Não há processo. A ação foi encaminhada diretamente para Marcos Lamacchia e serve como uma espécie de “aviso”. A 777 Carioca argumenta que seria ilegal uma eventual revenda da empresa que comanda o futebol vascaíno.
A empresa americana alega que ainda é dona de 70% das ações do Vasco, sendo que 39% delas estão subscritas, e que “não há controvérsia entre as partes sobre a titularidade as ações no procedimento arbitral”.
Mas o jurídico do Vasco discorda do argumento. De acordo com o clube, a 777 possui somente 31% das ações da SAF. Por isso, a empresa americana é sócia minoritária e não teria poder para impedir uma revenda.
A ação é assinada por Jill Gettman, diretora jurídica da A-CAP, seguradora que passou a gerir a 777 por ser a maior credora da empresa fundada por Josh Wander e Steven Pasko. No documento, a empresa americana diz que “restaurados os efeitos do contrato, realizará tempestivamente os aportes que foram suspensos pelo Poder Judiciário do Rio de Janeiro”.
Desde o dia 15 de maio de 2024, os efeitos do contrato entre o Vasco e a 777 Partners estão suspensos, e o clube associativo assumiu a gestão da SAF. A empresa americana recorreu da decisão, até agora sem sucesso.
Na ação da última quarta-feira, a 777 afirma que Marcos Lamacchia está negociando com o clube sem ter “ciência dos fatos” e que as conversas acontecem sob “premissas equivocadas”.
“E caso o Sr. Marcos pratique tais atos mesmo ciente dos fatos ora relatados, estará configurada sua má-fé e a 777 Carioca desde já informa que adotará todas as medidas cabíveis para impedir a prática desses atos, cessar seus efeitos, os invalidar e responsabilizar o Sr. Marcos por todos os prejuízos causados a ela.”, afirma um dos trechos.
Um dos argumentos usados pela 777 Carioca para sustentar a argumentação é o seguro-garantia. Na ação, a empresa garante que ofereceu ao Vasco a contratação de um seguro para a devolução do controle da SAF, mas o clube ignorou.
Fonte: ge