Advogados experientes em defender credores de clubes brasileiros demonstram preocupação com o que chamam de ‘SAF da SAF’ do Vasco

Advogados experientes em defender credores de clubes brasileiros demonstram preocupação com o que chamam de ‘SAF da SAF’ do Vasco

Advogados experientes em defender credores de clubes brasileiros têm demonstrado nos bastidores uma preocupação com o que chamam de a “SAF da SAF” do Vasco.

A 777 Carioca chegou nesta semana a um acordo com o Cruzmaltino e declarou à Justiça que não se opõe ao processo de venda de 90% da nova SAF do clube.

A manifestação, apresentada no processo da recuperação judicial do Vasco, cita a “constituição de nova sociedade anônima do futebol, mediante a transferência dos ativos desportivos da Vasco SAF, por meio de operação de dropdown (“Nova SAF”)” e prevê a “transferência das ações representativas de 90% do capital social da Nova SAF ao vencedor do processo competitivo”.

Beleza. Mas advogados questionam o movimento e veem uma manobra para tirar o clube de uma eventual falência.

O principal receio é que a medida abra um precedente para que outros clubes usem o mesmo procedimento no que poderia configurar uma “fraude de execução”.

Segundo essa turma, o intuito é manter a SAF “limpa” blindada de execuções, abrindo margem para calote por parte dos clubes.

Diz um advogado:

— A SAF nova vai assumir o lado produtivo da SAF em recuperação judicial e essa última vai ficar esvaziada, obviamente com risco de dificuldades no pagamento das dívidas.

Fonte: O Globo