Grupo de 8 credores do Vasco entrou na Justiça contra a venda da SAF nos moldes atuais
Ex-jogadores e credores do Vasco entraram em conjunto na Justiça, contra a venda da SAF nos moldes atuais. Dentre eles, os zagueiro Breno e Luiz Gustavo, o atacante William Barbio, entre outros. Chega na live que vai começar agora.
Fonte: X do jornalista Joel Silva/TMC
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Fonte: Youtube Colina em Foco
Atenção, Vascaínos! @AVascainos
CREDORES DO VASCO PEDEM SUSPENSÃO DA VENDA DA NOVA SAF E APONTAM VIOLAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO
Um grupo de credores trabalhistas do Vasco apresentou à 4ª Vara Empresarial da Capital uma manifestação de oposição à forma como está sendo estruturada a venda da UPI Equity, que envolve a criação da chamada Nova SAF e a transferência dos ativos do futebol.
Os oito credores trabalhistas que apresentaram a manifestação são:
1. Lucas Santos Siqueira
2. Willian Marlon Ferreira Moraes
3. Breno Vinicius Borges
4. Luiz Gustavo Tavares Conde
5. Wiliam Silva Gomes Barbio
6. Flavio Henrique de Oliveira
7. Lucas Kal Schenfeld Prigioli
8. Douglas da Silva
Os credores afirmam que não são contra a entrada de investimento no Vasco, mas sustentam que o modelo atualmente proposto não respeita as condições estabelecidas no Plano de Recuperação Judicial homologado.
O principal questionamento está na destinação dos recursos. Segundo a manifestação, a oferta apresentada prevê que o dinheiro seja destinado exclusivamente ao departamento de futebol, sem possibilidade de utilização para amortização de dívidas. Para os credores, isso contraria a Cláusula 4.1.2.1 do Plano, que prevê um fluxo financeiro para as Recuperandas destinado ao pagamento integral dos créditos concursais.
Outro ponto levantado é que a operação prevê a transferência dos ativos esportivos para uma nova sociedade e, posteriormente, a venda de 90% das ações dessa Nova SAF. Na avaliação dos credores, o modelo deixaria a Vasco SAF sem o principal ativo gerador de receitas, comprometendo a capacidade de pagamento prevista no Plano.
A manifestação também questiona a ausência, até o momento, de documentos considerados fundamentais para analisar a operação, como a individualização dos ativos e passivos que serão transferidos, avaliação independente dos ativos, detalhes do chamado “dropdown” e demonstração do impacto da operação sobre o fluxo de pagamentos aos credores.
Os credores pedem ainda que não seja permitido o pagamento do preço da operação por meio de compensação ou abatimento de créditos que eventualmente pertençam ao comprador ou a empresas ligadas a ele. A solicitação é para que o pagamento seja realizado em dinheiro, mediante depósito judicial.
Na parte mais importante do pedido, os credores solicitam uma tutela de urgência para suspender a fase decisória do processo competitivo da UPI Equity por até 30 dias ou até a realização de uma Assembleia Geral de Credores, o que ocorrer primeiro. Também pedem a suspensão dos atos de constituição da Nova SAF e da transferência dos ativos esportivos durante esse período.
Caso a Justiça entenda pela continuidade da operação, os credores pedem que ela seja condicionada a uma série de garantias, entre elas a destinação dos recursos para o pagamento do passivo concursal, preço mínimo baseado em avaliação independente, depósito judicial do valor da venda e preservação dos mecanismos previstos na Lei da SAF para pagamento dos credores.
Fonte: X Atenção Vascaínos