesma. Viveu até 1952, contudo, se eternizou como a pena da Resposta Histórica. Lamentavelmente, com exceção de uma pequenina vanguarda, o Brasil não conhece José Augusto Prestes. Portanto, é dever de todo vascaíno passar adiante a memória e o extraordinário legado do 33ºpresidente do Club de Regatas Vasco da Gama.

* Lamentavelmente José Luís Prestes de Macedo Soares faleceu no período da pandemia.

Leandro Fontes

Professor de geografia, colunista da Revista Movimento, do Expresso Cascadura e autor do livro Vasco: o clube do povo – uma polêmica com o flamenguismo (1923-1958).

Fonte: Ludopédio

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