Consórcio Fla-Flu questiona atuação do Ministério Público no processo pelo uso do Maracanã pelo Vasco
🚨 MARACANÃ: CONSÓRCIO CONTESTA ATUAÇÃO DO MPRJ NA JUSTIÇA
Em petição protocolada nesta segunda-feira (12/10), o Fla-Flu Serviços S.A. criticou o ingresso do Ministério Público no processo, alegando que o órgão reiterou argumentos de uma recomendação anterior sem considerar, segundo o Consórcio, um documento da Polícia Militar que aponta o Nilton Santos como apto a receber Vasco x Boca Juniors.
A concessionária também sustenta que a decisão favorável ao Vasco foi posteriormente suspensa e pede a manutenção dessa suspensão.
📌 O documento evidencia que a disputa agora envolve também os argumentos apresentados pelo próprio Ministério Público dentro do processo judicial.
Fonte: X Ramadas
Atenção, Vascaínos! @AVascainos
FLA-FLU ACUSA VASCO DE TENTAR PRESSIONAR A JUSTIÇA E PEDE MANUTENÇÃO DA PROIBIÇÃO DO MARACANÃ
A Fla-Flu Serviços S.A., concessionária do Maracanã, apresentou nesta segunda-feira (12) uma nova manifestação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para contestar os pedidos do Vasco e defender a manutenção da decisão que suspendeu a liberação do estádio para a semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para 20 de outubro.
Na petição, a concessionária faz duras acusações à estratégia jurídica do Vasco, alegando que o clube estaria tentando criar um fato consumado para pressionar o Poder Judiciário.
Os principais argumentos da Fla-Flu
1. Acusação de pressão sobre a Justiça
A concessionária afirma que o Vasco iniciou a venda de ingressos e confirmou o Maracanã à CONMEBOL após conseguir decisão favorável na sexta-feira (9), mesmo sabendo que a autorização poderia ser revertida.
Segundo a Fla-Flu, o clube manteve a comercialização dos ingressos mesmo depois da suspensão da decisão, no sábado (10), aumentando deliberadamente a urgência da situação.
A empresa sustenta que essa conduta seria incompatível com os deveres de boa-fé processual.
2. Novo prazo da CONMEBOL
O documento reconhece que a CONMEBOL prorrogou até terça-feira, 13 de outubro, às 12h, o prazo para o Vasco indicar o estádio da partida.
A concessionária argumenta que o clube deveria utilizar esse período para reorganizar a operação do jogo, em vez de insistir judicialmente no Maracanã.
3. Nilton Santos como alternativa viável
A Fla-Flu destaca que a Polícia Militar, em documento de 4 de outubro, reconheceu que o Estádio Nilton Santos possui condições para receber a partida.
Embora a PM tenha apontado o Maracanã como alternativa preferencial, a concessionária utiliza o entendimento judicial de que preferência não significa necessidade.
4. Críticas ao Ministério Público
A petição também questiona a recomendação do Ministério Público favorável à utilização do Maracanã.
Segundo a Fla-Flu, o MP teria considerado a manifestação policial de 2 de outubro, mas deixado de levar em conta o documento posterior, de 4 de outubro, que reconheceu a viabilidade do Nilton Santos.
A concessionária afirma que essa omissão comprometeria os argumentos de segurança utilizados em favor do Vasco.
5. Defesa do Mandado de Segurança
A empresa sustenta que o Mandado de Segurança foi uma medida excepcional, mas juridicamente adequada, porque o agravo interno não teria efeito suspensivo capaz de impedir a realização da partida em tempo útil.
Alega ainda que a decisão favorável ao Vasco, concedida em 9 de outubro, modificou entendimento anterior sem apresentação de fatos novos e por autoridade que, segundo a tese da concessionária, não teria competência para fazê-lo.
O que a Fla-Flu pede à Justiça?
A concessionária solicita que o relator mantenha integralmente a liminar que suspendeu a decisão favorável ao Vasco, impedindo, por enquanto, a utilização do Maracanã.
O ponto central da disputa
A estratégia da Fla-Flu concentra-se em dois argumentos: questionar a regularidade da decisão judicial que havia liberado o estádio e demonstrar que existe uma alternativa operacionalmente viável para o confronto.
A concessionária também procura responsabilizar o Vasco pelo agravamento da urgência, especialmente em relação à venda de ingressos e ao prazo para a definição do local.
Fonte: X Atenção Vascaínos